Peito Apertado
Também tenho vergonha, mas não importa...
não importa se meu peito cresceu e se todos estão vendo
Quem haveria de valher a pena todas as palavras engasgadas? e qual seria a pena pro auto-assassinato
de se matar com as palavras não-ditas? Acredito que você apenas esteja inventando um romance, então lembre-se que
tudo nesse mundo é invenção. A própria palavra é invenção. E tudo ao nosso redor depende do nosso olhar. Se você olhar pra esse amor inventado
com um pesar de quem sofre e se auto-mutila por uma não-correspondência, vai te dar dor nas costas e aperto no coração.
De outro lado, você pode enxergar apenas como uma diversão, um jogo... uma conquista. Fala qualquer besteira e ri... ria como quem sabe que tudo é passageiro
e se não for do jeito que você espera, inventa outra coisa. Inventa que não queria mesmo, que no mundo existem bilhões de pessoas
e bilhões de amores que você pode inventar. E lembra, no fim de tudo, de todos os amores pelos quais voce sofreu e as vergonhas que vc já passou
e que a vida é feita disso mesmo.
A-mar
Amar é aconchego
É aperto no peito
Amar é sinceridade
é aquela saudade que arde,e não tem mais jeito
Amar é amar
é querer gritar!
é deixar Transbordar o amor que não cabe mais no peito
Amar é querer
É quem sabe até sofrer
Por um amor desconsertado
Amar é sonhar
é acreditar que ainda existe amor verdadeiro...
Amar é viver
É quem sabe até enlouquecer
mais é tbm crescer junto do seu bem querer.
Abri portas há tempos trancadas. Deixei que o peito apertasse e as palavras me fugissem da boca. Derrubei muralhas concretas e flui como água de rio corrente. Baixei a guarda, corri o risco e, antes da batalha começar, perdi. Não há como lutar. O inimigo tem armas maiores, melhores, longínquas... Deixei-me sangrar sem revidar. Um escudo me protegeria. De quem se o inimigo mora em mim? O gostar é assim... vulnerável.
Quem preserva uma árvore
No peito só tem bondade;
Quer o bem dos passarinhos,
Saúde e felicidade!
Não permite que a corte,
Não contribui para a morte,
Só pro bem da humanidade!
PLENITUDE
Absoluto é o silêncio
o tempo está dormente
no peito pulsa tranquilo
um coração contente
o sol repousa no horizonte
a lua espera sua vez
a paz paira no ar
tudo está em seu lugar
a pressa esqueceu de chegar
e o relógio…
não quer mais trabalhar.
Que eu seja uma flor,
A mais pura,a mais bela,
O sorriso que te contagia;
Um peito cheio de amor
A sua amizade sincera.
Quantos dias faltam?
Para o sangue pulsar;
O ar em meu peito faltar;
Minhas mãos trêmulas, suar...
Quantos dias faltam?
Pouco importa, esse dia há de chegar;
As lágrimas secarão;
Quando depararme com a imensidão;
D'estes olhos da cor do mar;
Quantos dias faltam?
Até lá, vez ou outra, num de repente distraído;
Sua imagem e seu cheiro se fará presente;
E meu juizo é quase consumido;
Quantos dias faltam?
Pouco importa, esse é meu instinto;
Fechar os olhos e te ver num dia lindo;
Quando a contagem cessar e esse dia chegar;
Segurando sua mão, ao seu lado por todos os dias quero estar.
Quando volto pra voce, me sinto como se fosse a chuva voltando ao sertão,com o peito retumbando carregado de emoção.
Escrevia pra comover as pessoas
E afinal o que me comovia
O que me doía o peito?
Olhar aquele teu online no WhatsApp
Era pior que um tiro no peito
Liberte-se menina, rasgue a pele e o peito e liberte-se de tal maneira que regozije-se a alma, pois nada é tão excitante quanto a vontade de livre voar.
TUDO LONGE (fado)
Tudo longe, tudo vazio, tudo sem encanto
do teu canto, teu olhar, no peito no entanto
que se põe a suspirar... as tuas lembranças!
Que são lágrimas em rodopios e em danças
na minha saudade. Você está ausente!
Só o cheiro dos teus beijos nos lábios presente
Insistente: - num poema, num verso, num canto
uivando o acalanto, tanto, me jogando num canto
Nem o teu calor, o teu amor, aqui posso tocar
Você está longe... como nostálgico não ficar?
Ai está dor, este pranto, este manto, ai...ai... ai...
não me deixes tão distante, solidão... vai... vai...
A dor do amor sozinho, é tristura grande
que invade a alma, de quem é amante
Tudo tão longe, tão grande, tão emudecido
aqui neste gemido em sofrido alarido...
Me ponho ao vento por ti clamar:
- como é bom poder te amar!
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
23 de agosto de 2019
cerrado goiano
Sinto o peito apertar.
O ar falta aos pulmões e
é difícil respirar.
As lágrimas insistem
em molhar o travesseiro.
Sinto a boca secar e
há um mar de mágoas
que eu ainda preciso
mastigar...
depois engolir.
O nó da garganta
é que não deixa.
O sabor amargo
das desilusões
tem me enjoado.
Peraí...
Acho que vou
vomitar
Minhas mãos são pesadas demais para os meus braços, e minha tristeza ultrapassar meu peito. Como dói ser eu em alguns instantes.
Amar é deixar inundar o deserto, é ir de peito aberto em busca do que seduz. Amar é deixar fluir, é explodir em luz. É mirar o alvo.
Amar é correr o risco de ser salvo.
A mentira vinda de pessoas nas
quais tanto confiávamos,
é como lança no peito,
nos fere, causa dor e tristeza!
“Minha boca chama pela tua, minhas mãos por teu corpo, meu peito por teu rosto reclinado a disposição de terno carinho.
Os momentos que passo contigo, quero te servir por abrigo; descansa menina meiga e cheirosa.”
Amor meu amor minha vida meu amor minha linda e perfeita namorada, meu peito sufocará nas palavras se eu não declarar todo o amor que sinto por você.Apenas quando me perdi no seu olhar eu descobri quem sou. Apenas sentindo o seu suave toque eu entendi o significado de viver. Eu te amo! Do seu lado tudo faz sentido, e longe de você apenas existe o vazio.
DESEJO
O silêncio que brada, desnorteado
No cerrado, que a chorar me vejo,
O peito na dor que sofre, separado
Do outrora, na saudade me protejo.
Não me basta saber do passado,
Se, se amei ou fui amado; desejo
Mais que afeto simples e sagrado,
Quero olhar, laço e um doce beijo.
Ao coração que tolera, só ousadia
Não me acanha: pois maior baixeza
Não há que paixão sem ter o calor;
É a justa ambição que eleva a poesia
Ser poeta sempre e, na sua pureza,
Deixar seus versos cheios de amor.
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
20 de setembro, 2018
Cerrado goiano
Olavobilaquiando
