Pensar em Sexo
Caridade é você antes de pensar em doar algo, tirar uma parte de seu coração e embrulhar junto, porque é através desse sentimento que estamos doando um pedacinho de nós mesmo.
Nem tudo precisa concordar para coexistir. Nem todos vão pensar como tu, nem viver como tu. E está tudo bem.
A convivência não depende de concordância, mas de tolerância. Podemos ser diferentes… e ainda assim existir lado a lado. Respeito é liberdade.
Cuida dela e guarda ela… o tempo não para e quando me parou, me deixou pensar, eu até quis questionar: será que o senhor quis assim ou essa culpa é só minha? Pai, o coração não é razão, está difícil aceitar o que deseja para mim; o meu coração não percebe a razão; o tempo que vivo, não vive mais ela: o tempo que mais dá saudade, também é a vida mais bela, mesmo em dias nublados, achei a fé no senhor e vi palavras que não escrevem tudo, mas um pouquinho, eu pude escrever, pude por ela, minha gratidão expressar.
Tenho escrito em mim o tempo que dá saudade, amor que palavras nem sempre descrevem; pai, eu vou amar ela, custe o que custar e mesmo sem ela, cuida dela, guarda ela por mim; mesmo sem mim, eu tenho um pouquinho de amor guardado em mim; talvez eu não mereça que me escute, mas pai, ela é a melhor vida que vivi, não há deixe sofrer; não é sobre mim mais, estou a orar por ela e pedir por ela, não por mim; eu tenho palavras tão sinceras e talvez me falte fé, mas cada palavra que não sei achar, tem escrito no espaço-tempo, além do tempo: eu provei meu amor; não há fé maior que, sentir além do tempo que faz saudade eterna.
A vontade do pai es tudo, mas o senhor é também amor maternal e paternal: nenhum amor es pecado quando o que peço não é egoísta, mas por amor esponsal, conjugal; es de coração, amor primal, tão inocente e puro ainda escreve em mim, num tempo que o amor tem esfriado; mesmo sem ela, o amor que o pai escreve em mim, tem a graça de viver a gratidão e tenho a vida para amar e orar, querendo por ela, o bem dela e confio a ti pai, quem escreveu a razão do meu amor e não me respondeu; amém.
Escrita autoral!
Não é necessário dizer tudo o que se pensa, mas é necessário pensar tudo o que se diz.
do livro: Aprendendo com os provérbios (sfj)
Distorcer o espelho quando pensar
É deixar de sentir o brilho do luar
Contemplar as estrelas sem suspirar
Não deixar o outro falar
É o mesmo que não escutar
Desaparecer é também falhar
O tempo é arte sem controlar
Narrativas do inconsciente a cantar
Troca simultânea de energia a bailar
Manipular ao se ausentar
É dor ao se calar
Desejo inconsciente de amar
Medo do desejo a somar
Desejo pelo medo a multiplicar
Resultando em sublimar
Etapas importantes ao abandonar
São perdidas quando pular
Processos naturais como ondas do mar
Invadir o fluxo do sintonizar
É o mesmo que ironizar
Diante do espelho quando se olhar
O reflexo pode perdoar
Mas devolve e reverbera sem disfarçar
Assim como o sol ao eclipsar
Fugir sem encarar
Movimento celeste ao penetrar
Água, terra, fogo, ar
Éter sublime a dissipar
Brumas a visualizar
Campos silvestres para imaginar
Perder para encontrar
Sem nunca mais achar
Simplesmente por tentar forçar
Você já parou para pensar no poder de uma oração? Pare por um momento, reflita… e veja o que Deus pode fazer.
O saber, o pensar e o sofrer
Agilson Cerqueira
O saber nos remete à reflexão.
A reflexão a razão.
A razão ao sofrimento.
O sofrimento ao desespero.
O desespero ao fim…
Sem reflexão,
Sem razão,
Sem recomeço,
Desesperado,
Débil, vago sem saber!
Confuso. Difuso.
Fuso (no tear, na matemática ou na citologia?)!
Me calo quieto,
Meu saber está inquieto.
Continuo desesperado!
O Labirinto do Pensar e o Vazio do Ter
Agilson Cerqueira
As decepções, em sua marcha lenta, vão desbotando o nosso romantismo até que reste apenas o esqueleto da realidade.
Vivemos engolidos por uma luta diária que não nos concede o privilégio das horas; passamos uns pelos outros como vultos despercebidos e estranhos em uma multidão.
No fim, você acaba se tornando o produto exato da insignificância daquilo que escolhe significar, enquanto busca, tateando no escuro, respostas que o mundo esqueceu de formular.
Talvez a lucidez seja um fardo pesado demais, e por isso todos deveríamos nos permitir o desvario — embriagar a alma duas, três ou inúmeras vezes, até sermos apenas o "bêbado conhecido" que habita as esquinas do próprio ser.
Afinal, o pensamento é uma criatura que nasce do ócio, e sem o tempo vazio para o florescer das ideias, somos meros subprodutos de uma ignorância consequente.
Às vezes, o peso é tanto que me debruço sobre os absurdos do meu próprio "eu", isolando-me em um exílio onde as perguntas não encontram eco.
Ali, o espelho não mente: você é, apenas e irremediavelmente, você.
Contudo, mesmo nesse mergulho intrínseco, a pluralidade nos persegue; o "nós" nasce desse singular ferido, e a vida insiste em nos lembrar que não se caminha só.
O perigo se apresenta quando o pensamento se torna um espelho narcísico; quando o desejo de "ter" para "poder" sufoca a coragem de simplesmente "ser", revelando a mediocridade de quem vive para a vitrine.
Entenda: se você ousa pensar, você inevitavelmente incomoda a ordem das coisas.
Vivemos tempos aflitos, onde o pensamento parece ter perdido o caminho para o cérebro, deixando-nos à deriva entre o poder e o existir.
Diante das incertezas, escolha a lógica do absurdo que preserva a sua essência, mas nunca deixa de habitar-se.
Agilson Cerqueira
Pensar.
Bastou pensar em ti,
Você me veio em brisa.
Passeou pelo meu corpo,
me beijou a face
e se foi por entre as flores...
Entre Planos e Passos — A Humildade que Guia o Caminho
No risco de pensar que tudo controlo,
eu desenho mapas — linhas firmes, destinos certos —
e esqueço que a vida respira além do papel.
Traço caminhos com mãos inquietas,
nomeio chegadas, calculo passos,
como se o amanhã fosse extensão da minha vontade.
Mas há desvios que não pedem licença,
portas que se fecham sem ruído,
e encontros que nascem onde nunca planejei pisar.
Então aprendo — não sem resistência —
que planejar é humano,
mas sustentar o caminho… não me pertence por inteiro.
Há uma direção que não grita,
não impõe — conduz.
Silenciosa, firme, paciente.
E nela descubro:
não sou dono dos dias,
mas também não sou estrangeiro neles.
Caminho.
Com intenção — mas sem rigidez.
Com coragem — mas sem arrogância.
Com fé — não apenas no alto,
mas na travessia que se revela a cada passo.
Se o plano muda, não me quebro.
Se o rumo curva, não me perco.
Porque, no fundo, viver é isso:
desenhar com cuidado —
e aceitar, com humildade,
que há mãos invisíveis
aperfeiçoando o traço.
— Paulo Tondella
