Pequenos textos da Vida
"Para quem (ainda) pensa que a saída é se matar"
Quando houver um tempo,
Algum tempo pra juntar todas as cinzas
E pra reparar que aquelas folhas raras,
Verde-claras, modificas, não são flores
E para se perguntar que, se o amor é vida,
Por que faz tantos suicidas?
Quando eu tiver tempo
Pra olhar pr’aquela árvore,
Sempre serena e imponente
Que mesmo com as mais terríveis tempestades
Não se abala, fica até contente
E eu vou perceber, então
E que o melhor mesmo é rir à toa
Dê gargalhadas, a vida ainda é boa
Pra que esse olhar tão triste?
OCASO
São os fados
Fatos natos
De quem grita
Clama, chora
Pois por descaso
Algum relapso
Mero lapso de memória
Soltou cobras e lagartos
Presos em caixas de Pandora
E o que antes era estanque
Ficou volúvel, virou pó
O que foi doce e aprazível
Feito mel de ambrosia
Virou amargo, vasto, asco
Sorvível cálice de jiló
E passa o vento
Leva o tempo
Num descuido mui profundo
Chega o fim do ciclo, o ocaso
De uma vida inteira só
TRÊS VIDAS E UM CAMINHO
Minha vida
Em três vidas
E uma mesma vontade de felicidade
Amores distintos e sempre gigantes
Amor de pai
Amor de filho
Amor de amor
Amor completo
Meu coração não para de sorrir
Pelos sonhos que escrevem histórias de cumplicidade
E agora? Viver para espalhar amor
Para este caminho, desenhei meu mapa
E sigo em frente
Assoviando uma melodia alegre
Em uma trilha de luz
Esse é o grande barato da vida:
Se dar conta que a felicidade tá do nosso lado
E fazer valer a pena...
Amar é mais que uma palavra conjugada
É pensar antes falar
È ficar mais um pouco
mesmo que acorde cedo no outro dia
É sacrificar grande coisas
Pra que pequenas coisas
Não faça o outro sofrer
É aparecer de repente
É aquele super abraço apertado
antes de ir embora
é dizer chega mais perto
quando já está colado
É dizer mô to com saudades
Mesmo quando acaba
De se ter chegado.
Em minha lápide será escrito:
Aqui jaz um homem
Um menino, um louco
Que se escondeu, que chorou
Que teve medo de amar
Que amou sem medo
Que se escondeu atrás de textos
Que se expôs através de textos
Que aprendeu a sorrir mesmo triste
Que sorriu por pura felicidade
Aqui jaz um homem
Como outro qualquer.
Escrevo poesias cerebrais, dicotômicas, sem tempo. Cada palavra insignificante esmiúça o livro ébrio que presumo ser minha vida maçante.
E o tempo é como as areias do deserto, jogadas ao vento, metamórficas, simplórias. O meu tempo despenca desastradamente tornando-se apenas um pequeno monte de areia.
A cada nota que sai do instrumento, é um refluxo de sentimentos, do mesmo modo pra quem escuta ou apenas pode sentir; é um toque nos sentidos, em geral é uma transformação na cabeça, na alma e no corpo.
onde expressamos, distribuirmos e também recebemos as emoções.
Nunca deixem lhe dizer que música é apenas uma forma de arte que combina os sons e os ritmos seguindo uma pré-organização ao longo do tempo
Veja você com esse sorriso
De quem nunca erra
Mesmo errando as vezes
Esses pequenos olhos
Que a mim só dizem a verdade mesmo que essa
não seja dita em suas palavras.
As vezes reparo em você
Uma pequena criança
como se não estivesse nem ai pra nada.
E que de forma triste hoje percebo que sua ausência
me faz muito mal
Vejo esses olhos Desconcertantes e mãos pequenas de abraços doces
Certos e simples detalhes que a torna unica.
E só pela tentação de te olhar eu já me sinto bem.
É que eu tenho a leve impreessão que seu corpo
Se encaixa perfeitamente no meu.
Não queria que fosse assim
Mas assim aconteceu
Estou triste agora
Quero sair
Preciso de ar
Me leve pra algum lugar bem animado
Quero sorrir
Sorrir até doer
Sorrir até chorar
Sinto falta disso
Não tenho sentido vontade de sorrir
Quero sair
Preciso me animar
Preciso conversar
Me leve pra algum lugar
Quero sair
Eu não consigo entender como uma pessoa pode amar alguém do mesmo modo que eu amo você. Mas sabe por que eu te amo?
Porque no mundo, existe ainda, pessoas que fazem a vida valer a pena, que em um mundo que vai de mal a pior, continua feliz, enxerga o bem nos outros, faz o bem sem olhar a quem, pessoas, que fazem do mundo um lugar melhor.
Você é essa pessoa, que me faz rir, me faz chorar, enlouquecer-me, me apaixonar, algo que não pra imaginar.
Você é o que me motiva a seguir em frente, que me faz querer viver, porque com você, a vida é uma aventura que merece ser vivida...
Na vida alguns agem de forma que compreendem ser melhor!
Outros preocupam-se em agir de forma harmônica
à moda da sociedade.
Riem dos que vivem, agem e compreendem a vida de maneira diferente..
Esquecendo que a maior graça e infantilidade,
é a perca de sua originalidade..
para conseguir estar alienado aos "modos" da sociedade!
Diante da necessidade desesperada para “vencer na vida”, para “se ter um futuro tranquilo”, o que conseguimos muitas vezes, é um presente tão conturbado... nos tornarmos extremamente ansiosos e constantemente insatisfeitos.
Corremos tanto, e de uma forma tão desesperada, que não nos permitimos nem mesmo vivenciar e aproveitar o que alcançamos. E vivemos assim... Será que vivemos?
E a vida está aí...
Tem milhoes de coisas lindas acontecendo... o mundo nao para, tem sempre algo lindo acontecendo...
Sentir-se feliz é estar bem com seu interior, estar bem com seu corpo e com sua alma... Sentir que não te falta nada, viver o hoje, nao levar nada do passado em conta, pois quando a gente tem que errar nao vai existir aprendizado... a gente erra milhoes de vezes, principalmente se esse erro te fizer feliz...
ANDANÇAS
Acordei pensando em mudar
nada mais fazia sentido
o que eu quis todo esse tempo?
o que você pensou?
Nossas vidas se cruzaram
Os olhares combinaram
o tempo passou,
te conhecia tanto!
Perdi o chão e você partiu,
Preciso viver (aquilo que não vivi)
Preciso sorrir (aquilo que não sorri)
Me conhecia tão pouco!
Acordei vou viver meu mundo
Agora tudo faz sentido,
o caminho é meu (só meu)
Permito-me caminhar só...
Nossas vidas se cruzaram
Os olhares combinaram,
O tempo passou,
não te conheço mais...
Viver para esquecer
A primeira coisa que tenho a esquecer,
É está de vida,
De ter vida com você.
Outra coisa que também tenho pra esquecer,
Nesta coisa de vida, de você ser minha vida,
E sem você não poder viver.
Muita coisas terei a esquecer,
Esquecer que na vida que levo,
Levo a morte da vida que gostaria de ter.
A vida que em minha vida nasceu
Hoje não é mais minha vida,
Por isso em mim a vida morreu.
Enide Santos 19/05/14
me sinto hoje como uma "mulher casa" que não sabe o que fazer com meus "espaços de dentro"
meus corredores e salas vazias. percebi que ao longo dos anos
Deixei vago esse lugares para me tornar coadjuvante em vidas que não são minhas.
Passando entre as pessoas sem que elas me notem... mas não culpo ninguém por isso
Afinal, se abandonei a cadeira de protagonista de minha vida, a culpa é exclusivamente minha.
Impossibilidades (Retrato da tristeza)
Viveres retalhados,
Vidas despedaçadas,
Contrastes de cenários,
Vultos espalhados.
Lágrimas, lágrimas, lágrimas...
Amores impossíveis,
Sonhos incapazes,
Vidas vazias,
Tristezas visíveis.
Lágrimas, lágrimas, lágrimas...
Almas feridas pela extrema solidão,
Vidas desesperançadas,
Vítimas dos pesadelos,
Dos abismos da ilusão.
Lágrimas, lágrimas, lágrimas...
POETETRA DUPLEX CARISMA
MINHA VIDA
Meus sonhos, fazendo escrevendo
Estou com vontade, enternecendo
Não ocupo vida semelhantes
Sem tempo, escrevendo avante
Passando tempo no computador
Digitando poemas de amor
Dia bem preenchido; benção
Vivo de inspiração, emoção
Mesmo com algumas limitações
Gosto de estudar comunicações
Empatia meu lema, sentimento
Enviar sempre bom pensamento
Não tenho inveja sou abençoada
De ideias todas recheadas
Vou vivendo, natureza amar
Agradecendo Deus tanto versar...
difusa a Luz…
confusa
na escuridão da lenta caminhada
para a penumbra
a Luz do dia a nascer
em breve
é!
a inteligência dúbia se inflama
onde dantes era cinza
agora é chama
e se outra forma de crer
não teve nem vê
ao desbloquear a Luz
o Homem crê!
Alvaro Giesta "dois ciclos para um poema - ciclo dois"
reúne-se com o poeta
o silêncio da noite
e com ela arde
e com ela rebenta a semente
como se fosse o fogo
o sangue arde-lhe nas veias
e estiola-lhe o cérebro
agarra a noite e a solidão
no punho da mão fechada
quando a abre
o silêncio expande-se à volta
de si
arde em fogo a noite que se adensa
à superfície do tempo
fecha-se a vida ao poeta
quando o dia amanhece
Alvaro Giesta (dois ciclos para um poema - “ciclo DOIS” acerca do Homem que perdeu a Luz)
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