Pessoas Complicadas
Que tipo de monstro criaria um universo como o nosso só pra ver as pessoas sendo dilaceradas pela vida e pelas próprias emoções?
- Marcela Lobato
Não me aproximo nem das pessoas e nem dos lugares que não tenho nada para aprender ou acrescentar. Todos os locais são livres mas nem todos nos convém e assim também são com as relações interpessoais.
As pessoas mais bem acompanhadas, que conheci, inclusive, são solitárias. Viver é um ato solitário, rompido algumas vezes por encontros mágicos, que não possuem a natureza de serem eternos. Enquanto existem, aproveitem o máximo e se fortaleçam, para novas horas e novos anos, posteriores de solidão.
as pessoas que poderiam estar aqui no meu lugar, mas que na verdade nunca viram a luz do dia, são mais numerosas que os grãos de areia do sahara
Nós estamos constantemente a errar com as pessoas porque nos esquecemos de que, antes de conhecermos alguém e passarmos a fazer parte do seu círculo, essa pessoa já existia, mesmo sem sequer saber da nossa existência.
Ainda assim, por vezes, comportamo-nos como se o mundo das pessoas à nossa volta só fizesse sentido porque fazemos parte dele. Quando, na verdade, antes de nós chegarmos, já existia um mundo na vida dessas pessoas. Já existiam outras pessoas, já havia sorrisos, sonhos, planos grandiosos, momentos de felicidade e histórias que não conhecemos.
A verdade é que não somos tudo aquilo que imaginamos ser na vida das pessoas. Por isso, precisamos de ter mais empatia, mais amor e mais compreensão. Precisamos de aprender a ceder, a reconhecer os nossos erros e a dar o braço a torcer quando necessário.
Porque, com ou sem a nossa presença, a vida continua. O mundo não para por ninguém, e as pessoas, por mais que sintam a nossa falta, acabam por encontrar formas de seguir em frente.
Há muito mais pessoas no mundo do que conseguimos imaginar. Há pessoas incríveis, capazes de nos surpreender, de nos acolher e de nos oferecer aquilo que, por vezes, julgávamos impossível encontrar noutra pessoa.
Por isso, não te comportes como se fosses insubstituível na vida de alguém, nem trates como garantida a presença de quem te ama. Aprende a valorizar, a compreender e a cuidar das pessoas enquanto elas caminham ao teu lado.
Sê, para as pessoas à tua volta, aquilo que gostarias que elas fossem para ti. Porque, no final, não se trata de ser indispensável na vida de alguém, mas de fazer a diferença enquanto fazemos parte dela.
Na vida, nós somos para as pessoas apenas aquilo que podemos oferecer; no momento em que elas não precisarem mais, somos deixados de lado.
_Derley Filipiak
«Na vida, você atrai dois tipos de pessoas: as que querem os seus favores e as que não estão nem aí para você.»
_Derley Filipiak_
O problema não é o que as pessoas vão pensar de você, e sim o que você pensa sobre o que pensam de você.
Uma Parceria Real e Inconfundível
Certo que valorizar a interação com certas pessoas que fazem a diferença, é muito sensato — o mínimo que se espera. Entretanto, a valorização da própria companhia é indispensável; muitas vezes, a melhor que se pode ter nos altos e baixos, independente do que possa acontecer entre o bem querido e o mal indesejado,
Perder o prazer de estar com ela chega a ser muito preocupante: um desencontro da sua singularidade. É solidão e não solitude; falta de solidariedade com a própria existência, com aquela pessoa do íntimo que estará com você até o final. Uma parceria real inconfundível, muito especial, que necessita estar em equilíbrio
É normal desentender-se consigo, ter diálogos internos — breves ou demorados — e reflexivos. Tem que saber dizer não para si quando necessário, já que não se trata de achar que não precisa de ninguém e nem de esquecer que é a vontade de Deus que prevalece (O Ser mais importante), e sim a respeito de se amar que, de fato, é algo muito significante.
"Sei que meus livros alcançarão muitas pessoas para Cristo. Esta é a minha verdadeira motivação para escrever."
Mickelve Santana
Queria não me preocupar tanto com as outras pessoas, porém, não consigo. Mesmo que isso me cause sofrimento, farei de tudo para ajudá-las, ainda que isso custe a minha própria paz. Eu as amo, e essa é a minha essência.
Com o tempo, o coração se acostuma com o que tem. As bênçãos viram rotina, as pessoas parecem presença garantida, e aquilo que um dia foi resposta de oração passa a ser tratado como obrigação. É assim que o inimigo age, tirando o que é precioso, fazendo a gente esquecer o valor que aquilo tem. Valorizar o que precisa ser valorizado é voltar a enxergar. É agradecer pela paz que antes não lhe faltava, pelo amor que um dia você pediu, pela saúde e por cada detalhe que Deus permitiu viver. O que é comum para nós agora, pode ser milagre para alguém que almeja ter tudo isso que você deixou para trás. Que o seu coração volte a reconhecer o valor do que já tinha ou tem, antes de pedir o que ainda não chegou, porque quem é grato, nunca vive em falta. "Porque, onde estiver o seu tesouro, aí estará também o seu coração."
Mateus 6:21
Gosto de ver o céu , natureza , pessoas... Gosto de viajar nos meus pensamentos, pelos confins do universo, com os pés fincados no chão.
João Batista Barbosa
As pessoas erram e, muitas vezes, querem exigir o esquecimento, como se o simples passar do tempo apagasse tudo o que fizeram. Mas não é assim que funciona.
Uma xícara quebrada pode até ser colada, mas jamais será exatamente a mesma. E, por mais que tentem restaurá-la, o brilho de antes talvez nunca mais volte.
Da mesma forma, a confiança pode até ser reconstruída, mas as marcas permanecem. Quem feriu não pode determinar o tempo da cura de quem foi ferido, muito menos exigir que tudo volte ao normal só porque decidiu seguir em frente.
O erro pode ter durado um instante, mas suas consequências podem permanecer por muito tempo. Perdoar não é esquecer, e continuar ao lado de alguém não significa que a dor deixou de existir.
Quem quebra algo precioso precisa entender que o arrependimento não apaga o que aconteceu, e que recuperar o que foi perdido exige muito mais do que palavras: exige atitudes, paciência e verdade.
QUEM DECIDE POR VOCÊ QUANDO VOCÊ NÃO DECIDE?
Há pessoas que passam a vida inteira fazendo escolhas que nunca foram verdadeiramente suas. Reproduzem expectativas, obedecem aos próprios medos e confundem adaptação com liberdade.
O maior perigo não é alguém controlar sua vida. É você acreditar que está no controle enquanto apenas executa decisões que outros escreveram.
Consciência sem autoria é perceber a vida e permitir que outros a escrevam.
É sobre essa diferença entre existir, escolher e assumir a própria trajetória que desenvolvi minha pesquisa científica sobre o Método PROTAGONISTA.
Pensar por si mesmo não é pensar em si mesmo.
Carlos Eduardo Garcia Moreno Balcarse
Carlos Eduardo Balcarse
Psicanalista, Escritor e Pesquisador
19 de outubro de 2026
POR QUE AS PESSOAS ACREDITAM EM FAKE NEWS, MESMO DIANTE DAS EVIDÊNCIAS?
Porque nem sempre procuram a verdade. Muitas vezes, procuram informações que autorizem aquilo em que já decidiram acreditar.
A mentira mais perigosa não é aquela que engana os olhos, mas aquela que encontra abrigo nas convicções.
O senso comum comumente mente.
Em minhas pesquisas sobre Alfabetização do Discernimento Consciente e METADISCERN, examino precisamente esse problema: a incapacidade de distinguir a força de uma crença da qualidade das evidências que a sustentam.
Quem acredita sem examinar pode acabar defendendo a própria manipulação.
Carlos Eduardo Garcia Moreno Balcarse
Carlos Eduardo Balcarse
Psicanalista, Escritor e Pesquisador
19 de outubro de 2026
POR QUE PESSOAS INTELIGENTES ACREDITAM EM MENTIRAS, DEFENDEM QUEM AS MANIPULA E NÃO PERCEBEM QUE ESTÃO SENDO CONTROLADAS?
Porque inteligência não garante discernimento.
Conhecimento não garante consciência. E pensar não significa, necessariamente, pensar por si mesmo.
Uma pessoa pode possuir formação acadêmica, acesso à informação e capacidade de argumentação e, ainda assim, reproduzir fake news, defender interesses contrários aos seus, obedecer a pensamentos automáticos e confundir manipulação com liberdade.
“O senso comum comumente mente.”
A desinformação não começa apenas quando alguém produz uma mentira. Ela também prospera quando alguém perde a capacidade de questionar aquilo que deseja acreditar.
É nesse território que se estabelece uma verdadeira guerra mental: entre o que pensamos, o que sentimos, o que acreditamos e aquilo que decidimos transformar em verdade.
Mas como desenvolver pensamento crítico, ampliar a consciência, superar a alienação e conquistar autonomia intelectual?
A resposta não está simplesmente em pensar mais, estudar mais ou consumir mais informações. Está em aprender a examinar os critérios que autorizam nossas crenças, interpretações e decisões.
Em minhas pesquisas científicas, desenvolvo essa discussão por diferentes caminhos.
No METADISCERN, examino o discernimento como uma operação de segunda ordem: não apenas pensar, mas avaliar os critérios pelos quais um pensamento recebe autoridade.
Na Pedagogia do Discernimento, investigo uma educação que ultrapasse a memorização de respostas e favoreça a formação de sujeitos capazes de questionar, interpretar e revisar aquilo que aprenderam.
Na Alfabetização do Discernimento Consciente (EADC), abordo a necessidade de desenvolver competências para reconhecer desinformação, distinguir evidências de opiniões e resistir à manipulação informacional.
Na pesquisa sobre evocação e desautorização, examino por que lembrar não significa compreender e por que conhecimentos recuperados da memória precisam, em determinadas circunstâncias, perder a autoridade que anteriormente receberam.
No estudo sobre discernimento na regulação da relação entre emoção e ação, investigo a diferença entre sentir intensamente e autorizar que uma emoção determine nossas escolhas.
E no Método PROTAGONISTA, desenvolvo uma abordagem voltada à consciência, à responsabilidade pelas escolhas e à autoria da própria trajetória.
Essas questões se tornam ainda mais urgentes diante da inteligência artificial.
Uma máquina pode produzir respostas brilhantes para alguém que não compreende sequer a pergunta. Pode ampliar o desempenho sem necessariamente desenvolver competência independente. Pode facilitar o acesso ao conhecimento enquanto o indivíduo terceiriza sua capacidade de julgar.
A tecnologia pode ajudar a pensar. Não deve receber automaticamente a autoridade de pensar por nós.
“A mente mente e o discernimento desmente.”
A libertação mental não consiste em eliminar pensamentos negativos, silenciar a mente ou abandonar todas as influências. Consiste em reconhecer que nem tudo o que pensamos merece continuar sendo acreditado, nem tudo o que sentimos precisa ser obedecido e nem tudo o que aprendemos merece permanecer autorizado.
Discernimento é criar distância entre o que pensamos e o que decidimos continuar pensando.
A maior ameaça à autonomia humana talvez não seja a falta de informação, mas a incapacidade de reconhecer quando uma informação, uma emoção, uma lembrança ou uma convicção está assumindo uma autoridade que não merece.
Porque quem não examina aquilo que governa seus pensamentos dificilmente perceberá quando deixou de governar a própria vida.
“Pensar por si mesmo não é pensar em si mesmo.”
Carlos Eduardo Garcia Moreno Balcarse
Carlos Eduardo Balcarse
Psicanalista, Escritor e Pesquisador
19 de outubro de 2026
