Pe Fabio de Melo Amar
Casa Velha em Ruínas
Da distância que estávamos, só era possível distinguir entre o verde pedaços soltos de telhas já amarelas que pareciam flutuar sobre a vegetação que cercara a casa.
Com dificuldade tentamos nos aproximar mais alguns metros, mas as plantas daninhas que ali moravam pareciam ter vida própria e uma vontade de aprisionar com seus galhos e folhas tudo que se aproximasse delas.
Tentamos a foice. E a luta foi lenta e árdua, o verde resistindo aos golpes que cortavem sua vida, mas conseguimos.
Não havia mais porta: apenas uma placa de madeira inclinada na parede onde estava telhado o nome daquele engenho. Quase não havia parede, só tijolos que ainda sobreviviam mas que, como o resto, cedo virariam pó.
A escuridão nos impedia de continuar. Tivemos de quebar as telhas que ainda estavam penduradas no alto, para que fosse possível a entrada da luz do sol que não brilharia por mais tempo.
No chão de madeira as ervas já começavam a surgir. Não havia móveis ou qualquer objeto que indicasse que havido gente morando naquela casa no passado.
Nem animais. Só o verde, intruso e vitorioso.
Em um dos quartos encontramos livros jogados no chão, uma cadeira, uma mesa e um copo de vidro quebrado. E também um retrato torto, pendurado na parede torta, cheirando a mofo e a pó, a unica indicação do passado naquela casa.
O resto era ruínas que, por contradição, não lembravam o passado e sim a decadência atual.
Começou a escurecer e tivemos de voltar.
E o verde, silencioso, seguiu em sua marcha lenta, para cima e para os lados, até fazer o velho engenho morto submergir de vez.
Muito bem. Agora sou um homem sem comida, com dois dedos a menos na mão e um a menos no pé do que tinha quando nasci; sou um pistoleiro com balas que não podem disparar; estou passando mal por causa da mordida de um monstro e não tenho medicamentos; tenho água para um dia com sorte; posso conseguir andar talvez uns vinte quilômetros se puser em ação minhas últimas forças. Sou, em suma, um homem à beira de qualquer coisa.
Urge preveni-los do muito que se poderia fazer, com apoio no saber científico, e do descalabro e pequenez do que se está fazendo
Como eu queria agora ir para a sua casa, deitar na sua cama, ouvir a sua voz, esquentar meu pé na sua batata da perna.
Com o OO de espanto, seus RR guturais, seu hirto H, HORROR é uma palavra de cabelos em pé, assustada da própria significação.
A impaciência enorme (ficar de pé junto da planta para vê-la crescer e não se vê nada) não é em relação à coisa propriamente dita, mas à paciência monstruosa que se tem (a planta cresce de noite). Como se dissesse: “não suporto um minuto mais ser tão paciente”, “essa paciência do relojoeiro me enerva”, etc.: é uma impaciente paciência.
Conheci a pintora Myie Tamaki durante um seminário sobre Energia Feminina, em Kawaguciko, Japão.
Perguntei qual a sua religião.
“Não tenho mais religião”, ela respondeu.
Notando, a minha surpresa, explicou:
“Fui educada para ser budista. Os monges me ensinaram que o caminho espiritual é uma constante renúncia. Temos que superar nossa inveja, nosso ódio, nossas angústias de fé, nossos desejos. Consegui me livrar de tudo isto, até que um dia meu coração ficou vazio. Os pecados tinham ido embora, e minha natureza humana também. No início fiquei contente, mas percebi que já não compartilhava das alegrias e paixões das pessoas à minha volta. Foi então que larguei a religião. Hoje tenho meus conflitos, meus momentos de raiva e de desespero, mas sei que estou de novo perto dos homens, e, consequentemente, perto de Deus”.
Só às vezes piso com os dois pés na terra do presente: em geral um pé resvala para o passado, outro pé resvala para o futuro. E fico sem nada.
Vocês esperam uma intervenção divina, mas não sabem que o tempo agora está contra vocês. Vocês se perdem no meio de tanto medo de não conseguir dinheiro pra comprar sem se vender. Vocês são vermes, pensam que são reis.
Sobre o amor
Fácil de acontecer, difícil é descrever.
Amar é sentir sem querer, é querer sem perceber.
Fulgaz ou duradouro, não importa o tempo, o que vale é o sentimento.
Que o eterno seja pra sempre, mesmo que seja breve.
Sobre o amor é tudo que não sei, daquilo que já sei.
Amar a vida é...
É ter paixão por coisas simples.
É aceitar o mundo exterior e tê-lo como fonte de inspiração.
É saber reconquistar, pois a conquista é algo muito fácil.
É ter uma visão de mundo e absorver coisas boas.
É ter um grande amor, uma grande paixão, uma grande amizade.
É estar de bem com a vida.
É poder amar e viver bons momentos.
O amor em si
O amor em si já diz tudo, faz a vida acontecer.
Enquanto saudade é a essência do sentimento.
Faz da arte de amar uma grande virtude.
Constrói o perdão, e através da janela da alma revela bons pensamentos.
Comanda os passos da vida, que de tão envolventes deixam o nosso caminho mais prazeroso e confortável.
É a satisfação de estarmos felizes e assim podermos agradecer a Deus por tudo.
Românticos!
Somos os mais cobiçados e os mais corajosos, pois só covardes têm medo de amar! Sou decidido e quando percebo, já estou envolvido, me entregando aos ruídos que faço ao beijar! O perfume do teu suor, teu toque em meu corpo me fazem viajar nos meus mais loucos pensamentos, lindos momentos que me ponho a imaginar! Me pergunto sem entender como alguém na face desse mundo tem medo de amar? Um sentimento verdadeiro, prazeroso e "inteiro" que não deixa nada a desejar! Quase uma arte, o amor pinta quadros na vida da gente e nos faz lembrar...como é bom ser amado e ser responsável pela felicidade daquele que ao meu lado está!
