Pequeno
Existe um pequeno leão dentro de você, chama-se Fé. Com ele voce remove montanhas. Torne sua Fé em atitudes, Creia.
E pra começar quero dizer...
Bem vindo ao que acho certo, bem vindo ao meu pequeno e imcompleto mundo.
Um pequeno sentimento que nos toma a alma
Nos toma os sonhos... os pensamentos...
Nos deixa loucos...
Nos torna felizes...
Nos faz seres humanos
Amo-te mais que tudo
Mais que todos
Amo-te apenas não sei porquê...
Amo-te como se sem ti não pudesse viver...
Sem a sua luz eu me perco em uma parte de min. Um pequeno universo frio, vazio e sombrio conhecido como “solidão”
Insatisfação
Se soubesse o quanto é belo ser pequeno, não tomaria refrigerante...
Como é difícil entender á mim, sem prejudicar eu mesmo...
A vontade de tirar, afastar, eliminar todo mal de uma só vez, é o que mais se faz presente.
A final, o que é o mal?
Enfim, qual é o motivo pra mim estar assim?
Até onde vão as conclusões e de onde vem os poemas?
A indagação é a insatisfação...a insatisfação é o problema!
O que fazer comigo, para que exista harmonia do forró sob lua cheia..
E esse pensamento que voa nas asas da insatisfação?
Tanta gente com fome, eu cuspindo o pão...
As lágrimas agora se fazem presente...
Porque estou aqui?
Onde estão as nuvens, o sol desapareceu, Hobbes enlouqueceu...
E eu? Não estou nada bem... nada bem!
Se a palavra de Deus fosse mentira, eu seria o falso e pequeno ser, que nelas me identifiquei, me abriguei e acredito como sendo a única e real verdade. Que infelizmente ainda não reina sobre toda a terra, mas é do és somente feito, meu coração.
Ser simplesmente a Raiz, nascer pequeno, frágil...
Procurar espaço entre os grãos da terra, da areia e pedras.
Encostar suavemente e com extrema delicadeza desviar, esgueirando-se entre minúsculos veios da terra, procurando alimento e água para dar sustento necessário à pequena planta que enfrenta o desconhecido e perigoso mundo exterior.
Reticências
Como poeta escrevo um pequeno verso
Como criança escrevo em uma folha meu nome
Dou risada, encontro felicidade
Da meninice passada
Hoje... Como poeta escrevo um pequeno verso
Como menino eu conto mentiras
Dou risada, encontro felicidade
Nas lembranças passadas
Ontem... Como poeta escrevi um pequeno verso
Como poeta eu abro o coração
Dias sim, dias não
Sou uma caixa de surpresas
Desvenda-me então...
Pra quê tanta gente?
Se o mundo é tão "pequeno"
Se somos tão "grandes"
Se a vida é "curta"!
Pra quê tanta guerra?
Se o fogo é "luz"
Se desejamos a "paz"
Se a morte é "longa"!
Pra quê tanta riqueza?
Se o dinheiro é para poucos
Se os ricos são "pobres"
Se a felicidade é "barata"!
Pra quê tanta inveja?
Se somos aquilo que somos
Se somos "irmãos"
Se somos "iguais"!
Pra que tanta doença?
Se a morte sempre vem
Se a vida é tão bonita
Se Deus é "Pai"!
Pra quê tanta vida?
Se não podemos viver
Se estamos presos
Se não vale a pena viver!
Meu Coração
Meu coração
é pequeno e forte,
meu coração
é como um cofre;
guarda tanta coisa
de tanto valor,
guarda tanta gente,
guarda tanto amor...
Meu coração
é grande e fraco,
meu coração
é como um saco;
guarda tanta coisa
sem qualquer valor,
guarda indiferente
guarda ódio e rancor...
Meu coração
é alto e baixo,
meu coração
é gordo e magro,
meu coração
é triste, alegre,
meu coração
bate e não bate...
MENINO
Quando eu era um menino mirrado
Bem pequeno, que dava mal pra se ver
Eu já muita coisa sabia,
Porque tudo o que as pessoas falavam
Eu ouvia, em todo lugar eu cabia
E ninguém me percebia,
Ou faziam de conta que eu não existia.
Portadores de miopia,
Assim foi, que nunca me viam.
Em mim a vontade pelo que não sabia,
Curioso como um papagaio aprendiz,
E ninguém me via,
E tudo eu ouvia.
Quando comecei a falar,
Não comecei pelo que a minha mãe dizia,
Me pus a falar de coisas já de aprendiz,
Discutia geografia,
Calculava a geometria,
Delineava a filosofia,
O que acontecia no dia a dia,
Citava já algumas poesias,
E mais, curioso eu ouvia.
A história de Cristo eu sabia,
Do inquisitório, da condenação, eu via,
O erro maior da história, e não entendia,
Como é que se mata Deus, e Ele assim permitia.
De Sócrates a verdade que se puniu,
Contava a estória de Lampião
Do seu encalço, a polícia,
Armada de artilharia, mirando ele e Maria.
Mas continuava tão pequeno,
Que tudo que eu dizia,
Ou ninguém nada entendia,
Ou, como a mim não percebiam.
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