Pessoas Sábias

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Nenhuma mulher deve ser autorizada a ficar em casa para criar os filhos. A sociedade deveria ser totalmente diferente. As mulheres não deveriam ter essa escolha, precisamente porque, se houver essa escolha, muitas mulheres a farão. É uma forma de forçar as mulheres em uma determinada direção.

Simone de Beauvoir
FRIEDAN, Betty. It Changed My Life Writings on the Women's Movement (1998).
Inserida por Dmartins08041999

⁠Para que a velhice não seja uma irrisória paródia de nossa existência anterior, só há uma solução – é continuar a perseguir fins que deem um sentido à nossa vida.

Simone de Beauvoir
A velhice. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2018.
Inserida por pensador

A palavra amor não tem o mesmo significado para ambos os sexos, e esta é uma das causas dos graves desentendimentos que os dividem.

Simone de Beauvoir
O segundo sexo, vol. II (1949).
Inserida por luiza_andrade

⁠Durante o dia todo, sentia os olhares fixos em mim; gostava dos que me cercavam, mas, quando me deitava à noite, experimentava um vivo alívio à ideia de viver afinal uns instantes sem testemunhas.

Simone de Beauvoir
Memórias de uma moça bem-comportada. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1983.
Inserida por pensador

⁠O que me importava era formar espíritos e almas; serei professora, resolvi.

Simone de Beauvoir
Memórias de uma moça bem-comportada. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1983.
Inserida por pensador

⁠Fora de meus estudos, era a leitura a coisa mais importante de minha vida.

Simone de Beauvoir
Memórias de uma moça bem-comportada. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1983.
Inserida por pensador

⁠Não ter mais confiança no corpo é perder confiança em si próprio.

Simone de Beauvoir
O segundo sexo. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2009.
Inserida por pensador

Se Aristóteles e Marx estiverem certos, o homem é um ser político e social

O homem comum está caminhando para ser o escravo como o entendia Aristóteles, ou seja, o homem que está na sociedade mas não é da sociedade. O progresso científico está na sela e conduz o homem nenhum de nós sabe para onde.

A política é uma dádiva e ao mesmo tempo uma maldição. Para Aristóteles, "o homem (ser humano) é um animal político", isso necessariamente não o torna mau ou bom. Ele também diz que o cidadão é político, pois participa na elaboração e execução das leis, porém nem todos são cidadãos. Trazendo esse pensamento para os dias atuais, onde existe uma grande descrença em políticos, por termos a simples ideia que política se remete apenas a eleição, e não a organização social e do estado. Tiro a conclusão (talvez inexorável) que a política é uma dádiva, olhando pela capacidade que cada cidadão tem de expor e solidificar sua opinião, através de um caminho visando um "bem".

Esse bem não se trata do correto ou do errado, mas algo necessário a ser finalizado para um "todo". Uma meta, como grosso modo poderíamos dizer: a reforma da educação e sua universalização, quanto a unificação da policia para que possamos ter um policia mais centrada e eficiente, assim como investimento a tecnologia e a pesquisas, e poderemos citar diversas áreas que podem ser melhoradas e traçadas metas.

Entretanto, para o cidadão político, esse também tem uma maldição, principalmente hoje, em um tempo que a política e os políticos estão desacreditados. Onde se tem uma desconfiança desenfreada, gerada por situações que vem se agravando a cada dia, que é a corrupção. Uma pessoa dizer "ser político" é um ato de coragem, de contravenção, talvez até de subversão.

Quando uma pessoa se apresenta como político, existem três reações mais presentes, uma delas é a desconfiança, primeiro a pessoa acredita por um enraizamento cultural que "todo político é corrupto", isso fecha a oportunidade de cidadãos que não são corruptos mudarem o quadro que se encontra a política. Algo comum também, seria o pensamento individualista e imediatista, onde a pessoa ao invés de pensar no coletivo, pensa apenas em si, se vende ou até mesmo tenta barganhar com o político em questão, independente de seu pedido.

E por fim, algo não tão comum, ou até mesmo, que eu consideraria mais propicio e que recomendaria que ocorresse, seria o pensamento coletivo, o pensamento para um fim, visando algo que não mantivesse o mesmo sistema e também não fosse individualista. Nesse caso especifico podemos citar algumas ações e pensamentos que traria beneficio, não só para a política, mas para um todo, para a sociedade, que seria a ajuda mútua, onde os cidadãos questionassem primeiramente porque de sua desconfiança, buscasse conhecer, interagir e assim contribuir para a construção e execução de ideias para beneficiar a todos. Voltando assim, a questão do "cidadão" de Aristóteles, dito no inicio.

MATURIDADE E EDUCAÇÃO

Aristóteles insiste muito numa coisa chamada maturidade. Maturidade não no sentido fisiológico, mas no sentido intelectual. O homem maduro é o homem que teve certas experiências e aprendeu com elas. Quando Aristóteles enfatiza que somente o homem maduro pode guiar a comunidade, está se referindo aos homens que conseguiram absorver um certo número de experiências decisivas que colocaram a sua alma um pouquinho acima do nível de consciência de sua comunidade. Esse homem maduro não precisa ser santo, profeta ou herói, mas simplesmente é alguém que tem uma alma um pouco mais ampla porque chegou a ter certas experiências significativas.

A finalidade da educação, tal como eu a entendo e tal como foi entendida nos tempos antigos, é a maturidade. O que o homem maduro fará com aquilo que eu lhe ensinei é problema exclusivamente dele, pois a maturidade que ele irá exercer será a dele, não a minha. Quando ele se deparar com determinado problema, a sua circunstância será outra diferente da minha, os dados serão outros e não há nenhuma possibilidade do professor antever tudo isso. Isso significa que uma vez conquistada a maturidade, a finalidade da educação está terminada, e o educador deve ir embora para casa. E o homem maduro, uma vez formado, pode se transformar ele mesmo num educador, se quiser, ou irá fazer outra coisa, já que não é só na educação que homens maduros são necessários.

É fundamental entender que educação liberal é a preparação da alma para a maturidade. O homem maduro é o único que está capacitado para fazer o bem ao meio em que vive. O bem deve ser conhecido. Mas o discernimento entre o bem e o mal não é imediato. Não adianta ter um formulário, os Dez Mandamentos ou o código civil e penal. O discernimento entre o bem e o mal é uma questão de percepção que tem de ser refinada para cada nova situação que você venha a viver, porque ambos costumam aparecer mesclados. Jesus disse: na verdade amais o que deveríeis odiar, e odiais o que deveríeis amar. Este é todo o problema da educação: desenvolver no indivíduo, mediante experiências culturais acumuladas, a capacidade de discernimento para que ele saiba em cada momento o que deve amar e o que deve odiar. Ninguém pode dar essa fórmula de antemão, mas a possibilidade do conhecimento existe e está consolidada em milhares de obras. Uma educação bem conduzida pode levar o indivíduo à maturidade e ao verdadeiro julgamento autônomo.

Vale a pena empregar cinco ou dez anos da sua vida lendo as Obras Completas de Aristóteles? Vale, mas com uma condição: que você não faça isso para conhecer "a filosofia de Aristóteles", mas para entender algo dos objetos, temas e problemas dos quais ela trata -- a estrutura da realidade, o funcionamento da cognição humana, o sistema das ciências, a linguagem e o pensamento, a ordem do Estado e da sociedade, a vida dos animais etc, etc. Em suma: leia tendo sempre em vista o conselho de Eric Voegelin: "Não estude filosofia. Estude a realidade." Se você entra no empreendimento com esse estado de espírito, não encontrará jamais um mestre melhor que Aristóteles. O homem é sempre de uma objetividade direta, intransigente e totalmente desprovida do elemento "frescura".

Disse Aristóteles: "O homem solitário é uma besta ou um deus". Eu sou um deus besta! Gosto da solidão, ela me faz bem!

⁠Quando Aristóteles dizia que a forma superior de vida é a forma contemplativa, era isto o que ele queria dizer. É entender o que está acontecendo. Se ao invés de procurar entender, busca-se apenas defender-se da situação, procurando o prazer e evitando a dor, faz-se exatamente o que um bichinho faz.

Aristóteles disse uma vez: virtude é a excelência do carater em saber, encontra um ponto de equilíbrio entre, o estudo e o descanso, dois extremos de uma mesma condição.⁠.

“Aristóteles afirma que o sábio procura a ausência da dor. Na Osteopatia, nós procuramos a causa para tratá-la”.

Vamos repensar?

Aristóteles — “Somos o que fazemos repetidamente. A excelência, portanto, não é um ato, mas um hábito.”

“Somos aquilo que praticamos repetidamente, mas cuidado: hábitos sem consciência também constroem prisões. A excelência não nasce apenas da repetição; nasce da capacidade de questionar aquilo que repetimos. Um hábito sem reflexão é apenas uma rotina bem treinada.”

Carlos Eduardo Balcarse

Vamos repensar?

Aristóteles — “O homem é um animal político.”

“O homem é um ser social, mas a multidão também pode ser uma prisão. Pertencer a um grupo não significa possuir consciência; muitas vezes, seguir a maioria é apenas terceirizar o próprio pensamento.”

Carlos Eduardo Balcarse

Aristóteles era gay, não é mesmo?

Inserida por LuksMuller

Já dizia Aristóteles: 'A dúvida é o principio da sabedoria'

Inserida por lucasprimolemos