Pequena Menina dos Olhos Castanhos
Um símbolo de uma tradição
Um momento que fica na memória
Ajoelhado eu te peço amor
Quer escrever comigo uma história?
Nem que se complete a alma com conforto ajuizado
O insaciável desejo do querer se sobrepõe
Nem que se conquiste tudo e todos
A trivial matéria empilhada se decompõe
Só sei que crio falsas verdades
Não dá pra fugir dos padrões sociais
Admiramos um louco
pois é corajoso e sagaz
"É mais difícil escolher alguém para trabalhar com você do que uma pessoa para casar. Você vai passar mais tempo com ela(e) do que com a sua família"
Trecho do livro: A vida do pequeno comerciante - No Brasil
De Jonathan dos Santos Rodrigues
É fase, de fato o que passo, quem nunca?
A tristeza se aloja em meus embaraços
Quanto mais eu entendo, mais ela me afunda
Quanto mais eu fujo, só me aumentam os passos
Amo-te, disse a língua portuguesa
Te amo, soa mais bonito.
Disse o menino.
É, talvez eu não preciso
Estar tão comprometido
Melhor usar minha própria língua
Quisera eu ter tudo o que me convém
Quisera eu ser importante e “alguém”
Quisera eu talvez mudar o mundo
Quisera eu, não ser eu por um segundo
Aqui dentro me bate uma vontade
De ser seu amigo
E querer desvendar
Seus desejos oprimidos
Nos calamos e seguimos
Cada qual no seu
Ínfimo sonho perdido
Que eu me canse sendo eu
Que eu leve a vida me arriscando
Que mesmo perdendo e chorando
Eu consiga me recuperar
Rogo a ti amor, esperanças em ter-te
A Deus peço e todos os intercessores
Que ela, donzela, bela, sonho meu
Desfoque o mundo para notar-me
Eu sigo em frente porque sou obrigado
de fato, se paro, me atropelam
Interpelo ao mundo coisas banais
Sentidos da vida, filosofias radicais
Realidade dura e cruel
Amarguras e angústias se cruzam
e na encruzilhada eu fico
sem saber onde ir. Enfrente"!?"
O que estiver por vir
Discerne a sarça do fogo
A consciência sob ótica universal
Do teu próprio universo
Coíbe o pensamento utópico
Dos que ainda ensejam
E anseia, nem que seja a desgraça
Por confronto do teu juízo
Ter razão sem sofrer ameaça
Algum lugar lhe chama a alma
Num canto alguma coisa lhe reascende
Presume-se ser reconhecedor conatural
Que o instinto lhe apresenta e sente
Permanece-te infeliz onde estejas
dentro de si, aí, clandestino
Ou se una aos teus, siga adiante
Dando sentido ao teu próprio destino
