Pessoas Covardes
Abrigar um covarde ou puxa-saco é semear a própria ruína; cedo ou tarde, a inveja supera a admiração, ele se cansa de viver à sombra e trama a sua queda.
De tanto ver homens covardes e agressivos matarem suas ex-companheiras, mulheres ou namoradas porque elas decidiram pela separação, como forma de se libertarem de seus agressores, torna-se cada dia mais claro que, depois de separados os riscos são dobrados.
Contemple ainda que possível a ira dos covardes, para que um dia a coragem os interrogue e acenda a fogueira que queima no vale sombrio ao anoitecer
os covardes se protegem. Não por confiarem uns nos outros, mas por saberem que a qualquer momento a sorte acaba e a lança afiada chega sem dor. Portanto, entre eles, enquanto não houver melhor moeda de troca, há chance de sobrevida postergando a dor.
Às vezes o silêncio é a melhor das respostas, mas o silêncio dos covardes pode ser tão nocivo quanto o dos bons.
Não há jeito mais covarde de oferecer a outra face do que insistir em ser humilde diante do arrogante.
Os Covardes e Arrogantes são especialistas em guerra palavrosa: lutam nas Narrativas e Bravatas, sempre na esperança de convencer os tolos a se lascar por eles.
Há uma só verdade: enquanto muitos não compram a Bravura que os Arrogantes e Covardes tentam vender, muitos ainda se recusam a pensar com a própria cabeça.
Os covardes que vendem bravura de leão, mas entregam meiguice de ursinho de pelúcia quando a chapa esquenta, só dão calote nos que querem ser enganados.
Talvez não haja forma mais nojenta — e covarde — de se lançar numa guerra do que se calar a pretexto de pacificação.
