Pensa que é Esperto

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“Toda mente acredita existir porque pensa; toda consciência desperta quando percebe que pensar não prova existência; e toda alma reconhece que existir sempre esteve além de qualquer prova.”

“Meus livros não foram escritos para mudar a forma como você pensa; foram escritos para que, um dia, você descubra que aquilo que chamava de ‘você’ era apenas mais um pensamento.”

“Se não penso o pensamento que me faz pensar, não sou eu quem pensa; é o pensamento que pensa a ilusão de um ‘eu’.”

“Se penso sem pensar no pensar, meu pensamento pensa que pensa, enquanto eu apenas acredito nele.”⁠

“Se não penso o meu pensar, meu pensar pensa por mim; e, quando isso acontece, quem vive não sou eu, é a minha mente que mente.”

“No instante em que o pensamento pensa o próprio pensador, o ‘eu’ percebe que talvez nunca tenha sido mais do que o último pensamento a ser questionado.”

Há quem pense que pensa, mas apenas reproduz pensamentos que foram plantados em sua mente. Não são donos das próprias ideias; são apenas ecos convencidos de que possuem voz. O verdadeiro pensamento começa quando o ser humano tem coragem de questionar até aquilo que acredita saber. Caso contrário, deixa de ser consciência e torna-se apenas uma repetição ambulante: um papagaio com opinião, mas sem pensamento.

A maior prisão humana não é uma cela; é uma mente que pensa que pensa, mas apenas repensa o que mandaram pensar. São consciências terceirizadas, opiniões alugadas e pensamentos enlatados. Não analisam o que acreditam; acreditam porque outros analisaram por elas. Confundem informação com conhecimento, repetição com inteligência e convicção com consciência. O mundo está cheio de pessoas cheias de opiniões e vazias de pensamento. Não são pensadores; são ecoadores. Não possuem ideias; são possuídas por ideias. Talvez a maior tragédia de uma sociedade não seja ter pessoas sem voz, mas milhões de vozes sem pensamento próprio.

O ser humano acredita que pensa, quando muitas vezes apenas foi pensado. Compra o que disseram que precisava, defende o que disseram que deveria defender e rejeita aquilo que nunca teve coragem de analisar. A maior manipulação não acontece quando alguém controla sua voz; acontece quando alguém controla os pensamentos que chegam antes dela. Uma mente sem discernimento vira uma fábrica de repetições: produz opiniões em série e chama isso de personalidade.

“Não existo porque penso; existo quando meu pensamento não é uma cópia, mas uma ruptura. Pensar é criar, questionar é despertar, resistir é existir.”

A pessoa sóbria, pensa para falar e fala com amor, a pessoa não sóbria, fala sem pensar e joga no ventilador.

Se você não quer se iludir, pensa no fim e aproveita o momento.

Quem pensa que todos são perfeitos não sabe enxergar a realidade.
Na verdade, vê tudo com vaidade.
Pois a vaidade não se resume a um rosto bonito e à beleza física; ela também se manifesta no ato de achar que conhece os outros melhor do que eles mesmos, enxergando apenas os defeitos e ignorando as qualidades.
Quem age assim, sempre achando que está certo, mas sem conseguir ser um exemplo, acaba se tornando amargo, tomado pelo ego e pelo orgulho no peito. Cuidado!

As pessoas não enxergam quem você pensa ser — enxergam quem você demonstra ser.

Tem gente que olha para mim hoje, tomando café, rindo de alguma bobagem da vida, e pensa que eu sempre fui assim, meio serena, meio resolvida, como se tivesse nascido pronta. Eu quase rio sozinha porque, se a vida fosse um livro, o pessoal só está vendo a última página, aquela em que a protagonista aparece com o cabelo arrumado e a alma aparentemente organizada. O que ninguém imagina é o capítulo inteiro de infância e adolescência que parecia mais um teste de resistência do que uma vida de verdade.

Eu cresci com meus irmãos dentro de um ambiente que não era casa, era uma espécie de clima pesado que andava pelos cômodos como se tivesse endereço fixo. A gente era criança tentando entender o mundo enquanto lidava com dois adultos completamente desequilibrados emocionalmente. Um pai violento que tinha uma habilidade curiosa de transformar qualquer coisa em culpa nossa. Se chovia, era culpa nossa. Se o dia estava silencioso demais, também. Existia sempre uma justificativa pronta para gritos, ameaças e aquelas situações que fazem a infância envelhecer antes da hora.

Do outro lado estava uma mãe que, em algum ponto da história, deixou de ser só alguém com medo e acabou virando parte do problema. Isso é uma coisa que a gente demora anos para compreender, porque criança sempre tenta salvar a imagem dos pais dentro da própria cabeça. Só que chega um momento em que a realidade se senta na mesa e diz com toda calma do mundo que o silêncio também machuca. Ela teve chances de sair, teve ajuda, teve portas abertas. Mas o medo e uma certa doutrina rígida que dizia para suportar tudo acabaram fazendo com que ela se juntasse a ele de um jeito que doía ainda mais. A gente deixou de ser filho e virou inimigo dentro da própria casa.

É estranho contar isso hoje porque, quando as pessoas nos veem, veem adultos que trabalham, conversam, seguem a vida. Não existe marca visível na testa dizendo sobrevivente de um caos familiar. Mas nós sabemos. Entre nós, irmãos, existe um tipo de olhar que dispensa explicação. A gente sabe exatamente de onde o outro saiu. Crescemos quase como quem atravessa um campo minado emocional, aprendendo a sobreviver antes de aprender coisas simples da vida.

Houve momentos em que parecia que aquilo ia nos transformar em estatística, em mais um daqueles casos que as pessoas comentam na televisão com cara de surpresa e depois esquecem no intervalo comercial. A pressão psicológica constante, as agressões, as ameaças, tudo isso cria uma sensação estranha de viver dentro de um lugar que não deveria existir para crianças. Era como estar preso em um tipo de campo de concentração familiar, onde o objetivo parecia ser nos quebrar por dentro até a gente acreditar que realmente éramos os vilões que eles diziam.

Só que existe uma coisa curiosa sobre o ser humano. Às vezes a tentativa de destruição acaba criando exatamente o oposto. Hoje, quando olho para mim e para meus irmãos, vejo pessoas que conseguiram sair das amarras de dois narcisistas que fizeram de tudo para controlar nossas vidas. E não foi uma fuga cinematográfica, cheia de trilha sonora heroica. Foi lenta, silenciosa, cheia de decisões difíceis, medo, noites pensando se aquilo tudo realmente estava acabando.

Quem nos vê agora não imagina metade das batalhas que aconteceram antes desse momento. Mas nós sabemos. E existe uma dignidade muito silenciosa em sobreviver a algo que quase nos apagou do mundo. A gente não virou o que eles diziam que viraríamos. Não nos transformamos na história distorcida que tentaram escrever sobre nós.

No fim das contas, quando sento para pensar nisso tudo, percebo uma coisa curiosa. Sobreviver não é só continuar respirando. Sobreviver é olhar para trás e perceber que, apesar de tudo que tentaram plantar dentro da gente, ainda existe humanidade, ainda existe vontade de viver, ainda existe futuro. E isso, sinceramente, é algo que ninguém que viveu uma infância tranquila consegue entender completamente.

Mas nós entendemos. E isso já diz muita coisa.


ALINNY DE MELLO



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Tem gente que olha pra vida como quem olha pra um espelho quebrado e pensa assim, vou deixar um pedaço meu espalhado por aí, quem sabe assim eu não sumo por completo. Aí faz filho como quem planta uma placa escrita “eu estive aqui”, como se o tempo fosse um porteiro educado que respeita avisos. Mas o tempo não respeita nada, minha filha. O tempo entra sem bater, apaga luz, leva os móveis e ainda sai assobiando.

A gente cresce ouvindo nomes de família como se fossem heranças eternas, como se aquele sobrenome fosse uma espécie de colete à prova de esquecimento. Só que aí você para pra pensar com calma, numa terça-feira qualquer, lavando uma panela ou dobrando roupa, e percebe que mal lembra o nome dos seus bisavós. Às vezes nem foto tem. Viraram um vulto, uma história mal contada, uma frase começando com “dizem que...”. E pronto. Foi assim que uma vida inteira virou rodapé.

E não é falta de amor, não. É excesso de tempo mesmo. O tempo vai empilhando gerações como quem guarda caixa em cima de caixa no fundo do armário. Uma hora ninguém mais abre. E lá dentro ficam risadas que ninguém mais escuta, medos que ninguém mais entende, sonhos que ninguém mais sabe que existiram. Tudo guardado, tudo esquecido, tudo tão humano.

Aí me vem essa ideia de imortalidade através de filho, e eu fico meio assim, meio rindo, meio pensativa. Porque não é sobre permanecer no mundo, é sobre ter feito sentido enquanto esteve aqui. Não adianta querer eco eterno se a própria voz nunca foi ouvida de verdade nem por si mesma. Não adianta deixar descendência se a existência foi vazia de presença.

No fim, a gente não fica. O que fica é um gesto, um jeito, uma frase repetida sem saber de onde veio. Fica um costume, um traço no rosto de alguém, uma mania de rir em hora errada. A gente vira detalhe. E talvez isso seja até mais bonito do que virar monumento. Monumento ninguém toca. Detalhe vive sem pedir licença.

Então talvez o segredo não seja tentar não ser esquecida. Talvez seja viver de um jeito que, mesmo esquecida, tenha valido cada segundo. Porque a verdade, meio sem glamour nenhum, é essa: o esquecimento não é o contrário da importância. É só o destino comum de quem passou por aqui.

E eu, sinceramente, acho libertador. Dá um alívio danado saber que não preciso carregar o peso de ser eterna. Já basta ser inteira enquanto dura.

•Está no fundo do poço machuca por você pensar quê não haverá mais saída. Você pensa em ter dinheiro, casa, fama, poder...
•Mas está no topo lá no Alto pode machucar ainda mais.
•Você descobre que dinheiro não compra paz. Está cercado por pessoas não te garante amizade verdadeira.
•E quando você chegar lá no alto você vai se perguntar caramba é só isso?


Obs: O fundo do poço passa, o topo também passa.
Mas Deus não.

“Pense bem. Não. Pense no que você pensa.”

Às vezes você pensa em dizer algo, mas não diz. E por mais de uma vez você pensa em dizer..., mas não diz. E o tempo passa, e a oportunidade se vai — e às vezes, para sempre.

Uma pessoa estúpida pensa tolamente, age imprudentemente, anda cegamente, fala irrefletidamente, come selvagemente, age como demente e pensa que é inteligente.