Pe Fabio de Melo Amar
O homem "pensa" que sabe a realidade que o cerca,talvez o saiba....pois seu cerco tem sido cada vez mais fechado e as grades da globalização uma prisão sem fronteiras.
A Democracia é amplamente ridicularizada pela Psicotronia e controles cibernéticos mundiais,e ninguém percebe que as leis que surgem numa falsa defesa a violência contra mulheres,crianças e vulneráveis,não resolvem,mas escondem o preponderante imperialismo mundial.
A questão de não se ter saída está saindo do rol de ditos proverbiais e frases feitas e caminhando para uma realidade de rol intempestivo e desesperante.
Arte é arte fora do "achismo do bonito",é necessário a experiência pessoal com a arte na qual a beleza sofre definições individuais.
Não há cansaço maior que a tentativa das pessoas em fraudar compromissos de verdadeira amizade e afetividade.
Pessoas vencedoras não são aquelas que nunca falham,
São aquelas que apesar de todos os erros nunca desistem...
Encontrei no teu olhar segurança
no teu sorriso esperança
no teu abraço aconchego
Tudo mudou depois de te encontrar
os meus sorrisos estão mais cheios de alegria
os meus abraços mais cheios de carinho e calor
os meus olhares mais cheios de amor
E eles se tornaram todos teus.
A excelência na liderança será alcançada quando, no futuro, os liderados servirem de inspiração para o seu líder.
FAVELÁRIO NACIONAL
Quem sou eu para te cantar, favela,
Que cantas em mim e para ninguém
a noite inteira de sexta-feira
e a noite inteira de sábado
E nos desconheces, como igualmente não te conhecemos?
Sei apenas do teu mau cheiro:
Baixou em mim na viração,
direto, rápido, telegrama nasal
anunciando morte... melhor, tua vida.
...
Aqui só vive gente, bicho nenhum
tem essa coragem.
...
Tenho medo. Medo de ti, sem te conhecer,
Medo só de te sentir, encravada
Favela, erisipela, mal-do-monte
Na coxa flava do Rio de Janeiro.
Medo: não de tua lâmina nem de teu revólver
nem de tua manha nem de teu olhar.
Medo de que sintas como sou culpado
e culpados somos de pouca ou nenhuma irmandade.
Custa ser irmão,
custa abandonar nossos privilégios
e traçar a planta
da justa igualdade.
Somos desiguais
e queremos ser
sempre desiguais.
E queremos ser
bonzinhos benévolos
comedidamente
sociologicamente
mui bem comportados.
Mas, favela, ciao,
que este nosso papo
está ficando tão desagradável.
vês que perdi o tom e a empáfia do começo?
...
Carlos Drummond de Andrade (1902-1987)
