Pensamentos de Tristeza
"Se tristeza pagasse dívidas, o mundo inteiro seria melancólico!"
Otávio Abadio Bernardes
Goiânia, 22 de agosto de 2025.
"Uma boa música é um "recurso" para a tristeza do ser humano!"
Otávio ABernardes
Goiânia, 6 de abril de 2026.
Na tristeza, Deus ajude minha mente;
Na alegria, Deus perpetue meu gozo;
Há apenas um capaz de me compreender inteiramente.
Consciência triste é aquela que faz o bem para receber o bem.
Consciência evoluída é aquela que faz o bem porque é boa. Independentemente de pra quem.
Preconceito e racismo são doenças tristes que revelam ao mundo as almas infelizes e retrógradas que são incapazes de conviver
Que a sua boca se torne a adega onde a minha alma bebe o vinho do esquecimento de todas as tristezas passadas.
Há uma beleza triste em quem aprende a aceitar limites. Não é rendição, é sabedoria que se disfarça de resignação. Quem aceita limites encontra mais espaço interior. Porque o que cedia a excesso, agora descansa em medida. E essa medida devolve a paz roubada pela ilusão do tudo.
A tristeza tem territórios que eu ainda não visitei. Vou a pé, com uma lanterna de medo e coragem. Algumas ruas são estranhas e pedem licença para entrar. Outras me reconhecem e me oferecem cadeiras antigas. Sento-me e descubro que conversar com a dor é arte.
Certas tristezas não são visitas, são inquilinas. Trocam as fechaduras, instalam-se e passam a chamar o meu vazio de lar.
A tristeza é uma cor que combina com tudo o que eu escrevo, um pigmento que extraio das sombras que o sol projeta quando decide se pôr cedo demais. Não busco o arco-íris, busco a gradação de cinzas que existe entre a dor absoluta e o alívio de um sono sem sonhos.
A tristeza profunda tem um peso gravitacional que atrai todos os outros sentimentos para o seu centro, transformando alegria em ironia e esperança em cansaço. É preciso muita força centrífuga de vontade para não ser engolido por esse buraco negro que carregamos no peito.
A tristeza é um mar calmo onde a gente pode afundar sem fazer barulho, deixando que a pressão da água nos abrace até que não sintamos mais o frio da superfície. É um refúgio perigoso, um abraço de ferro que nos protege do mundo ao custo de nos tirar o ar.
Há uma tristeza que é hereditária, que vem no sangue como uma herança maldita de antepassados que também não souberam o que fazer com a própria vida. Eu tento quebrar essa corrente usando a poesia como um alicate, cortando os elos de amargura que tentam me prender ao passado.
A tristeza vem como uma estação implacável, sem aviso, sem pausa e nos deixa com as mãos frias, tocando lembranças que nunca se foram.
A tristeza me ensinou padrões que a felicidade nunca revelou, como se cada queda deixasse um registro interno, e cada erro fosse analisado em silêncio, mas ainda assim, algo permanece imprevisível: a esperança.
