Pescador
Tecer a vida
Tece a aranha
a sua rede de seda.
Tece o pescador
a sua rede de linha.
A aranha vive
a sua vida inteira
agarrada à teia.
O pescador, nos saveiros,
vive boa parte da sua vida
ao sabor das ondas do mar!
Poema de J.A.Lopes
O pescador materialista quando vê em sua rede muitos e variados peixes, ele se alegra não pela exuberância da natureza em si, mas por ter pego peixes que lhe renderão DINHEIRO 💸
Ao passo que, para o espírito contemplativo, um peixe é admirado por ser obra do Criador.
Pescador magoado
Mar ganancioso!
Levou, levou tudo!
Levou minhas jóias
Minhas roupas e o meu amor;
Pelo menos, a minha alma limpou.
Navegando nas águas que um dia me machucou;
Me roubou;
Me lavou;
Minhas feridas limpou;
Meu coração salvou;
Minha alma abraçou;
Com peixes me alimentou
e a minha renda aumentou.
Grato, mas maldito mar!
REDE DE PENSAMENTOS
(No domínio do pescador)
Dominar a mente é um processo exaustivo e, ao mesmo tempo, libertador. Pensamentos intrusivos são como peixes reluzentes saltitando em uma rede furada. Nossa consciência é o pescador, desgastando-se no malabarismo de tentar fisgar o que é volátil.
Quando finalmente conseguimos dominar esse fluxo, o cansaço dá lugar à lucidez. O domínio não está em tapar ou mesmo remendar os buracos da rede, mas em saber com precisão qual movimento vale o esforço para termos o controle total e exterminar de vez esses pensamentos retrógrados.
A liberdade real começa quando o pescador para de negociar com o que o atrasa e decide, finalmente, limpar o convés.
Lu Lena / 2026
Pescar.
Só o pescador consegue entender
as horas de espera
os peixes que não vêm
mas é a paixão, o desejo
a liberdade e o segredo
segredo que se aprende com o pai
o primeiro amigo e companheiro pescador
aquele que teve a sabedoria de dizer
espera quieto meu filho
logo vc fisgará um grandão
grandão que até hoje povoa
a saudade dele, que já se foi
mas ensinou que esperando com paciência e sabedoria
a pescaria (vida), irá um dia recompensar...
Pensando em você...
Nunca te vi pessoalmente, Pensador, mas imagino que sejas um pescador de palavras.
Talvez, às vezes, a inspiração se esconda nas marés do silêncio e, então, navegues pela imensidão da internet, lançando tuas redes em busca de ideias que já encontraram abrigo em outros corações.
Não digo isso como crítica, mas como quem reconhece um semelhante. Afinal, também sou uma pescadora de palavras. Recolho sentimentos espalhados pelo mundo e, com eles, tento bordar versos que façam sentido para a alma.
Talvez nunca nos encontremos, mas, de alguma forma, dividimos o mesmo oceano: o das palavras, onde cada um lança seu anzol na esperança de encontrar um pensamento capaz de tocar alguém.
Um abraço, de uma pescadora para outro.
O Pescador era antes de tudo, um homem de família, embora tivesse poucos amigos além daqueles que estavam sempre com ele no barco, ele não era um solitário como se dizia na Vila, apenas mantinha a relação social um pouco restrita para fugir daquela velha dita de que todo pescador gosta de contar mentiras que ninguém acredita.
Ele também não cuidava muito da aparência que era judiada truculenta, afinal era de estar no rio debaixo do sol que ele mais gostava e os peixes e as águas barrentas do rio que ele navegava nunca se importaram com essas coisas de presença.
Sua mente era assim que funcionava, ora calma ora brava, como as ondas esverdeadas que as ventanias do tempo fomavam. Mas o Pescador ligeiro assim como água a toda situação se amoldava, às vezes perdia a calma mas rapidinho a encontrava escondida atrás da serenidade e nunca se desesperava nem quando o tempo fechava e o leme se quebrava naquelas tardes de fortes chuvas, relâmpagos e trovoadas.
Nenhuma tempestade por mais forte que se apresentava desviar seu curso ele deixava. Pois sabia onde o cardume estava e era para lá que ele navegava, e ainda que o rio estivesse revolto os seus pensamentos eram livres, confiantes e soltos do medo que não afeta de forma alguma quem conhece o rio e o condutor do barco que por ele navega.
Era uma vez um pescador que odiava o atual administrador do vilarejo. Para tirá-lo do cargo, ele teve uma ideia brilhante: viajou até a província vizinha e convenceu o dono da represa a fechar as comportas do rio que abastecia sua própria aldeia. O rio secou, as plantações morreram e o povo passou fome. O pescador, rindo entre os peixes mortos, comemorou: "Vejam como o administrador é incompetente, ele não consegue trazer água!". Ele só esqueceu que também precisava beber.
Pobre poeta e pescador,
Que no mar da vida
Pescou amor e sentimentos,
Mas também dor e sofrimento.
Com seu barco cheio de vaidades,
Esqueceu-se das veleidades
Escondidas no porão,
Carcomidas de solidão.
Mas triste é saber a verdade.
E entre vários raios e trovão,
Veio vindo a tempestade,
Jogando águas na embarcação.
E aqui se vão as saudades
Dando lugar ao terror
E às necessidades
Para não se morrer de amor.
Primeiro, tudo de ruim
Ao mar fora jogado:
As brigas, ciúmes, infelicidades;
Tudo tirado de mim.
Depois se vão
Os versos rimados:
Declamação, declaração.
E se vão também
Os sonhos da realidade:
Desilusão, destruição.
Destituição e desdém
Além da eternidade.
Para não morrer
Nas mágoas que criei,
Vou atirando às águas
Do mar a se revolver
Todo o meu pesar,
Tentando assim me salvar
Do fim que bem eu sei...
Atiro todas minhas idades,
Todo o afeto e carinho
Recebido e dado.
E sem mais agrado,
E sem identidade,
Eu fico sozinho...
... São e salvo, com frio,
Num silêncio profundo;
Navegando pelo mundo
Com o meu barco vazio.
O PESCADOR.
Levanto-me cedo para ir pescar
Pego minha jangada e deixo o mar me levar
Onde o brilho do sol possa me guiar.
Fisgados, presos ao anzol... numa luta ferrenha pescador e sonho travam uma batalha limpa entre ilusão e realidade. Seria mais lindo antigo desejo aqui, à mesa, exposto com gosto e rodeado de histórias de como veio parar aqui.
Se eu fosse pescador ira pescar o coraçao de todas as mulheres lindas,e se eu fosse ladrão iria roubar o amor de alguem que tanto amo
