Perda de um Amor por Orgulho

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Não valeu pra você,foi só um momento, nenhum sentimento, só durou no tempo que dura o prazer..

A vida é curta demais para ler um livro ruim.

Há um instante em que o olhar se recolhe e as cortinas se fecham, não como fim, mas como pausa — a lente descansa do excesso, aprende a não capturar a dor que insiste, e no silêncio desse apagar de luz, nasce a coragem de escolher: ou se acende de novo por dentro, ou se aceita, com dignidade, que até desistir também pode ser um gesto de lucidez.

Em minha defesa, meu querer é simples, mas não é raso: quero ser leve nos braços de um homem, não forte demais para carregar um menino

Cultivar flores é mais do que um gesto, é um exercício silencioso de sentir. É tocar a terra com delicadeza, como quem entende que tudo o que cresce precisa, antes, ser acolhido.


Há quem veja apenas pétalas. Mas quem é sensível enxerga processos: o tempo da semente, a espera da raiz, a coragem do broto que rompe o escuro em direção à luz. Cultivar é respeitar esses ciclos sem apressar, sem exigir apenas cuidar.


A sensibilidade mora nisso: em perceber o que não grita. Em regar mesmo quando ainda não há sinais. Em acreditar no invisível, no que está sendo formado longe dos olhos.


Flores não florescem sob pressa. Elas respondem ao toque certo, à luz suficiente, ao silêncio necessário. E talvez seja por isso que quem cultiva flores aprende, sem perceber, a cultivar pessoas, sentimentos e a si mesma.


Porque amar, no fundo, é isso: um ato contínuo de cuidado, presença e entrega, mesmo quando tudo ainda é semente.

Desejos Impossíveis

Há desejos que não batem à porta. Eles entram silenciosamente, ocupam um canto da alma e aprendem a morar ali.

Tentamos ignorá-los. Mudamos os caminhos, desviamos os pensamentos, ocupamos as horas com outras urgências. Dizemos a nós mesmos que já passou, que não faz sentido, que é melhor seguir adiante. Mas alguns desejos conhecem atalhos que desconhecemos.

Eles atravessam o tempo escondidos em uma lembrança, reaparecem no perfume que o vento traz, em uma música esquecida, em um instante qualquer entre a distração e o silêncio.

Quanto mais fugimos, mais percebemos que a distância nem sempre é capaz de desfazer o que criou raízes.

E assim o desejo caminha.

Não apressa os passos, não exige explicações. Apenas permanece, percorrendo os corredores mais secretos do coração, esperando o dia em que será acolhido, transformado ou, quem sabe, compreendido.

Porque há desejos que não nasceram para ser esquecidos. Apenas seguem existindo, atravessando estações, sobrevivendo às ausências e encontrando maneiras de nos lembrar que algumas partes de nós continuam vivas, mesmo quando tentamos convencê-las do contrário.

Hoje, não peço ao dia que seja extraordinário.


Basta que ele encontre um jeito de pousar leve sobre os ombros cansados, de abrir uma fresta onde antes só havia muro, de lembrar ao coração que nem tudo precisa florescer de uma vez.


Há sementes trabalhando em silêncio sob a terra. Há respostas amadurecendo longe dos olhos. Há caminhos se formando enquanto a gente apenas continua.


E, às vezes, continuar já é milagre suficiente para um dia. 🌿

Sorte não é encontrar um trevo de quatro folhas, é encontrar pessoas desnudas de maldade, leves como beija-flor, delicadas como borboletas, puras como lírio do campo e perfumadas como acácias desabrochando sob o luar. Pessoas que ao sorrirem abrem todas as janelas do céu, e te fazem sentir parte dele.

“Os olhos meigos de um felino transmuta a dor do nosso corpo e a tristeza da nossa alma.”

Ela viu um dente-de-leão solitário e passou pela sua cabeça que uma Luce mais jovem o teria arrancado, feito um pedido e então o soprado. Mas os pedidos da Luce atual eram pesados demais para algo tão leve.

Entre minhas palavras traduzo um contexto
Que nem se interessa em ter fim ou começo.
Eu sou assim mesmo...
Meio cão sem dono,
Sem endereço.
Minha vida é Deus
Não os meus planos.
Entre palavras descrevo fragmentos dos meus pensamentos
Que ousam confundirem-se com meus sentimentos a todo instante.

A língua

Não obstante pequena e leve, a língua é, indubitavelmente, um dos fatores determinantes no destino das criaturas.

Ponderada – favorece o juízo.
Leviana – descortina a imprudência.
Alegre – espalha otimismo.
Triste – semeia desânimo.
Generosa – abre caminho à elevação.
Maledicente – cava despenhadeiros.
Gentil – provoca reconhecimento.
Atrevida – traz a perturbação.
Serena – produz calma.
Fervorosa – impõe a confiança.
Descrente – invoca a frieza.
Bondosa – auxilia sempre.
Descaridosa – fere sem perceber.
Sábia – ensina.
Ignorante – complica.
Nobre – cria o respeito.
Sarcástica – improvisa o desprezo.
Educada – auxilia a todos.
Inconsciente – geral desequilíbrio.

Por isso mesmo, exortava Jesus: “Não procures o argueiro nos olhos de teu irmão, quando trazes uma trave nos teus”.

A língua é a bússola de nossa alma, enquanto nos demoramos na Terra. Conduzamo-la, na romagem do mundo, para a orientação do Senhor, porque, em verdade, ela é a força que abre as portas do nosso coração às fontes da vida ou às correntes da perturbação e da morte.

(Mensagem do espírito André Luiz)

Madrugada a alma chama,
Madrugada e a alma chora,
Implora por atenção
Por um pouco de ilusão, que seja
Madrugada o silêncio fala, não, ele grita
Nada na mente além de um vazio estranho
Que insano, uma jovem sem planos
Madrugada e ela ainda tem esperanças
Mas que tola essa criança.
Madrugada e ela olha no espelho
Meu Deus, isso é o meu cabelo?
Ela se olha, se acha gorda, feia, se desmerece
Se mexe! Moça você é esperança,
Uma dama, para de drama
Madrugada e ela só quer ser aceita
Nada perfeita, apenas real.

Não caibo em um canteiro
Sou o jardim inteiro

"...Mostre-me um homem que não
seja escravo das suas paixões...!"

Em um mar de ódio, os poucos de que gosto, são os que menos odeio.

O que dizem as más línguas tem um destino em comum: Os maus ouvidos.

Escute só
isto é um poema
não vai alinhar conceitos
do tipo liberdade igualdade e fé
Não vai ajeitar o cabelo
da menina que trabalha
com afinco na caixa registadora
do supermercado
Não vai melhorar
Não vai melhorar
isto é um poema
escute só
não fala de amor
não fala de santos
não fala de Deus
e nem fala do lavrador
que dedicou 38 anos
a descobrir uma visão
quase mística
do homem que canta
e atravessa
a estrada nacional 117
para chegar a casa
ou a algum lugar
próximo de casa.

Há vagas.
Não há vagas: o posto de puxa saco nunca fica vago.
Sempre existe um novo curriculum a avaliar.

Eu estou morrendo cada dia mais. Até que vai chegar um dia que eu não vou mais aguentar, e eu não sei o que vai ser de mim quando isso acontecer.