Pedir um Tempo
MUNDO DIGITAL
O tempo
Parou...
Meteoros criam
Estrelas
Iluminando
Esse Universo
Perdido...
Ninguém se abraça
Tudo é infinito
Conexão estática
No hoje de agora...
Mundo intangível lá fora
Lu Lena/2026
O PRIVILÉGIO DO TEMPO
(Onde o fim se curva para encontrar o início)
Nunca diga que a velhice é uma envergadura de sua alma. Lembre-se de que, quando nasceste, estavas em posição fetal, e isso por si só já é umprivilégio, pois estás voltando ao estado de origem e conseguindo cumprir tua missão. Seja grato pela vida!
Lu Lena / 2026
A PERGUNTA DO TEMPO
Janeiro durou um ano, mas agora os dias parecem ter só 12 horas.
📖 A Bíblia diz em Mateus 24:22 que os dias seriam abreviados por causa dos escolhidos. Profecia ou apenas a vida moderna sendo caótica?
O que vocês acham? ⏳🤔
Lu Lena / 2026
UM MUNDO INTANGÍVEL
(No tempo que a alma teima em processar)
Meu desejo é o espelho do que aguento ser. A vida não me limita; ela apenas me protege de carregar um mundo que ainda não cabe nas minhas mãos. Às vezes até alcanço, mas ele desliza, em fração de segundos.
Lu Lena / 2026
POSIÇÃO FETAL
(Onde o tempo para e a mágoa seca)
Às vezes, lavo todas as minhas mágoas
e sentimentos mal resolvidos no líquido amniótico;
torço-os com toda a força onde fui segregada
pelo útero materno,
estendo-os no cordão umbilical e,
enquanto não secam,
fico dormindo na posição fetal.
Lu Lena / 2026
CASTELO DE SONHOS
(O despertar do tempo)
A menina, até hoje,
brinca com sua boneca de pano.
Com seu sorriso indulgente,
desabrocha no jardim da vida
pétalas em flor...
Em seu castelo pueril,
observa agora, atentamente,
suas mãos enrugadas
e as marcas de expressão
no rosto que ficou...
Mas ela continua sonhando,
convicta, que o tempo não parou.
Lu Lena / 2026
JANELA DO TEMPO
(A brevidade dos ciclos)
Olho para trás e tenho certeza de que tudo passa; nada é para sempre. O dia pode ter sol, chuva ou ser nublado; são apenas dias que nascem e morrem, em constante metamorfose — ora casulos, ora borboletas. Simplesmente observo, calada, na janela do tempo.
Lu Lena / 2026
O ECO DO VILAREJO
(Fragmentos de um tempo de Outrora)
E a flor se abriu em rosa ao longe, muito longe, ao som do realejo. Anjos do vento trouxeram-me os sonhos que deixei em tempos de outrora naquele vilarejo. Desperto e o que vejo, apenas o rastro do que foi, uma memória que flutua na fresta da janela: que são as pétalas encurvadas dançando com o vento.
Lu Lena / 2026
O CRONÔMETRO DA ALMA
(Quando os dias se perdem no fôlego do tempo)
Os dias estão passando tão rápido que a sensação é de que se transformaram em horas curtas; amanhã serão minutos, depois segundos e, por fim, um suspiro no ar.
Lu Lena / 2026
CONTROVÉRSIA DA LUCIDEZ
(À deriva no tempo)
Estamos lúcidos quanto à vida que nos foi destinada, mas a aceitação da mesma perdeu-se de tal forma que, às vezes, não sabemos o caminho de volta. Ficamos estagnados no tempo, como se lançássemos a âncora em alto-mar, sem saber em que solo ela irá prender.
Lu Lena / 2026
A ARQUITETURA DO TEMPO
(Encontrando-se no silêncio do agora)
Nem sempre o que não deu certo antes é o fim da linha. Muitas vezes, é a culpa do passado que dita nossa perspectiva de vida e alimenta a ansiedade de hoje. O antes e o depois estão mais conectados do que imaginamos, pois essa incerteza é o que nos torna vulneráveis na expectativa do amanhã.
Vivemos habituados ao isolamento da ausência de ontem e nos acostumamos com nossa própria presença, que se reconhece no silêncio do agora.
Lu Lena | 2026
O PESO DO SUSPIRO
(Na esperança do amanhã)
Houve um tempo em que o peito vivia apertado como pedra. Qualquer decepção virava eco; qualquer injustiça era um tambor batendo forte no meu coração. Eu queria que o mundo ouvisse a minha indignação, que o outro entendesse a minha dor na mesma voltagem em que eu a sentia.
Eram os meus gritos abafados — aqueles que a gente engole no jantar, que guarda sob o travesseiro, quando as lágrimas se misturam com a água do chuveiro ou com a chuva lá fora. É nesse instante que o silêncio grita, a voz trava nas cordas vocais... e o que resta é apenas um suspiro profundo, que faz a alma levitar e sair da matéria.
Mas o tempo trouxe consigo uma espécie de cansaço vago e silencioso; as cordas vocais da alma parecem agora preferir o repouso. A gente percebe que gritar, mesmo que para dentro, ainda gasta uma energia flutuante que o corpo agora pede para outras coisas: para o café da manhã sem pressa, para o livro que finalmente faz sentido, para o olhar que compreende sem precisar de legenda.
Com o envelhecer, a maturidade nos ensina que o que antes era um vulcão contido vira brisa. Os silêncios deixam de ser prisões e passam a ser refúgios. Não é que a dor sumiu; é apenas que a urgência de ser compreendida foi substituída pela paz de se compreender e de se aceitar.
Hoje, quando algo aperta o coração, eu não busco mais o grito. Eu busco o fôlego. Quero apenas que aquele nó na garganta se desfaça em um suspiro longo, que saia pelos lábios e se misture ao vento. Porque o suspiro não exige resposta, não pede plateia e não carrega o peso da explicação. Ele é, simplesmente, a alma fazendo as pazes com o que não posso mais mudar, apenas aceitar.
O suspiro é o som da liberdade de quem já não precisa mais provar nada a ninguém — nem a si mesmo. Pois o que a gente mais quer é que nossos gritos abafados, em nossos silêncios, apenas suspirem.
Lu Lena / 2026
Diante da imensidão do tempo e do universo, nossa existência é apenas um breve instante, um sopro entre o nascer e o partir. Somos passageiros, frágeis e pequenos, e tudo aquilo que hoje parece tão urgente um dia se dissolverá no silêncio do tempo. Essa constatação não diminui o valor da vida; ao contrário, revela sua preciosidade. Se somos tão breves, então cada gesto de amor, cada palavra de bondade e cada momento compartilhado tornam-se profundamente significativos. No fim, percebemos que não somos donos de nada, nem mesmo do tempo que nos é concedido. Somos apenas uma pequena centelha que, por um instante, ilumina o mundo antes de retornar à eternidade.
“O tempo dedicado ao aprendizado de alguém jamais é perdido; transforma-se em legado silencioso.” - Leonardo Azevedo.
Se me pedisse um conselho, te diria: “Não importa quanto tempo você esteja vivendo ou tenha vivido com alguém… cuidado com a verdadeira face dessa pessoa.”
Num mundo cada vez mais dissimulado, amparado e estimulado pela tecnologia; num tempo em que a verdade perde credibilidade, os fatos se transformam em pressupostos e achismos, e o sentimento é banalizado pela propriedade; o amor a si mesmo e ao próximo permanece como a última barreira, cidadela ou trincheira de defesa. Não se esqueça: ele é o seu fato.
1 - “O livro um dia será vencido pelo tempo e deixará de existir, mas os seus ensinamentos ficarão para sempre”
Livro Reflexões
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