Pequena Menina dos Olhos Castanhos
Se um dia você perceber meu silêncio mais fundo ou meus olhos perdidos em algum lugar distante, não pense que é frieza. É só meu coração tentando sobreviver ao que sente. Então, se puder… não pergunte muito. Apenas fique. Às vezes a presença já salva o que as palavras não conseguem.
Vejo os teus olhos tristes,
sem brilho,
como um céu sem estrela,
e mesmo assim encontro neles
um universo inteiro que ainda me chama.
Há um silêncio aí dentro que me dói,
como se o amor tivesse sussurrado e partido, mas eu fico…
Fiico porque acredito
que até a noite mais longa
aprende a amanhecer.
Se me deixar,
eu acendo luz em teus caminhos,
te empresto o calor do meu abraço cansado, e te lembro,
em cada batida do peito,
que teu coração ainda sabe amar
— só está ferido.
Então olha pra mim mais uma vez…
não como quem perdeu,
mas como quem recomeça,
porque se teus olhos voltarem a brilhar, eu juro…
faço deles o meu lar pra sempre.
Te vejo no silêncio de um instante roubado, e meus olhos
— antes comuns
— agora brilham como quem descobriu o infinito em
um reflexo teu.
Há algo em você que não se explica, só se sente… um encanto calmo,
desses que chegam devagar e ficam para sempre.
E quando você aparece,
um calafrio percorre meu ser,
como se o tempo hesitasse em continuar sem antes te admirar também.
Meu mundo, tão certo antes,
se perde bonito no teu olhar,
e eu me encontro exatamente onde nunca soube que queria estar:
em você.
Teus beijos…
ah, teus beijos são como a maré —
vêm e vão, mas sempre me levam junto, sem resistência, sem volta.
E eu, que pensei entender de sentimentos, me rendo ao teu jeito de amar, como quem aceita que o coração agora tem outro nome:
o teu.
Além do Que se Vê
Nos olhos de muitos, ela pode não ser bonita,
mas nos meus olhos, é a mais bela que já vi.
Ela não está comigo pelo que posso oferecer,
mas por tudo aquilo que consigo sentir e dividir.
Não vou abandonar-te,
pois, no momento difícil, ela não me abandonou.
Esteve ao meu lado quando eu não tinha nada,
nos dias cinzentos, foi ela quem ficou.
Quando o mundo parecia pesar mais que eu podia suportar,
foi na presença dela que encontrei abrigo e calma,
como se, em silêncio, ela soubesse me salvar
sem dizer nada, apenas tocando minha alma.
E é por isso que, entre todas as certezas que a vida não dá,
uma coisa em mim permanece firme e segura:
se um dia tudo faltar, ainda vou te amar,
porque o que construímos vai além da aparência — é alma pura.
Olhos Fixos
Minha amada,
foi em ti que me encontrei.
Minha amada,
por ti eu cuidarei.
Minha amada,
és o bem mais precioso
que a vida me deu.
És minha âncora em meio ao mar,
e também a tempestade que me faz viver.
És caminho, és destino,
és tudo aquilo que escolhi amar.
Meus olhos permanecem fixos em ti,
como quem contempla a mais bela arte.
Teu é o meu coração,
teu, agora e sempre.
E se o amor insiste em se repetir,
é porque não canso de dizer:
eu te amarei…
e todos os dias,
te conquistarei.
Título:
Onde o Amor Começa em Silêncio
Nos teus olhos encontrei um abrigo calmo,
um lugar onde o mundo desacelera sem avisar,
como se cada batida do meu coração
aprendesse um novo jeito de te amar.
Teu sorriso nasce leve, quase tímido,
mas carrega um universo inteiro de luz,
e mesmo nos dias mais cinzentos da vida,
é ele quem me guia, quem me conduz.
Se o amor tem origem, eu descobri a minha:
foi no instante simples em que te reconheci,
não como um acaso perdido no tempo,
mas como o destino que sempre esteve aqui.
Origem: Autoral ✍️
Vejo o céu quando
teus olhos me encontram,
negro e brilhante como ônix à noite,
profundo demais pra medir,
seguro demais pra eu cair.
Teu silêncio fala comigo,
teu toque acalma o caos que trago,
e mesmo na escuridão mais densa
teu amor reluz
— raro, intacto.
És pedra e constelação,
força que guarda,
Luz que conduz.
Se o mundo apaga
as estrelas, em você…
eu ainda vejo o céu. ✨
Estações
Te amei no verão dos teus risos soltos, quando o sol morava nos teus olhos e cada toque era incêndio manso que não pedia pressa, só presença.
No outono, te amei em silêncio,
entre folhas caindo dentro de mim.
Aprendi que o amor também amadurece, fica mais denso, mais verdade, mesmo quando o
vento leva o que sobra.
No inverno, confesso, doeu.
Teu nome virou neblina,
teu abraço, lembrança fria.
Mas foi ali que entendi
que amor não morre
— resiste.
E quando a primavera voltou,
voltaste diferente, ou talvez eu.
Flores nasceram onde antes era ausência, e percebi:
amar você é aceitar as estações,
porque até a saudade
faz parte do ciclo do coração.
Água Rasa
Caminho onde o fundo ainda aparece, mas o reflexo mente profundidade.
Teus olhos me chamam sem prometer afogo, eeu entro mesmo sabendo nadar pouco.
O sol toca a pele da água
e tudo parece seguro demais.
Mas há correntes mansas que puxam devagar o que não faz barulho.
Teu nome boia perto da margem,
não sei se âncora ou convite.
Fico com os pés no chão
e o coração já fora do lugar.
Água rasa não grita perigo,
só ensina tarde demais.
E eu, molhado de quase,
aprendo teu silêncio pelo frio.
Nada será como antes — nem mesmo os nossos pensamentos. A cada piscar de olhos, surge uma nova perspectiva, um novo cenário, uma nova emoção.
ESMERALDAS DE SOMBRAS.
Escritor:Marcelo Caetano Monteiro.
Ah… teus olhos.
Teus olhos esmeraldinos — não simples gemas, mas abismos translúcidos onde a razão vacila e o verbo morre. Como desejaria eu colhê-los, não com a volúpia do desejo vulgar, mas com a devoção de um monge alquebrado que recolhe as relíquias de sua santa. Tê-los… não em meu peito, mas suspensos num relicário de silêncios, entre as páginas que ainda choram por ti.
Mas tu sabes…
Sabes que eu te amo — e em mim esse amor é um espólio de lâminas cravadas por deuses mudos. Ser atravessado por mil espadas seria um refrigério frente ao que sinto ao ouvir teu nome no mármore frio do esquecimento. O teu nome, Camille, dilacera-me com a precisão de uma nota errada no adágio final de um maestro enlouquecido.
É mister, sim, dormir — dormir não para esquecer, mas para habitar os interstícios oníricos onde tu ainda existes sem dor. Nessas infinitas noites de ti e em ti, faço do teu perfume um incenso que queima devagar nos altares escurecidos da minha alma.
Porque tu sabes —
Sabes que meus olhos só foram feitos para contemplar o teu universo pairante, esse cosmos que se verte do teu semblante com a serenidade trágica de uma musa condenada a existir apenas nas entrelinhas. Viver, criar e pairar sobre mim — pobre poeta das sombras, órfão de sol e exilado da tua claridade.
E eu permaneço — espectro lírico e infecundo, sobrevivente do teu último olhar, compondo com palavras rarefeitas a sinfonia muda da tua ausência.
Joseph Bevoiur.
Uma noite, uma mulher me chamou de extraordinário.
Olhou dentro dos meus olhos como se tivesse encontrado alguma espécie rara de animal.
Sorri.
Não por vaidade.
Por pena.
Ela não fazia ideia de que dizia a mesma frase para meia dúzia de homens toda semana.
As pessoas distribuem palavras como garçons distribuem guardanapos.
Sem perceber.
Sem importância.
Mas sempre existe um idiota disposto a guardar aquele pedaço de papel como se fosse uma carta de amor.
Eu não acredito no que vejo,
Nem no que os olhos mostram, nem no que o mundo diz.
Eu creio no que me faz feliz,
E assim te aceito, distante, mas perto no meu riso.
Te aceito assim, longe, mas presente
Naquilo que me faz sorrir, no que me faz viver.
A distância é um espaço, mas o coração não tem fronteiras
E no que me faz feliz, você é o que eu quero ter.
(Saul Beleza)
Quando os olhos do mundo chorarem.
A dor será uma só, a união será real.
Povos unidos na tristeza e na dor
Pararão a guerra, e a paz será o sinal
A lágrima é um rio que transborda.
A compaixão é a força que sobra.
Quando a dor for compartilhada.
A união será a arma contra essa guerra insana
(Saul Beleza)
Em teus olhos, um reflexo de meu ser.
Vivo em ti, e em ti me sinto vivo,
teu coração, um ritmo a me envolver.
E em teu silêncio, um amor esquivo.
Eu busco em ti, um amor que não quer,
Mas em teu não, eu encontro um sim.
Teu desamor, um bálsamo a me doer,
E em tua indiferença, um amor sem fim.
Mas ainda assim, eu te quero, é verdade,
Com todas as d'ores, com todas as vontades.
E em teu não me querer, eu encontro a liberdade.
E assim, em teu silêncio, eu me sinto livre,
E em teu desdenho, eu encontro o que não disse.
E te gosto mais, por não me gostar, e isso é triste.
(Saul Beleza)
*Pra te olhar*
Pra que vou fechar os olhos
Em nossos momentos de prazer
Se é tão bonito te olhar
E no teu olhar me perder
Se tua boca me chama
Teu riso me desmonta
E cada suspiro teu
É poesia que me conta
Fechar os olhos é fugir
E eu quero ficar aqui
Testemunhar teu rosto
Quando é só pra mim
Então fica assim: olho no olho
Pele na pele, sem medo
Que o amor também se vê
Não é só segredo
Romântico, intenso e entregue. Do jeito que tem que ser.
*Olhos que Merece*
Não vou te olhar com ódio e nem com ternura
Vou te olhar com os olhos que merece
Olhos de quem entendeu a lição
De quem aprendeu a se escolher na mesa
Não é vingança, não é carinho
É limite, é nome, é ponto final
É fechar a porta sem bater
E seguir em paz, sem fazer mal
Porque quem ama de verdade não machuca
E quem machuca nunca soube amar
Então te devolvo pro teu destino
Com os olhos que você me ensinou a usar.
(Saul Beleza)
