Perde
A esquerda perde o discurso com o tempo; a direita perde a fantasia no primeiro choque com a realidade.
Quem muito fala e não diz, rebusca por palavras oblíquas e conhecimentos se perde na raiz e se enfraquece no objetivo.
Cada vez mais o mercado de arte brasileiro perde os verdadeiros colecionadores. Parece mesmo que só restou ávidos investidores com a mera objetiva intenção de comprar barato para que obtenham um bom lucro e a curto prazo.
A academia no Brasil cega e estonteada perde a razão quanto a polarização politica. Pois a esquerda vem por uma agenda ultra conservadora enquanto o neo- liberalismo, mesmo que desordenado é todo de direita.
Infelizmente o Brasil de hoje perde toda sua cultura e civilidade. Devido a contumaz impunidade, a politica ruim e corrupta de assaltos as coisas publicas e ao poder. Sendo assim, esvai todo tipo de decoro de cima a baixo, um linguajar criminoso sem os devidos respeitos, desde os togados aos chulos e fanáticos eleitores.
O militarismo que não reconhece e exalta o civismo e o patriotismo de sua cultura, perde a vocação nacionalista em qualquer estado e governo livre. O militarismo sem o civismo cultural necessário, não passa de uma força armada mercenária organizada, imoral regida pelos interesses dos falsos poderosos e do dinheiro.
A maçonaria sem a arte e cultura embarcando numa plataforma futurista e tecnológica perde o papel de ser Luz Guia para ela mesma e toda insensata e equivocada descrente humanidade.
A Igreja católica desesperada na busca de novos fieis, se perde em uma agenda pastoral e abre a teologia de gêneros, reavalia o direito a vida pelas mulheres, faculta o celibato e por fim se finda por ela mesma. Só falta admitir a união de Jesus com Madalena, e a sua prole com dois filhos.
Com a extinção de um idioma e de uma cultura indígena, toda humanidade perde os conhecimentos dos saberes ancestrais e toda historia viva de hábitos evolutivos de uma região.
Um mais um é bom, o terceiro é o resultado da união, muito mais do que isto, perde se o controle e já é multidão.
Um povo sem a cultura e sem a sua historia, perde a defensora identidade e a liberdade. Ficando assim como um rebanho, a mercê das mentiras, na direção nefasta, da escravidão calada e da não insurgente dominação por parte dos perversos poderosos financeiros.
Chorei ontem, sem razão,
como quem perde o chão.
Veio a dor, sem permissão,
e ficou no coração.
O peito virou tempestade,
cheio de medo e saudade.
Um silêncio de intensidade,
gritando em sua verdade.
Tem amor que não coube em mim,
tentou florir, teve fim.
Virou espinho no jardim,
cresceu torto, foi assim.
Quis dizer, mas fui calado,
quis partir, fiquei parado.
O olhar meio quebrado,
e o peito, despedaçado.
Sou mar revolto, escondido,
um abrigo não escolhido.
Mas vivo, mesmo ferido,
sou dor… que ainda tem sentido
"Quando se perde um sentido normalmente se ganha outro para respirar melhor.
Normalmente quando se respira melhor, se tem mais tempo para pensar.
Feche os olhos para o mundo, cale a boca e escute o que tenho a falar.
A vida não faz sentido. Só vale aquilo que você quiser acreditar.
Podes ser o que quiser. Só basta voar."
Reflete na gota o sorriso mais gentil que os olhos podem ver.
Perde no tempo a beleza mais pura que teus braços puderam trazer.
Corre para o abismo os sonhos que teus pais e amigos te desejaram viver.
Voa para o azul, voa para o sul, só não deixa a tristeza te deixar se perder.
Perder, o sorriso mais lindo, a beleza mais pura, o sonho mais lindo, que já pude ter.
Libertação do ser
Quando o véu se esgarça,
e o mundo perde suas cores emprestadas,
a liberdade não é um rio,
mas o oceano que não pede licença
para ser vasto, profundo, salgado.
Não há mais rédeas,
nem mapas desenhados por mãos alheias.
As regras, outrora prisões,
agora são cinzas ao vento,
e os valores, sombras desbotadas,
refletem apenas o vazio que habita
o cerne de tudo.
É aqui, no abismo sem fundo,
que o ser se revela:
niilista, agnóstica,
desnuda de certezas e dogmas.
Não há mais o ter que,
apenas o poder ser.
E ser é existir sem véus,
sem máscaras,
sem a necessidade de pertencer
a qualquer coisa que não si mesma.
A liberdade chega como um silêncio,
um eco que não responde,
um horizonte que não promete.
E no meio desse vazio,
o ser se encontra,
não como um ponto fixo,
mas como uma dança contínua,
uma chama que arde sem motivo,
sem destino,
apenas porque existe.
E assim, no caos da existência,
no deserto sem deuses ou sentidos,
o ser se faz inteiro,
não pelo que tem,
mas pelo que é:
livre,
desamarrada,
e infinitamente sua.
"Enquanto o topo do Judiciário se perde em influências e processos intermináveis, a solução real seria levar a justiça para a porta do cidadão: juízes, promotores e defensores de plantão em cada município para resolver conflitos na hora. Resolver o "pequeno" com punições imediatas e mediação direta não apenas acabaria com as montanhas de processos que travam o país, mas também tiraria o foco das regalias de Brasília para devolvê-lo ao respeito e à ordem no dia a dia de cada brasileiro."
(Mário Luíz)
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