Não é a solidão que nos arruína, mas o medo dela. Desse medo nascem os enganos mais fatais: tomar escuridão por luz e algemas por abraços. Quem teme a própria companhia é engolido pela carência; senta-se à mesa com a serpente e toma do seu veneno em taça de vinho.
A filosofia do lobo solitário é escolher o próprio caminho, sem medo da solidão, porque sabe que sua verdade não precisa de plateia — apenas de coragem para seguir.
Minha história é isso, uma colcha de retalhos emocionais onde fé, dor, memória, solidão e lucidez coexistem como os fios que sustentam uma alma ferida, mas viva.