Pe Fabio de Melo Amar
Ana banana foi criada com todo amor e carinho e cuidados. Já moça feita, os filhos nunca crescem, a mãe dela tirava todas as espinhas do peixe e botava num pratinho pra ela não não se engasgar, milho também tirava os caroços pra ela não se esforçar, own...
Um dia ela ia entrar na C&A e o ônibus molhou ela da água da chuva empossada. Ana banana ligou pra mãe e pediu que a socorresse, super mãe levou prontamente roupas limpinhas pra ela num táxi pra que ela terminasse as comprinhas.
Uma vez ela contou também quando foi ao quintal viu a mãe no chão a tempos caida e gritando pedido ajuda enquanto Ana Banana e o pai assistiam televisão e os dois caíram na gargalhada, acharam muito engraçado. Outra vez, deu, merecidamente, como faz toda filha de presente no dia das mães, um celular, mas, quando a mãe ligava pra ela, irritada, desligava insistentemente na cara da mãe, até ela aprender a ligar direito, pois havia ensinado na noite anterior. Outra vez a mãe levou no trabalho pra ela lanchar a tarde uma Tupperware cheia de pedacinhos de bolo devidamente cortados, quando a mãe saiu, ela deu tudo pra gente e disse que não gostava. Ana banana criada com todo amor e carinho.
E tem aquele parente que trabalhava numa casa de ração, em que um dia entrou uma cliente solicitando remédio pra dar ao rato. A turma aqui tem mania de chamar veneno de remédio, indistintamente, aí ele prontamente deu 1.080, chumbinho, algo assim. Aconteceu que daqui a pouco ela voltou aos planos acusando-o.: "O senhor matou meu rato!" Oxi! Entendeu nada. Chamou ela pra, inconsolável, sentar num canto e se explicar afinal o que ela tava querendo. Aconteceu pra surpresa dele, depois da devida confusão, digo, explicação, que o tal rato era na realidade um hamster e ela queria realmente uma vítima, um remédio pro bichinho doente. Pobrezinho...
Agora no ônibus que estou viajando, a caminho do trabalho, um crente com máscara modelo colar, pregando, espalhando corona vírus, em vez de dar bom dia, falando em desgraceiras em plena manha de segunda-feira, condenando ricos, como se ele também não quisesse ficar, gregos, bebos e troianos, relatatou certa feita que tava num hospital onde se encontrava um doente terminal foram pregar pra ele pedindo pra se converter e ele nada, e eles então insistindo, antes que morresse. Numa última tentativa ele já dando o suspiro final, tentaram outra coisa, disseram que se ele piscasse os olhos séria um sinal afinal, um aceito, uma hora ele piscou, óbvio, todos! Essa historia que nao se converter pelo amor sera pela dor, ha controvérsias, no meu entender, pelo amor ou convicção, opção, decisão, concordo, mas, pela dor ta desesperado, com medo de morrer, aí ficam mansos, procuram até uma igreja pra se converter pra ficar livre das mazelas físicas e espirituais, mas, logo que melhoram voltam atrás, ou seja nao era autentico. Jesus disse: "Nenhuma ovelha que meu pai me confiou se perderá", irá todo mundo, dá a entender. Igual um amigo, também crente, pregando no trabalho pra um popular, enquanto o atendia, dizendo que o céu era uma maravilha... Aí o cidadão só olhando calado, ate que uma hora perguntou, quando ele calou: Se no céu tinha galo da madrugada, o homem da meia noite, a mulher do dia, e ele disse que não, claro, quem já viu?! Oxi! Tem coisa melhor. Então o pagão perguntou: O que? Coisa melhor, tem nem comparação! Diga pra eu comparar? Bem... Sei nao, mas, tem. Então quero morrer agora não, adoro carnaval, era o céu dele. Um pardre inclusive uma vez comentou, comparando, não lembro se Dom Helder, uma faca, disse, que corta o alimento no preparo do almoço, corta o pão no jantar, se um mesmo morador dessa casa num momento de fúria se valer da mesma e matar o vizinho a culpa é da faca?
Sabendo agora da recuperação de Vanusa voltando a respirar sem aparelhos e lembrando que dias atrás a filha se despedindo lembrei de uma colega hipocondriaca cujo pai tinha uma doença prostática só não sabia, "a dúvida é o preço da pureza". Um dia um chefe do setor disse pela manhã: - O pai de fulana... Morreu?! Não, tá bem mal, hospitalizado. Essa doença é fogo! Ela tirou uma licença do trabalho para acompanhar. Um mês depois quando a licença acabou voltou com o olhar perdido, aspecto depressivo. A gerente entrou na sala e perguntou pelo pai dela, ela disse que continuava na mesma. Já tava até vendo a esposa, mãe dela, no céu se abrindo chamando-o. A gerente comentou, ir, é um aviso, tem jeito não. Pois é... comentou. Que horror! Quanta negatividade! Comprei a vida, digo, briga do velho, passei a orar por ele diariamente. Só sei que os dias foram passando o velho resistindo, e passando e nada do que parecia certo, suprendentemente ia até apresentando ligeira melhora. Comentei com outra colega: Olha! Ela disse: É a melhora da morte! Minha nossa! E ele foi melhorando, melhorando, melhorando até receber alta. Sabem o que era, era uma virose que devido a idade avançada, sistema imunológico não é mais o mesmo, mas, ainda funciona. - 05.1.2020
Caso tenha jeito, use uma vírgula...
Caso não tenha muito jeito, mas vale a pena tentar, use um ponto e vírgula...
Caso não tenha jeito de fato, use um ponto final...
E no caso do ponto final, pule a linha e escreva um novo parágrafo.
Se contar até dez, respirar fundo e dar um tempo não foram suficientes, lamento, mas nada mais a fazer.
Num mundo onde seres humanos caminham como uma boiada cansada em uma tarde triste de domingo, prefiro observar absorver tudo ao meu redor, não pra copiar mas porque viver no "modo avião" só aparelho eletrônico!
Faça coisas novas!
Oferecer ao nosso cérebro uma experiência além do que ele está acostumado a fazer o força a criar soluções novas para resultados que desejamos ter.
De uns tempos pra cá passou-se a se chamar favela de comunidade. Só que o fato de mudar de nome não mudou de fato! Aliás, comunidade continua um título preconceituoso. Outros cantos de chamar bairro: Bairro de Boa Viagem, bairro da Madalena, Bairro do Espinheiro, ou simplesmente só pelo nome da localidade direto sem o substantivo: Dois Unidos, Dois Irmãos, Casa Amarela... Mas agora é comodidade, é Comunidade da ilha do rato, Comunidade do Entra a Pulso, etc... O nome disso é dourar a pílula.
O que é o amor?
O amor é algo que se sente não e algo que se vê, é difícil de explicar, difícil de entender. O amor é algo complicado, pois com um simples olhar, podes ficar apaixonado como te pode deixar atordoado ou deixar-te o coração despedaçado
Dona Lia morava numa área pobre, mais precisamente numa favela, aqui no Recife, ai todo mês tínhamos a ideia, na sala que trabalhava, de fazer uma vaquinha e pedir pra dona Lia cozinhar pra gente algo diferente todo final de mês pra variar, almoçar. Pirão, feijoada, dobradinha, mão-de-vaca e assim vai, essas comidas da pesada e substanciosa. Ai uma vez, Vera, uma das colegas foi levar os ingredientes pela manhã para preparar, o prato diferente daquele mês e voltou comentando que dona Lia parecia uma doida, pois ao se aproximar da casa dela, viu-a dançando sozinha ouvindo o rádio de pilha. Mas era próprio de dona Lia essa alegria sem porque, frequentadora assinou-a, inclusive, todo ano, do Festival de Seresta realizado em nossa capital no Marco Zero, não perdia um, voltava tarde da noite no primeiro bacurau e também gostava de carnaval. Dona lia não tinha carro na garagem, era pobre, morava numa casa simples na Ilha de Joaneiro, área de conhecida e extrema periculosidade, bocada, demonstrava ser feliz, vivia de bem com a vida, apesar, gozava de uma felicidade nada racional, convencional, um fogo, um fôlego de vida, era rica de espírito. - Fábio Murilo.
Uma vez vi uma senhora cujo filho ao compra um doce no vendedor que ia passando, ao voltar, constatou junto com ele que que o troco estava incompleto, mandou ele voltar e cobrar do cidadão. Ele foi sozinho. Vá lá, ela disse, diga que o troco está incompleto. O menino tinha uns dez anos. Ela ficou só olhado e esperando que o filho descascasse o abacaxi, achei o máximo aquilo.
Num outro caso o filhinho caiu, a empregada correu para socorre-lo, a mãe gritou: - Não! Ele chorando e a mãe dizendo: - Levante! Você consegue!
aos poucos ele foi levatando... Ai só assim, em pé, ela permitiu que a empregada pegasse nele. Ainda disse - Não quero filho dependente!
