Pe Fabio de Melo Amar
"" As vezes um pequeno grão de areia no sapato, machuca tanto que compromete o pé inteiro, mas depois de tirado o grão de areia e o pé recuperado, pode-se voltar a caminhar normalmente... E ainda ver que o grão era insignificante... Ou não...""
“” E se
De repente
O inesperado acontecer
E se
Alguém houver
Para receber
Pra que
Pensar negativo
Positivo ser...
what if
For you
For me...””
"" O que você quer
Quem sabe um cafuné
Uma massagem no pé
Ou beijo na boca
Fala logo, senão faço tudo e mais um pouco
e você sabe, seu amor me deixa louco
e não me custa te incomodar com tanta paixão...""
"" Outro dia conversei com uma alface
e ela me disse:
não me coma.
sou um ser vivo
pensei,
pena que você não é uma manga...""
Sempre achei que a magnitude do ser humano estaria em sua condição de mestre, hoje aplaudo em pé aqueles que de fato buscam na vida o aprender...
"" Poesia e igual amor. “Sempre parece que a última é a melhor, a mais bonita, até você perceber que nada se mantém eternamente...”
Não quero sua beleza simplesmente
Desejo-a
E que venha perfumada, colorida
Assim será mais que perfeita
Não quero apenas sua mão me acenando
Quero-a me esperando de volta
Impaciente e atrevida.
Não posso somente ouvir nossa canção
Quero vivê-la, dança-la.
Curti-la sempre
Não posso de ti ter o mínimo
Pois menino sou e quero o máximo
Nem menos nem mais
Quero ser que de repente e pra sempre
O corpo quente
Que ao teu lado vai ficar
Nasceu um pé de não sei quê, na minha horta
agora não sei o que faço
não sei se é mato e mato
ou se rego para ele crescer e fortalecer um dia
algum prato...
" Podemos sublinhar as delicias da vida, colher frutas maduras no pé, podemos contemplar o mar e adoçar os sentidos com o
mel da vida. Viver é um plano do criador, então vivamos plenamente, todos os dias, até o fim....
" Tinha tanto para ser feliz,
só não sabia da simplicidade da felicidade,
custou caro,
perdeu o riso...
Não basta estarmos bem informados, precisamos apurar o senso crítico para assimilarmos o que for pertinente para o nosso crescimento.
Amo o nome que meus pais me deram. Mas reconheço que ao ser chamada por "Janiara" pelas pessoas que considero mais íntimas, estabeleço o código da relação formal de que o outro deseja afastamento e desta forma correspondo.
Ao contrário, sendo chamada por "Jani", parece que a chave é virada e minha reação é de maior receptividade e aproximação.
"De valor singular"
Pedra preciosa és tu
Quem com alegria inaugura
minhas manhãs
Pedra preciosa tu és
Quem não me deixa sentir ao revés.
Vem com a energia
Com a que inicia o dia
Trazendo a raridade infinita
Desde a sua tenra idade
Com exuberante beleza
Exibe a sua maestreza
Que não se deixa perder
A sua dureza é fortaleza
Da mais valiosa pureza
Refletindo um brilho sem igual
E me fazes esquecer que sou
mortal
Não preciso lapidar
Porque teu valor é singular
E nada quero perder
Pra toda sua luz receber
Se pode parecer egoísmo
É na verdade altruísmo
De quem sabe ser recíproco
Este caro amor que não troco
Quem quiser ter o teu que lute
E que esta Plenitude desfrute
Porque o presente que tu ganhas
não se dá
Não se troca ou compartilha
Se tem um valor singular
esta preciosidade que não sei
nomear
Poema publicado no e-book "Fragmentos de Inspiração: versos e poesias"
Tudo em mim, é um projeto inacabado.
Só peço ao artífice, ao escultor sem gosto que talhou o meu perfil de vida, que me restitua os meus lindos olhos de menino, na estatueta imperfeita que me quis oferecer, mas que eu, orgulhosamente, rejeitei.
POR FAVOR
Ó Deus, dito Senhor do Mundo.
De joelhos, de pé ou deitado
Na enxerga do meu pecado,
Eu te peço:
Senta um bocadinho
Neste meu velho banquinho
Onde repouso e me afundo.
Não vens?
Ah, dizes que já cá estavas
E mandavas
Antes de tudo!
Senhor, eu fico mudo!
Parabéns!
Um deus, é um Deus,
Senhor dos poderes seus.
Eu,
Sou eu,
Pobre pecador,
Que se ergue a voz
Sem-pudor,
Vem logo um algoz
Um alguém
Desde a sombra do além,
Castrador.
Por favor:
Tem dó de mim, Senhor.
(Carlos De Castro, in Há um Livro Por Escrever, em 12-10-2022)
CRUEL DESTINO
Pedem-me amor
E eu não sei o que isso é;
Porque nunca o tive ao pé
De mim.
Assim,
Não sei se ele é dor
Ou prazer do início ao fim.
Pedem-me poemas
E eu não sei o que isso é;
Porque, malditas as minhas penas:
Poemas, será gente de fé?
Não quero nada,
Porque nada sei dar
Desde menino,
A não ser meu cruel destino
De querer amar
No já,
A quem nada me dá.
(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 08-11-2022)
E L E
Era ele, de canastro robusto,
Sempre o foi, mas de cintura fina,
Calçava no pé, com perna de menina,
Quarenta a quarenta e um de justo.
Isto, é história dos anos de fusto:
Forte, baixote e de rosto sisudo,
Cantando e declamando poetas de rudo,
Mas moço bom de ímpeto augusto.
Poeta, por favores e epítetos tais,
Em recriações de fugidios tempos,
Tornados tormentos de amores reais.
Pouco desfrutou ele de galais eventos
Com luzes malignas, de cores fatais:
Por ser amante do escuro dos mortais.
(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 08-01-2023)
RISOS
Riam-se em doidice de tão loucos,
Em despregadas e reles bandeiras,
Com dentes podres pelas asneiras,
Os tais grotescos eunucos taroucos.
Eram desafinados e afinal tão roucos,
Mal orquestrados, uma pobreza, enfim,
Que mal eu os ouvi a rirem de mim,
Disse comigo: Façamos ouvidos moucos.
Eram seres de peçonha tinha maligna,
Doença que não poupa corpo nem alma
E só ataca multidões de gente indigna.
Um poeta, nunca morre sem a palma,
Nem se deixa matar por algum estigma,
Ele morre por si só, na mais serena calma.
(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 20-06-2023)
