Pequena Menina dos Olhos Castanhos
Cedo ou tarde é hora de abrir os olhos
É hora de acordar
Cedo ou tarde é hora de ir
É hora de chegar
Cedo ou tarde é hora de morrer
É hora de amar
Cedo ou tarde é hora
Eu chego lá.
De uma expressão misteriosa e triste vejo seus olhos negros de longe, mel de perto, refletindo as mágoas e da cor delas se ao menos elas tivessem uma cor. Olhos de expressão divina em busca de seu valor.
Pra Ti Poesia
Eu não te dou o mundo,
Não te dou o cantar do vento,
Não te dou o mar profundo,
Nem o azul do firmamento!
Tu és o que eu contemplo
Na poesia toda sem dor!
Meus olhos pra tu imagem é templo…
E tu pra mim és meu amor!
Oh, como eu me inspiro
Só pra ti ser poesias!
Oh, quantos e quantos suspiros
Ao lerem estas linhas!
Enquanto nestes meus versos
Marulham letras como na água do mar,
Bem lá no infinito universo,
descansa o brilho do teu olhar!
Me diz que você é só meu. Me diz que você veio pra ficar.. Diz que ninguém nunca vai ocupar o meu lugar, que eu não preciso me preocupar.
Diz que esperou a semana inteira pra me ver, que contou os dias e as horas.
Diz que pensa em mim o dia inteiro, que não tem olhos pra mais ninguém.
Me chama pra curar sua saudade, me chama pra te acalmar na tempestade, ou me chama talvez só pra dizer que me ama.
Diz que meu ciúme não te encomoda, que eu sou do jeito que você sonhou.. Diz que você não é igual a todos os outros, que nunca vai me abandonar.
Diz que ama meu sorriso, diz que meus olhos te deixam louco, diz que minha voz te arrepia e que quer fuigir comigo agora pra qualquer lugar.
Sim, e dai se eu chorar dias após dias a vontade dos olhos teus ?
Escancaro o meu melhor sorriso e me convido a bailar.
Danço com a dor dos olhos meus !
Queria que ao fechar meus olhos e pensar em você... ao abri-los... Em teu colo me ver... Poesia infantil e adolescente talvez... que seja assim, que seja como for!
“Guarde nos Olhos...
Apenas o que te Alenta;
Em tua Memória...
O que te Pacifica;
Nos teus Braços...
Quem te Acalenta .
E nos seus Atos...
O que “te Dignifica”.
(Rick Jones Anderson)
Fixe os teus olhos em mim.
Observe-me. Estuda-me. Decifra-me. Vigia-me.
Desnuda-me, e quando os teus olhos encontrarem os meus, fixe-os dentro deles. Atravesse a minha alma, e sem me tocar, possua-me.
Não sei
se me perdi
nas expressões
poéticas
de suas
palavras,
ou foram
os encantos
de teus olhos
que me
enfeitiçaram...
Floresta
Estou brincando na floresta,
Sozinha.
Talvez não devesse,
Dizem que é perigoso.
Mas me perco em pensamentos,
E quando me dou conta já estou entre as arvores.
Fecho os olhos,
A brisa gelada me provoca arrepios.
Pego um galho no chão,
E ai a imaginação começa.
Meu galho vira espada,
Grande e fiada,
Parece difícil maneja-la, mas me movo como se estivesse dançando com uma fita.
O lugar onde estou esta cheio de monstros,
Daqueles que carregam o ódio no olhar.
Mas estou dançando,
E o sangue é tão quente,
Não me importo de banhar nele.
Cada vez mais monstros, cada vez mais passos.
Cortar algo parece ser tão fácil,
Estou me divertindo.
Isso é estranho, mas ao mesmo tempo tão bom.
Não sinto medo, sinto prazer,
Cortando uma cabeça após outra.
Cada corpo que cai é um sorriso em meu rosto.
E a cada sorriso, sinto mais sede de sangue.
Mas ai não tenho mais nada para cortar,
Paro e sento ao lado da minha espada,
Minha risada é penetrante.
Porem abro os olhos, tudo volta ao normal.
Mas estou feliz porque não precisarei fazer isso de verdade.
Basta estar na floresta e imaginar.
Nada mais me surpreende.
Já vivi muito em tão pouco tempo, que o próprio tempo em si não gera mais saudades e nem lembranças. Coisas que outrora me enchiam os olhos, hoje passam desapercebidas com tal facilidade, que sinto dó de quem acha o contrário.
Mas talvez isso seja ainda necessário.
Antes a luz do sol fazia diferença na esperança.
Hoje, a ausência dela indica a presença da noite
Estou saindo de casa.
Vou trafegar no ror sonoro
dos bares habituais.
Encontrarei ainda uma vez
alguma alma perdida que me falta.
E te digo com a sensatez
daquele que acordou:
a vida é feita disso.
De olhares,
remorsos,
mágoas.
De sorrisos engarrafados,
de alegrias gozosas..
E, num átimo,
voltamos à torpeza do adormecer
quando abrimos os olhos.
Que bobagem essa, a de gostar de alguém!
Que bobagem essa... De sentir falta de alguém!
Quiçá pudera sentir novamente o gosto dos teus lábios e olhar a profunda cor dos teus olhos. Quisera eu passear meus dedos sobre teu ventre desnudo e sentir o suave aroma que percebi em tua pele outrora.
Ao me ver em justa reflexão, quis algo simples, não obstante, completo; sem esquecer do seu complexo.
Ficas, então, com a lembrança da saudade que um dia eu deixei... Que me deixas-te!
"Vazia perfeição e eu a observava sorrindo e seus olhos brilhando enquanto me olhava, e em êxtase eu a contemplava."
Grandes mistérios se escondem na noite fria onde vago, e
um deles se esconde dentro do meu ser,
e sempre ele espreita pelas janelas que são meus olhos.
