Pe Fabio de Melo os que te Amam
Anunciei com paciência tantas vezes.
A surdez sentimental não te possibilitou entender os meus apelos.
Agora...o tempo remenda com retalhos o nosso enredo.
Pontos... fim começado.
As demandas desatendidas são aquelas que pela insensibilidade da alma não pudemos perceber.
Por isso, pela insensatez do momento, muitas coisas acontecem e não são registradas.
Se o amor não for capaz de suplantar estes registros que tantas tristezas originam... é melhor repensarmos, pois ele - o amor -, talvez, não seja em nós.
É pena que a grande maioria vive em função de si mesmos...talvez, por isso, tantos desencontros.
Enfim, quem não sabe olhar para fora do seu pequeno mundo não consegue ver o mundo aqui fora.
Não pode existir prorrogação para as decepções.
A repetição dos fatos ocorrem sob a nossa permissão.
Talvez a hora anuncia o ponto essencial para o reinício de nova vida.
Precisamos adequar as nossas vontades às nessidades da evolução espiritual. Ninguém encomenda alegria e, tampouco, a felicidade.
Elas nascem do resultado das nossas ações.
Não abuse da farta alegria... se ela se exaurir e passar a ser a falta do sorriso...talvez não terá o mesmo tempo para suportar a alteração do ciclo do luxo(?) para o lixo(?).
Não são os elefantes que nos metem medo, pois eles são visíveis e quem não consegue percebê-los são cegos de olhos abertos.
Observemos as formiguinhas, pois são os detalhes que nos aniquilam.
As dores podem ser amenizadas, mas só existirá alívio para elas quando a alma não gritar os ais de uma vida ida.
Não é preciso agitar o mundo para tentar demonstrar a importância que a falta de gestos do seu dia não conseguiu registrar.
Quando queremos viver bem e doarmos carinho precisamos entender e conciliar as demandas da pessoa amada com a nossa disposição de provocar o sorriso.
Não enfeite o agora com o agouro do abraço.
Acene apenas... mas não inexista os meus versos que se declaram te amando.
Não há sentido cruzar a linha do impossível com a tristeza no coração.
A conquista, qualquer que seja, deve vir acompanhada da sutileza da alegria.
Qualquer coisa pode ser nada, mas qualquer nada será uma coisa.
Prefiro o nada quando me oferecem qualquer coisa inútil.
