Pedro Bandeira - Identidade
Canção do vento e da minha vida
O vento varria as folhas,
O vento varria os frutos,
O vento varria as flores...
E a minha vida ficava
Cada vez mais cheia
De frutos, de flores, de folhas.
O vento varria as luzes,
O vento varria as músicas,
O vento varria os aromas...
E a minha vida ficava
Cada vez mais cheia
De aromas, de estrelas, de cânticos.
O vento varria os sonhos,
E varria as amizades...
O vento varria as mulheres.
E a minha vida ficava
Cada vez mais cheia
De afetos e de mulheres.
O vento varria os meses
E varria os teus sorrisos...
O vento varria tudo!
E a minha vida ficava
Cada vez mais cheia
De tudo.
Nada como se deliciar com um café
a beira de uma janela ou varanda
Degustar os sabores da vida,
Recheados com uma nova esperança...
Deixa o teu corpo entender-se com outro corpo.
Porque os corpos se entendem, mas as almas não.
Não é RAIVA meu bem,é decepcionada por ter descoberto que és tão falsa,por ter visto que aproveitastes do meu ponto fraco,que para ti eu falei,e me atingistes. Ass Iêda Bandeira
A vida inteira que podia ter sido e que não foi.
Noite estrelada
São teus olhos em meus olhos.
Brilho no olhar: são estrelas a dançar
Sob a música de cálidas brumas
Sopro suave, ar quente que foge de teus lábios
Entregas, sem pudor, o que sentes por mim
Inebriante desassossego
São teus lábios em meus lábios
Bebe da fonte etérea do meu ser
O que, por hora encontra-se em partes,
Anseia completamente ser completo
Duas pessoas
Um sonho
Duas vidas
Um encontro
Duas almas
Há tempos separadas
Pelo curso de um rio chamado Destino
Um amor antigo?
Um amor futuro?
Atemporal? Impossível? Especial?
Seja o que for que o caminho lhes reserva
Aguardam...
Um encontro em fim
Talvez apenas um breve instante sem fim.
Consoada
Quando a Indesejada das gentes chegar
(Não sei se dura ou caroável),
talvez eu tenha medo.
Talvez sorria, ou diga:
— Alô, iniludível!
O meu dia foi bom, pode a noite descer.
(A noite com os seus sortilégios.)
Encontrará lavrado o campo, a casa limpa,
A mesa posta,
Com cada coisa em seu lugar.
Eu faço versos como quem chora...
Eu faço versos como quem morre.
Ele: O que te faz feliz?
Ela: Me faz feliz saber que você existe, mesmo não sendo meu, saber que voç ta bem, ouvir a tua voz, ver seu sorriso, ver seus olhos a me olhar. isso são pequenos atos que me fazem feliz.
Um claro sonho
vagou noite adentro
Sua presença, doce companhia,
deixou marcas de perfume
em minha memória
eternizou toques de veludo
em minhas mãos
suavizou sedas de lençóis
em minha pele.
Entre cada sim,
perderam-se todos os nãos.
E o que ficou de mais belo
foi um infinito sussurro,
pleno amor ecoando
entre os vãos
de nossas almas.
Marcia Bandeira
Noite Morta
Noite morta.
Junto ao poste de iluminação
Os sapos engolem mosquitos.
Ninguém passa na estrada.
Nem um bêbado.
No entanto há seguramente por ela uma procissão de sombras.
Sombras de todos os que passaram.
Os que ainda vivem e os que já morreram.
O córrego chora.
A voz da noite...
(Não desta noite, mas de outra maior.)
Hoje eu vou de los hermanos
Porque a fé me abandonou e eu sou condicional
Sou meio velha e meio moça, procurando sempre uma flor, um outro alguém, um último romance...
Hoje eu vou de Los hermanos e deixa estar pois ninguém é mais sentimental que eu. Mesmo que isso não me torne um cara estranho hoje eu vou de Los hermanos!
Vou me vestir de pierrot pra cantar mais uma canção, vou deixar o verão pra mais tarde, fazer uma nova descoberta e me despir de todo esse azedume
Vou ver além do que se vê e não vou me arrepender por isso pois faltam menos de onze dias pra eu voltar pra casa e hoje, quem sabe, alto aqui do sétimo andar, já não me sentirei mais tão sozinho, hoje eu encontro um par, pois veja bem, meu bem eu serei um vencendor!
Pois é, adeus você que fica e lê que eu vou farrear, a morena aqui, à palo seco, hoje vai de Los hermanos!"
Os anjos não compreendem os homens.
