Pe Fabio de Melo os que te Amam
E daí que ele ama ele, ela ama ela, eles se amam e se comem, e daí? Hoje não quero mais explicações, em vez de buscar uma resposta. Transe. No final o que vale é o prazer.
Os Amantes
Amaram-se como amam dois amantes
Da felicidade beberam toda a taça
Todo o vinho, todo o cio... de graça
Amaram-se como amam dois amantes
Somente pele e boca e mamilos e mãos
Em cada grito, greta, gole... mãos
Amaram-se como amam dois amantes
Sem palavras, sem pressa, sem “não”
Sujaram-se e fundiram-se no chão
Dois amantes não fazem escolhas
São como o tempo passando
Ou uma brisa espalhando as folhas
Nascem e renascem se amando
Quando a gente coloca o pé no chão e sente a terra tremer, é sinal de que a vida está nos chacoalhando, nos dando sinais de que é hora de acordar!A realidade requer que a gente aprenda a andar na corda bamba...Não é uma questão de habilidade, é uma questão de sobrevivência!
Não encontramos a paz no amor que as pessoas podem sentir por nós, mas no amor que podemos sentir pelas pessoas.
Olhos Espelhos
Olhos tristes, olhos vivos.
Cansados de ver e sonhar
Pela luz se esvaindo
Em pensamentos e esperanças,
Indo e vindo.
Olhos tristes, olhos doentes,
Olhos do coração.
Batendo.
A princípio, normal.
Com o tempo, acelerado.
Sonhando, morrendo.
Por causa da luz que está se esvaindo
em pensamentos, em sentimentos,
Indo e vindo.
Olhos tristes, olhos sonhadores.
Sonham felizes, planejam futuros,
fazem juras de amor.
Quem dera fossem eternos esses olhos,
Ao menos nestes momentos,
Para que não houvesse tristeza ou dor.
Pobre poeta, que assim como os olhos,
É vivo, esperançoso, sonhador.
É cansado, doente, triste.
Por quê? Perguntam.
Vive com prazer.
Tem esperança na vida.
Sonha com casa, filhos, coisa e tal...
Agora cansa e adoece por estar triste,
Triste de amor.
Mas o amor não é só alegria?
Deveria!
Olhos tristes, olhos tristes.
Pelo amor perdido,
O coração partido,
Por não ter mais você.
Quero hoje me livrar da escravidão da hipocrisia...quero ser forte para permanecer de pé...vou deixar de fora as pedras...pra me proteger dos fracos...as toras deixarei dentro de mim...pra aquecer o entendimento daqueles que me escultam...minha personalidade humana...não toca todos os corações...eu amo com intensidade e sem egoísmo...quero que minha voz...voe como polaridade no espaço infinito...quero tocar o seu coração...se livre das convenções culturais...sinto você a ponto de sentir sua carne...sinta minhas mãos que lhe afagam...sou vibração que transmuta...a tornar sua alma profundamente leal.
(...) heróica nas suas dores, sofrendo-as ao mesmo tempo com a tristeza do animal e a grandeza da pessoa.
DROGAS
Diversão
Ridicula para
Otarios que
Gostam de sofrer
Amarguras
Sozinho
Pense nisso não vale a pena.
O amorticida
Sem forças ele tenta seguir pela a avenida. Ameça levantar o pé esquerdo e quando levanta, nem imagina ele que atrás dele tudo para, mal percebe que adiante tudo também para. Para-se o transito, o ruído dos motores, os ciclistas também param. Para-se o beijo mais apaixonado, do mais novo casal da cidade. No meio da cidade, no meio da praça, no meio da gente ele passa e no meio tempo do seu passo cambaleante que mais lembra um bêbado sem graça, tudo que está por perto, todo ser que o avista de longe, tudo para. Quase se ouve ao fundo alguma melodia triste, mas misteriosamente, na metade do primeiro compasso, toda vontade de canção passa. Concluindo o movimento quase falso e totalmente inseguro do seu passo, o mundo tenta mais um giro, alguém ensaia um discurso, outro alguém bate palmas, copiosamente toda cidade, de forma discreta enxuga ao menos uma lágrima. Tudo volta ao normal e a banda fúnebre da cidade ensaia mais uma canção bonita. Amanhã de tarde, mais um homem, com aquele mesmo nome de sempre, com aquela mesma cara, quase morrerá de amor.
A gente se acostuma a andar de carro importado, acostuma a andar a pé, andar de ônibus, a gente se acostuma com barulhos, com calmaria, a gente se adapta a tudo.
Mas isso é perigoso, porque tem gente que se acostuma a viver com a dor, com a tristeza e com pessoas que nada acrescenta, só diminui.
Tem que vigiar essa coisa de costume,ele se acomoda na alma depois fica dificil de mandar embora.
Eu te daria Mil beijos agora se fosse possível, e falaria apenas 3 palavras ao pé do teu ouvido (Eu te amo)
Como a primavera eu desejo desabrochar cada dia uma nova flor, e depois morrer completa, perdendo pétala por pétala.
E engraçado muito engraçado mesmo, amiga pra cá e amiga pra lá, declarações e mais declarações, e pelas costas mostram a língua e ainda se rastejam, eu achava que só vaca que tinha aprendido a falar, ai vem as cobras e me mostram que é a fauna inteira que ta aprendendo, pelo jeito a evolução está mais presente do que nunca trazendo "felicidade" a todos. E me mostrando que a cada dia pode se confiar menos em pessoas.
Demorei-me ao pé dos túmulos, sob o céu suave, fiquei a contemplar as mariposas que voejavam sobre a urze e as campainhas, a escutar o vento macio que soprava por entre a relva e a cismar se era possível a alguém imaginar um sono agitado sob aquela terra tranquila.
Vou inventando,
até que meu pretérito imperfeito,
se torne pretérito perfeito,
porque mais-que-perfeito é impossível,
e no momento se encontra indefinido.
Mas é possível sonhar além,
o futuro do pretérito se tornou composto,
e por mais simples que pareça,
não expressa só o fato ocorrido,
mas faz imaginar o futuro interrompido.
Esse processo de desapego, dói, muito, principalmente quando você percebe que tudo o que você e a pessoa viveram juntos não significou, nada, para o outro que seguiu a vida como quem segue viagem e em algum momento troca de ônibus. É, o desapego, dói.
Sabe aquele momento em que você percebe que uma pessoa olha fixadamente para seu pé mas com o pensamento longe? Pois é, estranho isso mas todo mundo faz.
Nesta selva aberta
Não sei por que continuo de pé
Este buti que calço, a cada passo, mais me aperta
Eu só não perco a fé
Estes eucaliptos que me rodeia
Parecem sentir o que sinto
Mais um em minha volta caiu de cara na areia
E para meu corpo cansado eu minto
Pois ele me fala que esta na hora de deitar
Mas eu não o deixo descansar
Pergunto-me em que lugar do mundo meu amor deve estar
Será que esta logo à frente esperando eu passar?
Será que se eu cair e no chão ficar
Minha farda verde-oliva completamente ira me camuflar?
Mas a onde depois a minha honra ira parar?
Acho que de tamanho desgosto meu coração vai se afogar
E meu fuzil me puxa para frente
Minha mochila é o que me equilibra
Meus passos são inconscientes
E com isto é que minha honra se calibra
Agarro-me ao meu demônio para ter forças pra puxar canções
Dava risada de meus companheiros mais desesperados
Mas com minha voz mantém vibrante alguns corações
E assim para meus companheiros, fingia não estar acabado
O perfume dos eucaliptos, é o que me faz perceber que ainda estou vivo
Pois ao sentir aquele adorável aroma melhor do que de muitas flores
E desta singela forma sinto um raso alivio
Pois me da vontade de viver na minha vida alguns amores
Escuto ao longe a ordem de “auto-guardado”, vinda de nosso comandante
Aproveitarei pra cavar minha trincheira deitado
Disfarçando a minha dor destes infantes
Até parece que morrer será um alivio para este estado
Mas este país precisa de minha fé onipotente
Mas sinceramente também não sei por que defende-lo
Se o governo nem liga para minha existência
Mas mostrarei que me Deus é maior
E sufocarei os de má fé com minha persistência
Talvez quem sucumbiu-se ao cansaço
São bem melhores que eu
Pois não defenderão quem os faz de palhaço
Aquele maldito governo que sempre deixa de cumprir o que prometeu
