Pequenos Recadinhos para o Coração

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O Eco do Peito Aberto
​
​Dizem que o coração é um músculo forte,
Feito para aguentar o compasso da vida.
Mas ninguém nos avisa sobre a fragilidade do romance,
Nem sobre o estrago de uma linha que se rompe.
O que acontece quando o peito é rasgado?
​Não foi um corte limpo, cirúrgico ou planejado.
Foi um puxão brusco, uma despedida sem aviso,
Que deixou as bordas da alma desfiadas no chão.
Olho para dentro e vejo o espaço vazio,
Onde antes morava um abraço que eu achava que era meu.
​Viver com o coração rasgado é caminhar sentindo o vento frio entrar no peito.
A gente tenta costurar com pressa,
Usa linhas feitas de memórias antigas,
Dá nós cegos com falsas esperanças,
Mas a ferida insiste em insistir.
​A internet está cheia de conexões rápidas,
Mas o amor de verdade, quando quebra, faz um barulho silencioso.
A gente sangra por dentro enquanto sorri por fora,
Nesse teatro diário onde fingimos que a costura não dói.
​Será que o Autor da Vida nos fez para quebrar?
Ou será que o romance é o risco que corremos
Para deixar de ser apenas um desenho frio e sem cor?
Talvez o coração precise ser rasgado algumas vezes,
Para que a luz do mundo finalmente consiga entrar...
E iluminar o que restou.

SILENCIOSAMENTE '


Amo-te no silêncio do meu coração,
Sob a luz da Lua, te amo no forte clarão,
Como abelha colhe o néctar da flor,
Não sei o que é isso, se isso não for amor.


Com belo sorriso, amarei-te sempre,
Do anoitecer, até ao romper da Aurora,
No silêncio desse amor, sou eu resiliente
No exato presente, ontem e agora .


Até o infinito amarei-te silenciosamente ,
Contemplando as estrelas, a lua e o mar,
Enquanto meu coração te anseia presente,
Ainda no silêncio, para sempre irei te amar .


Amarei-te em silêncio , secretamente,
Um amor sem fim imensuravelmente.
Amando -te assim , não sentirei sua rejeição,
Silenciosamente serás Eterno em meu coração


Maria Francisca Leite

sinto minha barriga gelar, meu coração disparar, apenas por receber uma notificação sua.
⁠

⁠Meu coração ainda faz cócegas
Quando ouço você dizer
Mamãe!

⁠coração esmigalhado
pelos lábios de quem diz amar
sonhos todos despedaçados
pelos braços de quem DEVIA cuidar
sou apenas um
mais um nesta multidão
de infames seres mal tratados
sem esperança
sequer uma ilusão
sou esquecido dos deuses
neste universo desfigurado
centro de todas as culpas
palco de todas as agruras
vítima de todas as dores
tudo
porque
nunca
fui
amado!

“Quando você faz o bem ao próximo, de todo coração, quem se cura, quem fica leve, quem fica em paz, é você mesmo. O bem vai e volta.”
#bysissym

Somos o que carregamos no coração.
Carregue gentileza, compaixão, respeito.
Deixe para trás bagagens pesadas.
#bysissym

No coração vive a eternidade chamada saudade!
#bysissym

Porque alguns amores terminam no papel, mas nunca deixam de existir no coração.

⁠" Hoje, em meio aos pedaços do meu coração, a saudade do nosso amor, que você dizia ser verdadeiro, veio a minha alma. E com ela, pensamentos juntos vieram me atormentar. Já estou castigada com a solidão que você deixou em meu coração, não diga que não, pois sabe o quão doloroso é a dor de uma separação. "

TANKA 002


Na alvíssima luz
de um pensamento sucinto,
um som irreal:

o som deste coração
que segreda em silêncio.

Na graça angelical do amor
Encontro o seu coração,
Que se faz harmonia
Da lírica paixão!

Eu ja morri tantas vezes, que meu coração e minha mente não sabe ao certo onde está. Um buraco se formou no peito e vazio na alma. As vezes não me reconheço, e me pergunto quem sou eu? . Perdida em um imenso vazio, luzes apagadas, sigo a jornada que nem sei onde vai dar.

Quando a Palavra de Deus governa o coração, as atitudes passam a refletir uma fé obediente e uma vida transformada pela verdade.

Quem conhece o coração do Pai persevera em oração, pois sabe que nenhuma oração sincera, oferecida com fé e em submissão à vontade de Deus, é em vão.

⁠Muita coisa vai fechar seu coração, mas vai abrir sua mente.

Disciplina é fazer o que precisa ser feito, mesmo quando o coração pede descanso.

Se 1 % da humanidade aprendesse a olhar com coração da alma, o mundo seria bem diferente.

DESABAFO DE UM CORAÇÃO!

Não raramente observamos e ouvimos reclamações sobre o discorrer da vida.
Talvez os sentidos apostos em cada palavra possam ocupar um real significado, pois, afinal, ninguém se angustia por blasfêmia, repetição de falas ou por descuido do coração.
Somos as variâncias de sentidos revelados nos resultados entre o ofertar e o receber... poucos estão aptos a receber e, muito menos, adequados a doar.
Nesta caminhada, entre o ir e o ficar, surgem dúvidas condicionantes. Não ficamos pelo receio da repetição daquilo que já fora vivido e registrado nos escaninhos de nossas almas como algo negativo e não seguimos pela incerteza do novo, pois a zona de conforto, muitas vezes, é a sustentação da imobilidade para novas estradas e outros rumos.
Sem o que oferecer no mundo ilusório do TER e oferecendo muito quando se trata de amor e do SER... muitos se perdem pelo desespero da invariável máscara do presente que impõe os retrocessos do ontem que pulula no amanhã. Gente sem presente ostentando o velho e o futuro de nada.
Vasculhando bem... e não limpando muito... a lamúria é o estado desalmado de uma alma ferida e quase abatida pelo flanco da solidão.
Viver é o inusitado murmúrio das vozes que são silenciadas quando precisamos acenar um sentido e não nos permitem e que, muitas vezes, gritam quando carecemos manter o silêncio absoluto para não ferirmos como nos ferem.

Brasília, 04 de abril de 2012

O LOBISOMEM DE TAMANDARÉ

Pé na areia, coração disparado,
Passo apressado, olhar assustado,
Dizem que o uivo corta a escuridão,
É o lobisomem solto na escuridão.

Trova antiga que o povo repete,
Entre um gole e outro de aguardente:
“Se ouviu uivar, não fique a olhar,
Corre pra casa, vai te pegar!”

Metade homem, metade fera,
Maldição antiga que nunca espera,
Quando a lua cheia vem clarear,
Em Tamandaré ele sai pra caçar.

Mas há quem diga, rindo baixinho,
Que o medo é maior que o próprio caminho,
Pois o monstro vive mais no falar
Do que nos passos que vão te pegar.

Ainda assim, se a noite chamar,
E o arrepio subir sem avisar,
Reza, corre e não olha pra trás…
Vai que o lobisomem corre mais!

Quando a lua sobe mansa no mar,
Tamandaré começa a se escutar.
Não é só uivo, não é só temor,
É a alma chamando quem se esqueceu do amor.

O lobisomem não corre na rua,
Ele desperta quando cresce a lua.
Mora no fundo do peito humano,
No instinto antigo, no medo arcano.

“Vai me pegar”, diz a mente em aflição,
Mas quem persegue é a própria emoção.
É a sombra pedindo para ser vista,
Não como fera, mas como conquista.

Metade luz, metade escuridão,
Somos todos essa divisão.
Homem e bicho num mesmo olhar,
Aprendendo quando é hora de uivar.

Se você foge, ele cresce em poder,
Se você encara, começa a se dissolver.
Pois o lobisomem, ao se revelar,
Quer apenas ensinar a integrar.

E quando a lua enfim se deitar,
Você entende sem precisar falar:
Não era ele que vinha te pegar,
Era você chamando pra se libertar

Sandro Paschoal Nogueira