Pequena Menina dos Olhos Castanhos
Dois olhos, uma árvore
Eu e a natureza
Abro a janela e é o que vejo, o verde
Mas a verdade é que nem tudo são flores (ou folhas)
Há situações que são espinhos, como a moça de verde na calçada
De verdade, meus olhos nunca foram tão facilmente convencidos a olhar
Olhar uma estrela caminhar sobre o chão
Mas estrela, o que te trazes aqui?
Eu mesmo respondo, visivelmente vejo seus motivos
Era uma tática, mais uma tentativa astral de me tirar o foco do que realmente importa
Meu pé de laranja lima, com suas lindas folhas cor de natureza, naturalmente verdadeiro.
Liberte-me do seu peito, deixe-me escapuli pelo seus olhos, não segure-me tão forte, como se fosse me esmagar!
Preciso de ar, preciso me libertar!
Grite-me, ofenda-me, sacuda-me.
Mas, não me abrace mais Entre seu olhar egoísta. Entre seus pensamentos insensatos e insanos.
Não quero estar mais Entre você e o mundo, desejo profundamente que não precises mais de mim. Não quero me tornar prisioneira, devido suas súplicas, não quero ser o alavancar do seu desespero. Deixe-me ressuscitar das profundezas dos seus lamentos,deixe-me espalhar pelo chão afora, anseio por liberdade. Solte-me, suplico-lhe piedade, se assim quiseres, quem sabe um dia voltarei, mas, quero que saibas, que me sinto frustada por estar dentro de você. Estou me sentindo seca, sem vida, por favor não me deixe morrer assim, se tentar lutar por minha vida...chore e deixe-me ser livre.
Apenas, sou uma lágrima, desejando imensamente seguir o curso da vida, e em paz!
Nyyh Teixeira
Se você se olhasse com meus olhos veriam a grandeza que você tem, o quão grande se tornam suas pequenas atitudes para mim;
O quanto meus olhos se enchem de amor e admiração quando te vêem,
E o quanto eles choram de saudade na sua ausência;
Veria o quanto é grande, não pelo seu tamanho, mais sim pelo imenso coração que possui.
Veria o tudo que você é e sempre será na minha vida meu amor!!
Quando eu ver cair lágrimas de seus olhos irei enxugar , e você olhará bem no fundo dos meus olhos e lembrará que eu nao tinha ninguem quando as minhas lágrimas caíram por amar você.
Dedicado para; Josy cleide
Precisamos antes de mais nada ver além daquilo que nossos olhos conseguem ver, assim entenderemos as coisas que chamamos inexplicavelmente.
A vida é feita de delicados detalhes; por isso, mantenha os olhos da alma abertos, para não deixar passar aquele que pode mudar tudo.
Valorize quem você ama enquanto ainda pode dizer isso olhando nos olhos.
Depois que vira saudade, o que mais dói é pensar:
“O que eu mais queria agora era poder estar ali de novo.”
Ainda que meus olhos não alcancem o sol, as estrelas ou a lua, sei que elas continuam lá. Assim também é com Deus: mesmo nos dias mais escuros da existência, quando tudo parece ausente, permanece a certeza de Sua presença silenciosa a me sustentar.
Se um dia me calar a voz, ou se a luz dos meus olhos se apagar, e de mim se afastarem os prazeres do mundo, que ainda assim permaneça firme em mim a fé no meu Deus.
Eu fecho os olhos e revejo o momento lindo que você me proporcionou em poucos instantes de conversa... Além de me deixar com aquele sorriso bobo e apaixonado, pelo resto do dia...
Então tu sorri automaticamente ao olhar nos olhos dela e você sabe que não importa o quanto o tempo passe, ela sempre vai estar ali de alguma forma...
- Quando foi que vocês se viram?
- Não sei ao certo, mas quando eu fecho os olhos eu consigo ver cada detalhe dela...
Não da pra fugir quando o coração já tem dono, fica praticamente impossível de negar, pois olhos refletem o aquilo que está dentro do coração quando os olhares se cruzam...
Quando você fecha os olhos e tem a sensação de que pode reviver todos os momentos bons ao lado de quem você ama... da pra relembrar com exatidão de cada gesto cada sorriso, o brilho dos seus olhos quando encontra os meus, a sua voz doce e suave quando diz que me ama, as conversas as brincadeiras... com você eu perco a noção do tempo, é como se o mundo parasse pra contemplar o nosso amor...
IV. Quando o corpo tateia e a alma enxerga
Há momentos em que os olhos nada veem. O mundo parece apagado, a esperança, adormecida, e cada passo se torna um gesto de fé. É nesses instantes que o corpo tateia, mas é a alma quem enxerga. A luz que conhecíamos se apaga, e outra, mais tênue e interior, começa a brilhar no que parecia ruína.
A visão sensível não se faz pela retina, mas pela escuta do ser. Enquanto a claridade nos permite perceber o outro, é na escuridão que finalmente percebemos a nós mesmos. O silêncio se adensa. As certezas escorrem pelas frestas. E tudo aquilo que julgávamos possuir, controle, sentido, direção, revela-se areia entre os dedos.
Mas não é desespero. É transformação. Como o casulo escuro onde a lagarta, sem saber o que virá, dissolve o que era para que algo possa nascer. Como a noite do deserto, onde nenhuma estrela aparece, e ainda assim o viajante segue, guiado por uma memória que não é racional, mas ancestral.
A alma, ao atravessar o escuro, descobre que a luz não é destino, é consequência. Ela não é buscada, mas acesa, no ritmo do amadurecer invisível. E quanto mais o mundo apaga seus refletores, mais a centelha silenciosa ganha força dentro de nós.
“Nem todo sofrimento é falência; às vezes, é apenas o preço de ver o mundo com olhos despidos. Quem sobrevive à clareza excessiva emerge com mais verdade e menos ilusões.”
”Nem todo sofrimento é falência; às vezes, é apenas o preço de ver o mundo com olhos despidos. Quem sobrevive à clareza excessiva emerge com mais verdade e menos ilusões.” - Leonardo Azevedo. Nem todo sofrimento é sinal de falência emocional ou colapso psíquico; muitas vezes, ele representa o impacto inevitável de uma consciência que ultrapassa os limites do senso comum e da autodefesa simbólica. Filosoficamente, esse sofrimento é o eco do abismo existencial que se abre quando os significados prontos já não satisfazem e o indivíduo se vê diante do real em sua crueza. Psicologicamente, trata-se de uma resposta profunda ao rompimento das defesas que protegiam o sujeito da intensidade do mundo e de si mesmo, exigindo um novo arranjo interno para suportar o que foi revelado. Antropologicamente, essa vivência pode ser comparada aos estados de transição em rituais de passagem, onde o indivíduo perde temporariamente sua identidade anterior antes de ser reintegrado com uma nova configuração. Historicamente, figuras como Nietzsche, Kierkegaard e Camus traduziram essa dor da lucidez como etapa inevitável no caminho da autenticidade. Cientificamente, sabe-se que estados de sofrimento emocional intenso, quando bem acompanhados, podem induzir plasticidade cerebral e fortalecer circuitos resilientes. Poeticamente, é o momento em que os véus caem e o ser se vê nu diante do espelho da existência. Espiritualmente, pode ser interpretado como purificação, onde o excesso de luz cega antes de iluminar. Contextualmente, vivemos numa época que marginaliza o sofrimento em favor da performance, tornando ainda mais doloroso o ato de parar e sentir. Assim, sobreviver à clareza excessiva não é retroceder, mas atravessar um portal; e o que emerge do outro lado é alguém mais íntegro, menos iludido e mais próximo da própria verdade.
