Pesadelo
Tenho estado presa em minha sombra
Mas nela não posso confiar
Me sinto num pesadelo sem fim
Onde nem posso sonhar
Não consigo acreditar, você aceitou
Já passou anos que você continua comigo
tive muitos pesadelo, imaginando você me deixar
Meu coração está com cicatriz, mas entendo o que aconteceu
Você não tinha condições de viver
Me amava, mas era um novo sentimento
Um novo modo de viver, que não estava preparada
Hoje você está comigo, estamos vivendo nossas vidas
Quero ter filhos e uma familia alegre com você
Sei que seus demonios continua a persiguir
Mas eu não deixarei consumi-la
Vem se esconde no meu escondeijo
Aqui nada pode lhe fazer mal
Sempre te protegerei, e sei que serei protegido!
É estranho que a ciência, que antigamente parecia inofensiva, tenha se tornado um pesadelo que faz todo mundo tremer.
Refletindo na vida estou a pensar que em algum lugar viverei o pesadelo de não te encontrar, corro sem sentindo num imenso vazio procurando a saída, me perdi em teu sorriso na imensidão do teu olhar.
Limite!
Sua capacidade
Termina aqui.
É um pesadelo.
Mas ainda não é o fim.
Tenho que despertá-lo. . .
O limite só existe
Dentro de mim.
Poema: Voo rebelde
Livro: Vermelho Navalha - 2023
Para alguns a vida é um sonho bom, para outros um pesadelo. Eu não tenho certeza, pq quando fiquei 7 dias acordado direto entrei para os quadros da saúde mental.
Quero que você veja que, de uma certa altura, até o pesadelo pode parecer um sonho.
O Pesadelo dos Pedágios
I
No coração das estradas sem fim,
Erguem-se torres de um poder ruim,
Portais dourados de extorsão velada,
Onde o povo geme em jornada cansada.
A cada milha, o preço se impõe,
E o suor do humilde, o sistema destrói.
Pedágios cruéis, muralhas erguidas,
Taxam as dores, ferem as vidas.
II
Nos bastidores de um trono profano,
Riem os falsos com plano tirano.
Tolos do mato, em pompa se vestem,
Mas sobre o povo, ganância investem.
Falastrões de promessas vazias,
Vendem fumaça em noites sombrias.
Mestres do engano, da vil ilusão,
Roubo disfarçado em legislação.
III
Caçadores de luz, buscam a fama,
Mas deixam ruínas por onde derrama
A lágrima amarga do trabalhador,
Que paga o preço de seu próprio suor.
Cerceiam o passo, limitam o chão,
Pisam no sagrado direito de ir ou não.
Com barreiras frias, aço e ganância,
Sepultam a livre, justa esperança.
IV
Vendedores de fábulas, mágicos vãos,
Erguem castelos em frágeis mãos.
Gente imunda de riso fingido,
Protege os grandes, despreza o oprimido.
Destruidores de sonhos em flor,
Espalham no campo sementes de dor.
Terror de quem nada pode pagar,
Cobram a vida sem pestanejar.
V
Mas há de soar um brado valente,
Da voz esquecida do povo silente.
Quebrar-se-ão as correntes do abuso,
E a justiça virá como fogo confuso.
Pois todo poder que ao fraco devora
Treme ao clarão de uma nova aurora.
E quando o povo sua força erguer,
Os falsos senhores hão de tremer!
