Pés
Sob a escuridão, aos pés de Roma, repousa a Domus Aurea, provando que os palácios mais suntuosos precisam se curvar à terra para que a história possa caminhar sobre eles.
Reno Fioraso
Caminhava de pés descalços
Sentindo a areia nos pés
O vento bagunçava os meus cabelos.
Fitei o oceano imenso
Com respeito
E respirei paz.
Aí percebi,
Que morava em mim
A capacidade de ser
O que eu quero encontrar.
Para que, quando o amor chegar
Eu não o sobrecarregue com meu querer.
Mas saiba ser, simplesmente
O amor de alguém.
Lembrete
Jamais deixar de celebrar minhas pequenas conquistas por parecer bobagem para algumas pessoas.
E se acaso eu tropeçar
Sei, me segurará
Se cansar os meus pés
Um colo me dará
E me carregará... Tiago Cardoso
Há lugares que não se atravessam com os pés, mas com as fissuras da alma. A praia, quando aceita como rito, não lava o corpo: dessalga a dor, toca as feridas sem pergunta e devolve ao ser aquilo que o mundo tomou — a leveza silenciosa de existir sem grades.
Nos pés de moleques está nossa esperança de gols, mas com tanto pipoqueiro, a batata está assando e o salvador é o pamonha cai-cai!
“O escravo mais eficiente não é aquele que tem correntes nos pés; é aquele que carrega correntes na mente e chama isso de liberdade.”
Salmos 105.17-21: Adiante deles enviou um homem, José, vendido como escravo; cujos pés apertaram com grilhões e a quem puseram em ferros, até cumprir-se a profecia a respeito dele, e tê-lo provado a palavra do Senhor. O rei mandou soltá-lo; o potentado dos povos o pôs em liberdade. Constituiu-o senhor de sua casa e mordomo de tudo o que possuía. Para José chegar no seu destino, teve que passar pelo processo. Mas lembre-se: O destino é maior que o processo!
É tempo de estar com os dois pés dentro da Igreja, os dois olhos na Bíblia e os dois joelhos no chão em oração.
Teologia Arminiana
A felicidade é a satisfação do espírito de perceber que tudo está nos seus devidos lugares: pessoas, causas, coisas...
Os pés e joelhos doendo,
O cansaço já vai batendo.
Vou aos poucos percebendo
A idade, lenta, navegando,
E o fim se aproximando.
O corpo já não é tão forte,
Carece de apoio, de suporte,
E, às vezes, até de sorte.
Normalmente aquele que se abaixa para receber carinho, encosta a cabeça no chão ao beijar os pés daquele que o afagou
Às vezes só é possível atravessar o deserto dos nossos martírios ao aposentar os pés como mola de travessia, e usar os joelhos como tabernáculo e oratório da morada do Eterno.
Sob os pés do Vesúvio dorme o destino petrificado de Herculano, provando que o tempo não destrói a memória. A verdadeira eternidade de um povo não reside naquilo construído sob o sol, mas na história que a cinza não conseguiu apagar.
Reno Fioraso
