Pedro Bandeira - Identidade
E assim, em meio à ausência de escolhas, vivemos o paradoxo: ser humano é abraçar a dor e a beleza de um roteiro não escrito por nós, é lutar por um sentido na inescapável impotência de sermos apenas o que não escolhemos ser.
Cada segundo que deixamos escorrer pelos dedos é uma página que jamais será escrita novamente.
Estamos vivendo ou apenas esperando pelo amanhã?
A percepção do tempo se faz eterna na distância
e milésimos na proximidade,
no mesmo instante do estar.
A distância obedece a um paradoxo
que sucumbe à percepção da proximidade.
A presença nasce justamente
onde o estar não existe,
carregando a sensação de sentir
aquilo que não se vê.
O despertar pela manhã
é o toque suave da luz sobre um corpo que repousa,
enquanto a escuridão da imensidão interna,
guardada pelo fechar dos olhos,
é rompida ao abrir.
Quando pessoas importantes partem, levam parte de nós que só existiam com eles. Esse é o fundamento da existência!
Envelhecer não é ganhar controle, é descobrir que nunca tivemos. A vida nos lança no mundo sem inicio claro, sem garantias, sem respostas definidas. Somos moldados por crenças, costumes e moralidades que nos julgam antes mesmo de nos permitirem ser quem somos. Buscamos perfeição, poder, reconhecimento, mas nada disso traz sentido sólido. No fim, percebemos, a vida passa como um vento e o verdadeiro conflito está entre o que somos e o que o mundo nos permite ser.
Ano novo não é só mais um ano. É terreno fértil pra planos que ficaram guardados, projetos que pediam coragem, decisões que só você pode tomar. Acredite no processo. Confie no caminho. Siga em movimento. Faça acontecer.
Acreditar que estamos no controle é, muitas vezes, uma pedido silencioso de proteção. A ideia de que basta decidir evita encarar o tempo, o esforço e o risco de falhar. Quando a confiança em si vacila, cria-se a ilusão do controle. A virada não começa na força, mas no reconhecimento. Segue no perdão próprio. E se sustenta na coragem de permanecer. Não é sobre controlar a vida. É sobre sustentar o processo. Em que parte do processo você está tentando controlar?
Ás vezes, a vida pede que a gente desmonte quem foi, pra reencontrar quem ainda pode ser.Velhas versões morrem.Outras nascem no silêncio. Seguimos, mesmo sem saber como, mesmo sem saber escolher.
Porque viver é isso, cair, levantar, reinventar, e continuar acreditando.
No fim, aquele brilho antigo nunca se apagou. Ele só espera ser lembrado.
O sol nasce, o vento sopra, a água corre, mas é dentro que a vida pulsa... ou se cala. Quem deixa de viver, ainda que ande, já caminha com a morte. O mundo gira, indiferente. Parar é ceder. E às vezes, morrer é só não ter escolhido viver.
Sou vento que não se prende, alma que não se cala. O agora é meu templo e o Espírito que move o Universo respira em mim.
Admita o que sua alma realmente precisa e tenha coragem de viver isso agora, porque quanto mais o tempo te faz sábio, mais ele te aproxima do fim.
A vida é breve, o tempo escapa, os sonhos iludem, as decepções ensinam, mesmo assim, seguimos! Humanos frágeis, intensos e cheios de querer.
A vida é um sopro entre dois mistérios: nascer sem pedir, morrer sem querer, e no meio disso, o tempo nos escapa sem aviso.
Não há escolhas ao nascer, nem como partiremos. Entre o início e o fim, somos reféns do tempo, tentando dar sentido ao que nunca esteve em nossas mãos.
O tempo voa, mas o grande feito não é apenas voar, é saber quem pilota. A vida passa rápido, e perder oportunidades é deixar o destino nas mãos do acaso.
Quais as regras da vida?
Mudança, finitude, causa e efeito, interdependência?
Quais as garantias que temos? Nenhuma!
A única certeza que temos é a incerteza do tempo!
Nossos limites são apenas reflexos das barreiras que criamos. O Reino de Deus está dentro de nós assim como tudo que o impede!
Somos senhores do dentro, jamais do fora; o mundo escapa, mas o íntimo é moldável caos.
Seja você o protagonista!
