Pessoa Distante

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“O Direito mais humano é aquele que consegue enxergar a pessoa antes de enxergar o processo.”

A pessoa que nunca se contradiz talvez nunca tenha permitido que a realidade a surpreendesse.

Onde a lei pode ser usada contra qualquer pessoa, mas nunca contra quem governa, já não existe Estado de Direito: existe uma administração da impunidade.

A máquina não precisa ser pessoa para possuir poder; basta que pessoas lhe entreguem poder.

Nenhum algoritmo deveria conhecer o destino de uma pessoa melhor do que a própria pessoa pode contestá-lo.

O Direito protege a pessoa contra a violência dos outros; no mundo digital, terá também de protegê-la contra a violência da própria ausência.

O Direito protege a dignidade porque nenhuma pessoa deveria precisar provar seu valor para merecer proteção.

Toda pessoa possui uma vida interior que nenhuma plataforma deveria transformar em propriedade estatística.

“O amor vê uma pessoa onde o poder vê um objeto; o Direito deve impedir que o poder prevaleça.”

“Toda pessoa deveria encontrar no Direito aquilo que o amor promete: não ser tratada como coisa.”

“O Direito é digno da liberdade somente quando consegue limitar o poder sem aprisionar a pessoa.”

“A igualdade é a memória jurídica de que nenhuma pessoa recebeu da natureza o direito de valer mais que outra.”

“Toda pessoa carrega consigo uma pergunta que nenhum tribunal pode ignorar: por que minha existência valeria menos que a sua?”

O acesso à Justiça começa quando nenhuma pessoa precisa pedir permissão para ser ouvida.

Os autos registram acontecimentos; nunca registram inteiramente a pessoa que os viveu.

A pessoa incapaz de governar seus impulsos dificilmente compreenderá a dimensão ética do poder.

O Direito começa a perder sua humanidade quando considera a pessoa apenas como titular de obrigações.

A burocracia pode controlar uma pessoa sem jamais levantar a voz.

A dignidade humana não desaparece quando a pessoa viola a lei.

A pessoa não deve ser reduzida ao processo que responde, ao crime que cometeu ou ao erro que praticou.