Pessoas Covardes
Eis que o demonio morde a tenra carne do covarde. Vem, prova desta iguaria e deleita-se desse espetaculo, garanto, tu sorriras lagrimas de contentamento.
Não penses que se oculta, seu rosto lhe denuncia em cada olhar, num vulto de tristeza ou de solidão.
Não a perfidia, não ao injusto, não ao covarde, não aos maus costumes, não ao que depõe contra a descência e a humildade, porém, sim ao justo.
Quão covarde não é um homem a ponto de dizer nos dias de hoje, que a distância é um impecilho em qualquer relacionamento. Mais covarde ainda é aquele que não pode nem abrir a boca para dizer isso. Ele sim, balançou todo o meu mundo e foi embora, simplesmente como se nada tivesse acontecido. Como se eu tivesse sido um paixão de verão. Não, não vou me deixar ser uma paixão nunca quero. Quero você em todas as estações, ele só te deu um exemplo de como não agir e de como me valorizar. Espero que tenha aproveitado bem as aulas.
E minhas lágrimas covardes já não se arriscam a escorrer por um rosto cansado,
minhas lágrimas percorrem meu interior,
caminham por entre tristezas pessoais.
Minhas lágrimas me perfuram e me curam também
Se for covarde o bastante para dizer-me o que quer que seja, lembre-se de mim. Lembre-se com carinho. Aguardo tuas vibrações positivas.
Chamaram-me covarde, por amar quem não podía!
Covardía é: Porem-te uma arma na mão, mandarem-te para uma guerra que não é tua, mandarem-te matar quem não conheces, quem nunca te fez qualquer mal, teres de matar para não morrer. É: Teres de cortar o pescoço de alguém, veres os olhos arregalados desse alguém, olhar para ti, porque não conseguirá jamais falar, tentando segurar a vida que se lhe escapa por entre os dedos e perceberes o que lhe vai na alma: "que mal te fiz para merecer que me matasses?"
Vamos lá, covardes, medrosos, imprestáveis e inúteis. Me ignorem, me invejem, mas não cheguem nem perto de mim!
