Pessoas Nao Entram em nossa Vida a Toa

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Tantas perguntas, tanto na minha cabeça. Tantas respostas que eu não consigo encontrar.

Tenho essa mania de desviar ou abaixar o olhar toda vez que alguém olha em meus olhos. Não é vergonha, mas sim medo de que alguém descubra tudo que escondo com um sorriso, mas que não consigo esconder através do olhar.

E a principal regra: Não deixe que os outros influenciem os seus pensamentos.

Não deixe o choro da noite atrapalhar sua linda manhã.

Não sejas feiticeiro, mas se o és, faz dele teu ofício.

Esse negócio de não sofrer por antecipação não funciona muito comigo não.

Interessante: todos confiam em um cara com uma capa de chuva. Não entendo bem porquê... Talvez seja apenas uma das curiosidades da vida...

É e não é. O senhor ache e não ache. Tudo é e não é.

Muitas vezes antes de adormecer – nessa pequena luta por não perder a consciência e entrar no mundo maior – muitas vezes, antes de ter a coragem de ir para a grandeza do sono, finjo que alguém está me dando a mão e então vou, vou para a enorme ausência de forma que é o sono. E quando mesmo assim não tenho coragem, então eu sonho.

Clarice Lispector
A paixão segundo G. H. Rio de Janeiro: Rocco, 1998.

Não se associe aos maus, pois eles podem crescer em número.

Quem ama não esquece quem ama, o amor é assim
Eu tenho esquecido de mim, mas dela eu nunca me esqueço...

Desejo que você não esmoreça, porque é tão bom estar de “bom jeito”. Acho que eu devia abandonar minha “tragédia” em um ato...

Clarice Lispector
Montero, Teresa (org.). Correspondências. Rio de Janeiro: Rocco, 2002.

Nota: Trecho de carta para Fernando Sabino, escrita em 13 de outubro de 1946.

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A crueza do mundo era tranquila. O assassinato era profundo. E a morte não era o que pensávamos.

Clarice Lispector
Laços de família. Rio de Janeiro: Rocco, 1998.

Nota: Trecho do conto Amor.

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Não me importo que me julguem pela aparência, afinal sou eu quem escrevo minhas páginas e meus capítulos, e a vida é cheia de mistérios a serem solucionados e segredos a serem desvendados, portanto, enquanto você perde seu tempo me julgando eu vou vivendo, solucionando e desvendando os mistérios e segredos que a vida me dá... e o mais importante... por isso tudo vivo feliz!

[...]
Não me tragam estéticas!
Não me falem em moral!

Tirem-me daqui a metafísica!
Não me apregoem sistemas completos, não me enfileirem conquistas
Das ciências (das ciências, Deus meu, das ciências!) —
Das ciências, das artes, da civilização moderna!
[...]



[Lisbon Revisited (1923)]

Se alguém está ligado à posição de uma única pessoa, seu lugar não é na cúria e, sim, entre as facções partidárias.

Que você acredite que não me deve nada simplesmente porque os amores mais puros não entendem dívida, nem mágoa, nem arrependimento. Então, que não se arrependa. Da gente. Do que fomos.

Mesmo que eu não diga sempre, obrigado por cada pequena coisa que você faz por mim, e que tornam mais suaves os meus dias.

Te convencer a comprar o que você não precisa
e ainda te deixar feliz por isso:
nisto consiste o trabalho de um vendedor de arte.

Bêbado, confuso, farpado. Mas não consigo me deter. Embora não reconheça o ponto onde devo chegar, é para lá que me dirijo cego, aos trancos.