Perda de Familiares
Em tempos difíceis, lembre-se:
"tempo de chorar e tempo de rir,
tempo de prantear e tempo de dançar,"
Eclesiastes 3:4
E então seu coração se acalmará porque saberá que tudo em breve passará.
TREM DAS 05:00AM
O dia mal havia raiado e você estava lá, acordada, na estação de metrô, esperando por ele. Tantos "bom dia" lhe foram dados, visto que todos ali já te conheciam. Ninguém nunca entendeu o porquê de sempre chegar no mesmo horário, sentar muitas vezes no mesmo lugar, e não fazer nada, além disso. Você esperou tanto por ele, e ele sempre esteve lá, vivendo como sempre vivia. Você desmarcou compromissos para encontrá-lo, mas quem disse que ele abriria mão dos próprios compromissos? Quem disse que ele retrocederia a própria vida por você?! Você o amou e esperou, e agora estava ali, entrando no primeiro vagão daquele trem, pois percebeu que devia amar alguém, que pudesse te encontrar na mesma estação.
Meu coração dilacerado foi dilacerado e dilacerado novamente. E eu não deixo de amar e eu amo, e eu amo loucamente.
Às vezes, o medo de perder é tanto que automaticamente nos tornamos o espelho mágico da vida do outro. Fazemos de tudo para agradar e dizemos palavras que o outro gosta de ouvir.
Esteja ciente que nesta situação, o medo de perder se tornou maior do que a dignidade e amor próprio.
Não fuja e nem tenha medo do luto. Esses comportamentos são apenas uma maneira genuína da nossa alma dizendo que, quem parte, jamais deixará os nossos corações.
Aprenda que o luto precisa ser vivido. Isso possibilitará uma nova fase de vida emergir, de maneira a se permitir lembrar sem dor, porém com uma saudade que te recordará: valeu a pena.
Perder um amor é como uma tempestade, Que arranca a paz e traz a saudade, Mas no meio da angústia e solidão, Há uma força que surge, a superação.
Entre ceder à pressão e fazer aquilo que contraria meus princípios, prefiro preservar minha convicção, mesmo ao custo de minha reputação!
Ilusão ou engano?
Impulsionada por aquilo forjado em sentimentos que a conduz ela se entrega ao que parece um contato com a sua própria alma.
Ao invés de tirar do coração com cuidado ela deixou entrar mesmo sem ser convidado.
Um encantamento físico, uma loucura ordinária,
O momento, uma cegueira,
No pertencimento um coração e uma dor,
Mesmo num dia quente um engano, logo uma sensação de perda.
Antes que a morte nos tome...
Quando a morte chega, fria e implacável,
E leva quem amamos ao reino insondável,
É então que o coração, em pranto se curva,
E entende o valor que a vida dali pra frente será oculta.
Em vida, deixamos passar o brilho no olhar,
O riso que encanta, o dom de amar,
Mas é na ausência, no vazio que se expande,
Que percebemos o quanto o amor nos prende.
Cada palavra não dita, cada gesto esquecido,
Transforma-se em lamento, em pesar contido,
A dor nos invade, o arrependimento persiste,
Por não termos amado com o fervor que insiste.
A morte revela o que a vida, em sua pressa, esconde,
Que o tempo é frágil, e o amor, que responde,
Deve ser vivido com toda a devoção,
Antes que a morte nos tome pela mão.
Ficamos com a lição, melancólica e severa,
Que o valor do amor só se vê quando a dor impera,
Aprendemos, tarde demais, na sombra que consome,
A dar valor à vida, antes que a morte nos tome.
Dedico este poema ao meu pai Waltairo Brumm , ao meu querido primo Marcelo e a tantos outros familiares e amigos que se foram.
Ao Meu Amado
Lembrei de quando dizia que sentia orgulho de mim sem eu ter feito nada louvável, nossos sonhos eram pequenos aos olhos dos outros, o seu era viver mais para viver esse lindo amor, o meu era ter a oportunidade de olhar em seus lindos olhos cor de jabuticaba e dizer que te amo muito. Tenho orgulho de ti meu Amado, homem forte, inteligente e sincero, seu maior feito foi dar o perfeito amor para sua Amada.
Aquele que persegue
Antes do sol nascer você me visita
E caminha comigo pela casa
Pela porta, pela rua, ao longo da manhã
A tarde seca e quente até a noite
Que mesmo com a sua presença se torna fria.
A noite, me perturba o sonho
Invade minha realidade
Destrói o cenário
Pinta e borda em cima do meu.
Como pode ter regado os sentimentos,
E me deixado partir assim?
Ah cabeça por horas pensa, pensa, pensa
Os olhos ardem e umedecem
As pontas dos dedos, as mãos...
O peito rasga a dor da saudade
Que de tão grande, não cabe ali
Ela borda e transborda noites e noites
Sem me deixar dormir.
Quando há de passar?
Ora vento que tudo leva
por que não o leva?
Ora tempo que tudo cuida
Por que não cura?
Ora chuva que tudo molha
Por que não carrega?
Não me toque
Conheci um lindo rapaz
Ele era bonito
Gentil
E sagaz
Nos conhecemos de um jeito diferente
Estávamos brisados e um tanto contentes
Nos olhávamos de jeitos diferentes
- Quem é essa linda mulher a minha frente?
- Essa mulher é a Não Me Toque, e das outras é diferente
Meu amigo percebeu tentou impedir
Mas era teimosa e não quis ouvir
Naquela noite fui tocada
Naquela noite eu toquei
Naquela noite me apaixonei
Depois disso eu já não era conhecida como Não Me Toque
Meu nome foi trocado
Trocado para Brinquedo
Sobrenome Usado
Ainda tento me lembrar
Enquanto todos perguntam
- Por que saiu de Não Me Toque, para brinquedo usado?
Essa pergunta é difícil de responder
E se tivesse um poder
Ele seria o de desaparecer
Meu Amado
Eu olhei para as estrelas e vi você,
quis fazer um poema pra homenagear nossa amor, porém nem poeta eu sou...
Meu amor por ti é tão grande do tamanho da imensidão dos céus...
Quando a saudade vir eu vou olhar para o céu e admirar o brilho das estrelas, pois o brilho delas me faz lembrar você.
Te amo meu lindo príncipe.
Frio, gêmeo do sol, todavia, quente, provindo da lua.
Ó, areia torturante, cujos mares me são sufocantes, de mim tenha piedade.
Ó, céus anuviados, encoberta minha face, tampa meus olhos, beija-me de sombras e ventos ruidosos.
Tu me vens, e logo vais-te.
Tu enches-me, e logo esvazias-me.
Aqui te encontrei, e aqui meus olhos não a ti enxergam.
Ó! Por qual terra andaria tal perna? Acaso o vento esfria seu corpo? O sol esquentá-lo-ias sua face?
Será o vazio nascido por teu espírito, frio, imenso, adorador do calor e do conforto?
Acaso dize-me que não há existência do meu ser?
Respondei-me, tu que andas entre o sol e a lua, por que partes em meu lamento? Por que minha voz não a ti clama? Por que minhas pernas não para ti caminham? Por que meus olhos marejam, choram, brilham quando em ti penso? Por que meu vazio chama por ti? Seria eu incompleto, necessitado de ti? Se, porventura, meu amor não vem suficientemente para ti, por qual razão o teu amor me vem suficientemente a mim?
Aqui ficarei, com o vazio gerado.
O barro lamacento em algum canto de horizontes desolados.
Meu corpo sente, meu coração chora, meus pensamentos mentem.
Frio eu sinto, todavia, o calor me aquece; de donde vens, ó calor que me segue?
O tempo escoa, como águas da chuva no solo.
Abençoada terra, a qual cai lágrimas doces, germinando teu solo.
Outra semente, a dita antecessora de brotinhos, distendê-lo-ia.
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