Pensar em Alguém

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Não busco salvadores, busco testemunhas. Alguém que valide minha travessia sem tentar consertar o que é, inerentemente, humano.

O amor, quando chega para alguém como eu, não entra pela porta da frente com flores, mas infiltra-se como a umidade nas paredes, gelando os ossos antes de se tornar parte da estrutura. É uma dor bonita, um jeito de sofrer acompanhado por alguém que também tem medo do escuro.

Minhas palavras não buscam salvar o mundo, buscam apenas ser o espelho onde alguém possa se olhar e dizer: "pelo menos não sou o único que se sente assim". A validação da dor alheia é o maior ato de caridade que um escritor pode oferecer ao seu leitor cansado.

Eu me tornei alguém que observa mais do que vive, como se estivesse sempre um passo atrás da própria existência, avaliando cada emoção antes de permitir que ela me atravesse, mas sempre algo escapa… e talvez seja isso que ainda me mantém humano.

Procure alguém que queira colecionar momentos, não apenas faturas.

"Reflexão"
"Nunca veja alguém pelos olhos dos outros. Nem sempre o que dizem revela quem a pessoa realmente é."
@Suédnaa-Santos

Nem nos meus melhores momentos de descontração, me atreveria a brincar com os infortúnios de alguém…


Mas me atrevo a dizer que talvez não haja câncer mais agressivo que a metástase que há muito assola o Congresso Nacional.


Nem mesmo nos instantes de maior descontração ousaria brincar com os infortúnios que a vida impõe a alguém.


A dor alheia, por mais distante que pareça, nos exige muito respeito — porque amanhã, uma igualmente ou até pior, pode bater à nossa porta.


Mas, olhando para a realidade política, percebo que talvez não exista câncer mais agressivo do que aquele que corrói as instituições por dentro.


A metástase que há muito tempo assola o Congresso Nacional não é feita de células doentes, mas de práticas que se multiplicam despudoradamente: corrupção, privilégios, conchavos e o desprezo pelo povo.


Diferente de uma doença física, que a ciência e a esperança tentam curar, esse mal se fortalece no silêncio da sociedade e na acomodação de quem já se acostumou com ele.


E assim, geração após geração, vamos herdando um corpo político debilitado, enfraquecido e refém de suas próprias deformações.


Se um câncer no corpo humano ameaça a vida, o câncer da política ameaça a própria noção de futuro coletivo.


A diferença é que, nesse caso, a cura não depende apenas de médicos ou remédios, mas da coragem de uma sociedade inteira em não se conformar.

Sempre que vejo alguém se valendo do nome de Deus para se Esconder, Aparecer e se Promover, sobretudo na arena política, lembro da perseguição ao Filho d'Ele…


Mataram-no!


E foram justamente os religiosos da época que perseguiram o Filho d’Ele até a cruz.


Mas, ali, no desfecho da maior injustiça, não estava cercado por sacerdotes ou homens de fé, mas ladeado por dois ladrões.


A lembrança é dura, mas necessária: a vaidade dos que se dizem de Deus pode ser tão nociva quanto a agenda oculta dos que O negam.

Está para nascer alguém mais Feliz do que os que podem (com)partilhar suas tristezas e mais Triste do que os que não podem (com)partilhar suas alegrias.


Feliz é aquele que encontra espaço para partilhar as próprias tristezas. Porque a dor repartida, mesmo que não desapareça, torna-se mais leve ao ser acolhida por outro coração.


Do mesmo modo, está para nascer alguém mais triste do que aquele que não encontra com quem partilhar as próprias alegrias.


Porque a felicidade guardada em silêncio perde cor, e um riso não ecoa inteiro quando não encontra outro riso para acompanhá-lo.


A vida se constrói nesse movimento de ida e volta: consolar e ser consolado, celebrar e ser celebrado.


Quando temos a quem confiar nossas lágrimas e a quem oferecer nossas risadas, descobrimos que a verdadeira riqueza não está em acumular, mas em compartilhar.


Talvez a maior bênção da existência humana não seja estar sempre Feliz ou sempre amparado, mas nunca estar só.

Sem naufragar no abismo das próprias misérias, ninguém conseguiria comemorar o infortúnio de alguém.


Mas, se parar para pensar, essa comemoração revela mais sobre o vazio de quem celebra do que sobre o destino de quem caiu.


É como se a dor alheia funcionasse como anestesia momentânea para a própria carência.


No entanto, a alegria construída sobre a queda do outro é sempre frágil: dura pouco, envenena devagar e nunca preenche.


A verdadeira libertação não está em aplaudir a ruína do outro, mas em resistir ao impulso de medir a própria vida pela infelicidade alheia.

Aprendi que tudo feito com muito Amor e Carinho dá certo…


Inclusive Brigar!


É raro alguém conseguir Brigar com tanto Amor e Carinho, sem deixar o pincel cair de propósito — só para rabiscar o perdão no meio da discussão.


Porque certas brigas nascem apenas para nos lembrar que o Abraço é o ponto final mais bonito…


Os abraços grandes, os memoráveis, nascem das mãos livres… e dos corações presos — ao desejo de amar.


Com carinho — à prima, Elaine Ferreira.

Um dos maiores palcos de manipulação do país — quiçá do mundo — Brasília haveria de receber alguém de pulso, cheio de vontade de libertar — deixe ir: Fabrício Carpinejar!


Brasília, com sua arquitetura monumental e sua aura de poder, sempre foi mais do que a capital política do país — é o símbolo vivo da manipulação institucionalizada, da retórica cuidadosamente ensaiada, das verdades maquiadas em discursos de ocasião.


Ali, onde se fabricam narrativas e se negociam destinos, a liberdade — essa palavra tão pequena e tão cara — costuma ser tratada como um artigo de luxo, raramente distribuído e quase nunca praticado.


E então, de repente, chega Carpinejar.


Com sua voz que mistura ternura e brutal honestidade, com seu dom de traduzir sentimentos que o poder não compreende, ele atravessa os corredores de Brasília não para discursar, mas para desatar.


Lança “Deixa ir” — um livro que fala sobre o desapego, sobre o amor que sabe partir, sobre a leveza que nasce quando se solta o que aprisiona.


E é aí que mora a ironia mais sublime:
No palco da manipulação, onde os verbos dominantes são reter, aprisionar, onde a vaidade se confunde com propósito, chega um poeta dizendo: “Deixe ir.”


É como soltar um pássaro dentro de um aquário de concreto.


Como ensinar o poder a amar sem possuir.


Carpinejar, nesse gesto, não apenas lança um livro — lança uma provocação existencial.


É como se dissesse: “Enquanto o país se esforça para segurar o que não cabe mais nas mãos, eu escrevo para lembrar que o verdadeiro domínio é saber soltar.”


Não haveria melhor palco para deixar ir do que aquele que só sabe aprisionar!

⁠Não há ações e reações tão Leves e Poderosas quanto as que pesam a consciência de alguém.

⁠Só se ganha uma guerra sem precisar lutar quando consegue perdoar alguém que nem sequer te pediu desculpas.

A economia não começa no gabinete do planejador; começa na decisão concreta de alguém que trabalha, poupa, arrisca, empreende e responde pelas consequências de suas escolhas.

É difícil explicar essa sensação de ter perdido alguém que ainda está aqui. Não te perdi para a vida, mas nos perdemos nas escolhas, no tempo e nas circunstâncias que nos trouxeram até este distanciamento. O que sobra é esse "vazio cheio": cheio de lembranças, de planos que agora não têm dono e de todos os e se que costumavam colorir nossas conversas.
O mais pesado é perceber que o amor não entende de prazos. Ele continua pulsando aqui, me fazendo lembrar do som da sua voz ou do seu toque em momentos aleatórios do dia. Preciso aprender a conviver com esse sentimento sem ter para onde direcioná-lo. É um exercício diário de não esquecer, mas de deixar ir; de não apagar o que fomos, mas de aceitar o que somos agora.
Sigo em frente levando esses pedaços de mim que ainda moram em você. Por fora, o sorriso vai se recompondo, mas por dentro ainda existe esse silêncio que ama e que espera, mesmo sabendo que o caminho agora é individual.
Dizem que a vida ensina a suportar o insuportável. Espero que, com o tempo, essa dor se transforme naquela lembrança leve, um lugar onde eu possa visitar sem me machucar, apenas para agradecer pelo que vivemos.

A vida nos prega cada surpresa nunca pense que estamos no anonimato, sempre tem alguém a ti observar.

Na dúvida entre esquecer ou lembrar de alguém, não se perca pelos cantos.
Quando o amor já não obedece — e, ao contrário, floresce onde quer que toque —, transformá-lo em poesia é o que o torna verso.
Assim, ele já não pesa, não se perde: apenas se eterniza dentro de nós, de um jeito mais doce e sereno.

É raro encontrar alguém que cultive o próprio silêncio com tanta profundidade e, ao mesmo tempo, pareça ter uma trilha sonora e um universo inteiro gritando por dentro.

Se for para confiar em alguém, que seja pelos actos ou atitudes desse alguém.