Pe Fabio de Melo Amar
A lua reinava nos céus e eu reinava na escuridão da floresta. Minhas risadas ecoavam pela floresta como um trovão. No começo eram gargalhadas incontroláveis, então sua intensidade foi reduzindo até finalmente se tornarem apenas um sorriso. Não sei quanto tempo passou até o silêncio se instalar na floresta. Quando tudo se aquietou, pude ouvir os batimentos acelerados do meu coração, o silêncio gritava na mata sem fim, o vento dançava sobre as folhas e cantava uma canção melancólica, senti um desconforto, uma sensação de medo. Olhei para o lado, lá jazia o corpo de uma moribunda, a garota branca como papel, de rosto fino e traços suaves me encarava, seus olhos petrificados e sem vida, eram como a sentença de um juiz. Sentei num pulo, pude jurar que os olhos dela se mexeram.
— Munyke Melo, no livro "Asfixia: A história de um assassino." ( Lançamento em breve.)
CAPÍTULO 1, PARTE 1
Qual a sensação de sentir-se vivo? Li outro dia que o coração acelera, o estômago embrulha, dá uma vontade de vomitar, eu acho, a pele fica sensível e arrepia, os olhos enchem d'água. Apesar de parecer algo terrível dito assim, juram que é uma sensação libertadora, e é disso que eu precisava, me libertar. Me libertar dos demônios que se escondiam embaixo das minhas unhas como a pele de um assassino o qual colocou suas mãos em volta do meu pescoço, lutei pela minha vida, em vão, ele me olhava nos olhos e se sentia Deus, com os joelhos ao lado da minha cintura. De repente, tudo foi ficando meio embaçado, de repente não doía mais, de repente o fim. Não, meus demônios não são a pele embaixo das unhas, são o próprio assassino de olhar frio e assombroso, sentindo-se Deus sobre minha vida. Tanto faz, nunca fui bom em analogias e quando reflito, me perco em meio às partes mais sombrias de mim mesmo.
Engraçado como os momentos em que nos sentimos mais vivos, geralmente antecedem a nossa morte, é como se a vida toda fosse um "quase" e a morte fosse o finalmente.
— Munyke Melo, no livro "Asfixia: A historia de um assassino" ( Lançamento em breve. )
A excessiva vaidade mata o que há de mais belo na alma, "a simplicidade" que é a essência de um ser humano bem resolvido.
Sigo apaixonada pelas mãos calejadas da esperança, em tempos, que o sossego ronca diante da estrada de anseio e do silêncio opositor.
O AMOR DOS PRETÉRITOS
Eu amo
Eu amava
Eu amei
Eu amara
Eu amarei
Eu amaria, No futuro do pretérito do indicativo...
...e eu vou amar para toda a eternidade,
Até que o amor me leve ao lugar da estrada de gelo, da passagem de sorvete de creme, da sala feliz, do espelho que eu consigo ver os meus pés em meio à caminhada, e por fim, ou talvez o começo, à volta, à volta ao ser que suscita os meus sentimentos mais reluzente...
E eu, o amo.
Quando me bater a trsiteza e eu perceber que já não tenho sonhos e que ninguém mais está a minha volta, que a vida perdeu o sentido, e que não tenho mais vc..eu vou parar escultar meu disco de Engenheiros e me lembrar de nois como se fosse amanhan..parado sempre olhando para o mesmo lado como uma estatua de sal, imaginando que somos feitos um pro outro e feitos pra duarar, mais hoje os ventos correm entre os dedos da nossa mão e não devolvem o tempo perdido em vão, mais se depender de min eu vou até o fim porque muito prazer meu nome é ótario vindo de outros tempos mais sempre no horário e cada vez mais raro e seja o que for..mais que seja por AMOR as causas perdida e saber que pode ser pra sempre, mesmo que no momento não seja mais..mesmo que eu tenha certeza eu vou voltar atrás, e nem que eu te chame pra passear depóis do tiroteio, ou pra dançar no cemitério de altomóveis, com isso tudo eu vivo não esperando de vc mais do que euducação e beijos sem paixão, porque somos apenas bons AMIGOS, mesmo tendo seus mesmos defeitos e saber tudo ao seu respeito, ainda sim apenas bons amigos numa SELVA que acima de tudo no meio de tudo só VOCÊ.
Na "Veneza brasileira" reflete um fascínio de luzes e cores.
Capibaribe
Entre pontes e palafitas, passa por multidões, o rio das conquistas e de grandes emoções, quem conhece, não esquece, vale apena ver de novo.
Capibaribe dos corações.
Gleidson Melo
