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Perdi uma grande Amiga

Cerca de 261180 frases e pensamentos: Perdi uma grande Amiga

Uma pessoa devia ter uma quantidade de pequenos objetivos dos quais devia ter consciência e para os quais devia ter nomes, mas nunca deveria ter nome para o principal objetivo da sua vida, nem consciência dele.

O trabalho é uma coisa elevada, digna, excelente e moral, mas bastante fastidiosa com o tempo.

A razão de ser de qualquer fé é trazer-nos uma certeza.

Um criminoso é uma pessoa com instintos predatórios sem capital suficiente para formar uma empresa.

A morte é uma vitória, e quando se viveu bem o caixão é um arco de triunfo.

A dúvida é o sal do espírito, sem uma pitada de dúvida, todos os conhecimentos em breve apodreceriam.

Émile-Auguste Chartier
ALAIN, Minerve: ou, de la Sagesse. Hartmann, 1939

entre velhas páginas
uma folha ainda verde
da casa antiga

Ninguém trabalha melhor do que quando faz uma coisa apenas.

cada haikai
uma nova peça
num quebra-cabeça sem fim

O inferno é uma cidade muito parecida com Londres / Uma cidade com muita gente e muito fumo.

Mesmo o cataclismo de todos os sistemas solares e estelares apenas te poderia matar uma vez.

A lei é como uma cerca - quando é forte a gente passa por baixo; quando é fraca a gente passa por cima.

Existem palavras que deveriam servir uma única vez.

Uma circunstância imaginária que nós gostamos de acrescentar às nossas aflições é acreditar que seremos inconsoláveis.

A vitória de uma facção política é ordinariamente o princípio da sua decadência pelos abusos que a acompanham.

A experiência é como uma mulher a quem todos rendem homenagem sem tratar de averiguar se o seu passado é irrepreensível.

o bambual se encantava
parecia alheio
uma pessoa

Amigo é uma palavra profanada pelo uso e barateada a cada hora, como a palavra de honra, que por aí anda desvirtualizando a honra.

A poesia é uma doença cerebral.

O Cão Sem Plumas

A cidade é passada pelo rio
como uma rua
é passada por um cachorro;
uma fruta
por uma espada.

O rio ora lembrava
a língua mansa de um cão
ora o ventre triste de um cão,
ora o outro rio
de aquoso pano sujo
dos olhos de um cão.

Aquele rio
era como um cão sem plumas.
Nada sabia da chuva azul,
da fonte cor-de-rosa,
da água do copo de água,
da água de cântaro,
dos peixes de água,
da brisa na água.

Sabia dos caranguejos
de lodo e ferrugem.

Sabia da lama
como de uma mucosa.
Devia saber dos povos.
Sabia seguramente
da mulher febril que habita as ostras.

Aquele rio
jamais se abre aos peixes,
ao brilho,
à inquietação de faca
que há nos peixes.
Jamais se abre em peixes.