Pessoas Boas Dormem bem
O sol vai dormir deixando saudades do dia.
A noite a lua vem acariciando os sonhos,e tudo vira magia!
O Silêncio Entre Dois
A pior solidão não é estar sozinho.
É dormir ao lado de alguém que já foi amor e perceber que, entre os dois, agora existe apenas silêncio.
O silêncio em um relacionamento não é ausência de som; é um muro de concreto erguido tijolo por tijolo. Quando um dos dois escolhe se calar, não está apenas guardando palavras, está retirando o oxigênio da relação.
O silêncio não chega de repente. Ele se instala aos poucos, como uma neblina que invade a casa sem que ninguém perceba exatamente quando tudo deixou de ser claro.
No começo são pequenas pausas, respostas curtas, olhares que se desviam. Depois vêm os dias em que as palavras parecem pesadas demais para serem ditas. E então o silêncio passa a ocupar todos os espaços.
O corpo fala, um ditado antigo, repetido tantas vezes, mas que revela a verdade que as palavras tentam esconder. Basta olhar para a cama no fim do dia. Antes havia dois corpos agarrados, entrelaçados, dividindo calor e sonhos como se o mundo lá fora não existisse.
Agora cada um ocupa o seu lado, como se um oceano invisível tivesse surgido entre os dois.
O toque que antes era espontâneo agora parece evitado. Um vira para um lado, o outro para o outro. E naquele pequeno gesto silencioso existe uma distância maior do que qualquer discussão.
Nesse cenário, o silêncio se torna ensurdecedor porque ecoa todas as inseguranças de quem ficou do outro lado do muro. Cada porta fechada com mais força, cada olhar que evita encontro, cada resposta monossilábica parece carregar uma mensagem que ninguém teve coragem de dizer em voz alta.
É nesse momento que nasce aquela sensação difícil de explicar. Primeiro uma leve impressão de que algo mudou. Depois uma suspeita persistente que se instala no peito. E por fim a dor da quase certeza de que talvez exista outra pessoa ocupando um espaço que antes era seu.
E como dói essa possibilidade.
Não é apenas o medo da traição. É a sensação de estar sendo lentamente apagado da própria história, como se aquilo que foi construído a dois estivesse sendo substituído sem aviso, sem explicação, sem despedida.
Para quem recebe esse silêncio, o que resta é um cansaço profundo. Existe uma vontade desesperada de reagir, de sacudir o outro, de exigir uma explicação ou até mesmo um ponto final. Mas o silêncio prolongado drena a energia. Ele esgota até a capacidade de brigar.
Então você se vê preso em uma paralisia estranha: acompanhado, mas profundamente só. Dividindo o mesmo teto, a mesma cama, a mesma rotina, e ainda assim sentindo-se como o ser mais solitário do mundo.
É o luto de uma pessoa viva.
Eu já passei por isso. E não morri.
“Ninguém morre por amor”, eles dizem.
Talvez seja verdade.
Mas alguns amores não nos matam, apenas nos deixam vivos demais para esquecer.
Um coma induzido não é somente aquele que nos faz dormir forçosamente através de remédios, mas também, nossa ausência da vida em nosso dia a dia, deixar de amar o próximo e não saber viver o lado bom da vida. Tudo isso também faz parte de um coma interior que provocamos em nós mesmos.
Uma noite bem dormida, faz com que você acorde sereno e pleno. Disposto a enfrentar os obstáculos que a vida lhe impõe.✊
ANJO SEM ASAS DORMIU EM MINHA CASA.
Um anjo sem asas dormiu em minha casa.
Não trouxe claridade. Trouxe consciência.
Entrou como entra a ideia amarga que não pede licença.
Sentou-se no chão frio da sala antiga e ali permaneceu, como se o próprio existir fosse um fardo demasiado grave para qualquer criatura alada.
Não possuía asas porque compreendera o peso da Vontade que governa os seres.
Essa força obscura que impele ao desejo incessante.
Que promete satisfação e entrega apenas breves suspensões do sofrer.
Ele sabia.
E por saber, tornara-se grave.
Dormiu encostado à parede onde a tinta descasca como a esperança quando se descobre ilusória.
Seu rosto tinha a palidez das madrugadas em que o pensamento não encontra repouso.
Era belo como um lamento.
A casa inteira silenciou-se.
O relógio pareceu envergonhar-se de contar o tempo.
As sombras alongaram-se como espectros convocados por uma consciência demasiado lúcida.
Aproximei-me dele.
Seu sono não era descanso. Era desistência temporária do combate interior.
Respirava como quem tolera a própria existência.
Compreendi então que toda alegria é negativa.
Não é presença de algo. É apenas ausência momentânea da dor.
Um intervalo microscópico entre duas inquietações.
O anjo, ainda que adormecido, ensinava-me sem palavras.
Mostrava que o querer é a raiz da inquietude.
Que desejar é cavar abismos sob os próprios pés.
E que o mundo não foi feito para satisfazer, mas para reiterar a falta.
No entanto havia ternura em sua decadência.
Uma ternura trágica e quase litúrgica.
Como se dissesse que, apesar do absurdo, resta a compaixão.
Não a compaixão sentimental.
Mas a que nasce do reconhecimento de que todos somos arrastados pela mesma força cega.
Sofremos não por exceção, mas por estrutura.
Na madrugada mais densa, toquei-lhe os cabelos.
E senti que o verdadeiro voo não é subir aos céus.
É calar o querer.
É diminuir a tirania dos impulsos.
Quando o dia insinuou-se pelas frestas da janela, ele já não estava.
Não deixou perfume nem luz.
Deixou lucidez.
Desde então minha casa tornou-se uma espécie de cripta interior.
E toda vez que a solidão pesa como chumbo na alma, recordo que um anjo sem asas dormiu aqui.
Ele não veio salvar-me.
Veio ensinar-me que a consciência é o mais lúgubre dos dons.
E que amar, neste mundo, é aceitar o outro como companheiro de um sofrimento que não escolhemos, mas que nos constitui.
Se desejares, posso aprofundar ainda mais a atmosfera fúnebre ou conduzi-la a um desfecho metafísico de resignação.
E de repente você não consegue mais dormir,
sua alma clama por amor, e aquela pessoa que
você considerava um amigo começa a vagar
seus pensamentos, entra como um vulcão em
seu coração, toca a sua alma e te deixa sem ar,
Passa a ser seu Sol, sua alegria, sua Paz, não é
mais um amigo agora é um anjo em sua vida, que
quer te cuidar e proteger, muito mais que amigos,
agora é parte de sua essência.
Quando eu tive medo você estava lá, eu era criança e você me colocou no colo e me pôs para dormir. Eu pequeno tive problemas e você me amou e depois de grande sempre cuidou de mim, quando meu pai se foi e eu chorei você me deu carinho, quando eu já estava adulto você se preocupou comigo e agora como não vou sentir sua falta, como vou te esquecer vó? Nos momentos ruins da minha vida você me sustentou, quando eu fiquei alegre você ficou comigo, quando eu ganhei meu primeiro diploma e não tinha ninguém da minha familia você apareceu, quando eu precisei de um lugar você me deu, quando eu queria tudo você me ajudou...
Eu nunca vou te esquecer, você faz parte do que sou. E quando eu tiver filhos vou trato-los com o mesmo amor que me tratou.
Para sempre eu vou te amar
Um homem verdadeiro não vira de costas pra dormir, sem que sua mulher esteja saciada e satisfeita ao fazer amor...
Extrair o néctar do dia.
Sol querendo nascer.
Sonhos bem dormidos acordando com a disposição do mundo.
Sou aqui a sutileza do silêncio que não ensurdece a alma.
1484
"O bom de dormir enquanto Escrevo é que ninguém vai se apropriar da Minha Ideia nem dos Meus Textos, HeHeHe!
TextoMeu 1484
1485
"Tem algo melhor do que Escrever e Dormir? Sim, claro que tem. Mas... Escrever e Dormir (ou vice-versa) também são coisas boas!"
TextoMeu 1485
Sinta-se orgulhosa. Eu não te troquei por ninguém! E quem dorme comigo na metade do colchão vazio é a saudade...(Patife)
Desperta, ó tu que dormes, levanta-te, de entre os mortos, e Cristo te iluminará.
sfj,reflexões bíblicas
