Pe Fabio de Melo Amar

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Retribua a bondade com oração: ore por aqueles que, de maneira simples, tornaram seu dia melhor — pelo motorista que parou para você atravessar, pela atendente que foi gentil e prestativa, pelo funcionário que foi colaborativo e flexível, por quem segurou a porta para você entrar em um prédio ou loja, por quem ajudou a recolher algo que você deixou cair, por aqueles que cederam o lugar no transporte público, por quem auxiliou com sacolas pesadas ou objetos difíceis de carregar, e pelo desconhecido que lhe ajudou de alguma forma. Às vezes nos esquecemos dessas pessoas, mas seja grato: mesmo que não as conheça e nunca as encontre novamente, peça a Deus que as abençoe e recompense por sua gentileza.

O que tem raiz não precisa de aplauso
para continuar de pé.

⁠Não demore para perceber
que você não vai encontrar duas vezes na vida a mesma pessoa, nem toda pessoa é substituível, nem toda pessoa é descartável. Valorize e tome muito cuidado com quem você machuca.

Quem perde tempo discutindo o pé de apoio esquece a regra básica do movimento: para ir longe, a vida exige os dois.

Quem perdeu tudo na vida perdeu o que precisava ser arrancado, não o que merecia permanecer. Há perdas que não são castigo, são encerramento. O que cai quando tudo desmorona nunca esteve firme o bastante para seguir adiante.
Não existe repetição para certas quedas. A vida não desperdiça lições oferecendo o mesmo abismo duas vezes. Quando tudo se vai, não é para testar força, é para definir limites. Depois do fundo, não há outro fundo igual — há apenas a escolha de subir ou continuar vivendo de restos.
Nem todos os caminhos se cruzam novamente. Pessoas, oportunidades, versões de nós mesmos ficam para trás porque cumpriram seu papel. Insistir no retorno é negar o aprendizado. Quem entende a perda deixa de implorar pelo passado e passa a construir com o que sobrou de verdade: consciência, silêncio eó maturidade.
Perder tudo não é o fim. É o ponto exato onde a ilusão morre e a verdade começa.

Há momentos em que tudo parece frio e difícil.
Ainda assim, permanecer de pé é coragem.
Insistir também é fé.

O diabo não é o responsável pelos nossos pecados. Culpá-lo por nossas falhas e principalmente pela nossa incapacidade de ouvir a voz do Espírito Santo é não assumir a responsabilidade dos atos, para dizer o mínimo. A ele podemos atribuir a interferência, a insistência e capacidade de conhecer as nossas fraquezas, onde estão nossas maiores dores e aí sim, contribuir insistentemente para que falhe a nossa comunicação com o Espírito Santo e que cometamos o pecado.

Como você se vê?
derrotado no chão ou de pé lutando?


A forma como você se enxerga, ditará como será seu futuro.

Todo ato de amor, toda sensação de dor, todo momento de êxtase ou desespero, é a consciência percebendo a si mesma sob diferentes ângulos, diferentes intensidades, diferentes histórias, e você se engana pensando que está separado dessas experiências, mas na verdade você é elas e elas são você, porque tudo o que acontece existe apenas dentro do seu infinito interior.

Quem afrouxa as mãos, e do seu trabalho, arreda o pé, não próspera e tem pouca fé.

Se for pedir sabedoria a Deus... peça pouca, porque tambem sinônimo de problema, se pedir muita, às vezes Deus não dá, não porque ele é mal, mais porque você não suportaria os sofrimentos que vem junto.

⁠O homem é produto de seus próprios pensamentos, convertidos em atos de realidade, passados pela peneira de sua própria consciência.

Ainda bem que existe um Deus que cuida da gente, e mesmo quando erramos, Ele nos ensina que o seu perdão e o seu amor , sempre serão as maiores lições que um cristão deve honrar...

O valor da vida somos nós que calculamos, por isso existem grandes olofotes sem nenhum sentido e pequenas estradas muito valiosas.

O corpo de Bombeiros se move diante dos perigos e das altas chamas; o corpo de Cristo, diante dos pecadores.

O LOBISOMEM DE TAMANDARÉ

Pé na areia, coração disparado,
Passo apressado, olhar assustado,
Dizem que o uivo corta a escuridão,
É o lobisomem solto na escuridão.

Trova antiga que o povo repete,
Entre um gole e outro de aguardente:
“Se ouviu uivar, não fique a olhar,
Corre pra casa, vai te pegar!”

Metade homem, metade fera,
Maldição antiga que nunca espera,
Quando a lua cheia vem clarear,
Em Tamandaré ele sai pra caçar.

Mas há quem diga, rindo baixinho,
Que o medo é maior que o próprio caminho,
Pois o monstro vive mais no falar
Do que nos passos que vão te pegar.

Ainda assim, se a noite chamar,
E o arrepio subir sem avisar,
Reza, corre e não olha pra trás…
Vai que o lobisomem corre mais!

Quando a lua sobe mansa no mar,
Tamandaré começa a se escutar.
Não é só uivo, não é só temor,
É a alma chamando quem se esqueceu do amor.

O lobisomem não corre na rua,
Ele desperta quando cresce a lua.
Mora no fundo do peito humano,
No instinto antigo, no medo arcano.

“Vai me pegar”, diz a mente em aflição,
Mas quem persegue é a própria emoção.
É a sombra pedindo para ser vista,
Não como fera, mas como conquista.

Metade luz, metade escuridão,
Somos todos essa divisão.
Homem e bicho num mesmo olhar,
Aprendendo quando é hora de uivar.

Se você foge, ele cresce em poder,
Se você encara, começa a se dissolver.
Pois o lobisomem, ao se revelar,
Quer apenas ensinar a integrar.

E quando a lua enfim se deitar,
Você entende sem precisar falar:
Não era ele que vinha te pegar,
Era você chamando pra se libertar

Sandro Paschoal Nogueira

Pelas palavras o homem sonha
Pelas palavras é possível alcançar
Pelas palavras se deixa pra lá
Pelas palavras se chora
Pelas palavras alguém encontra.
Pelas palavras volta-se a sorrir
Pelas palavras lembramos
Pelas palavras não julgo
Pelas palavras vou a tantos lugares
Pelas palavras fui lembrado
Pelas palavras formou opinião
Pelas palavras se pegou na passado
Pelas palavras chegou ao destino
Pelas palavras levou a mais
Pelas palavras não voltou a trás
Pelas palavras pensou bem
Pelas palavras foi necessário
Pelas palavras matou a charada
Pelas palavras entregou tudo
Pelas palavras fossou a barra
Pelas palavras tá bem quisto
Pelas palavras precisa desabafar
Pelas palavras esperava mais
Pelas palavras comprou a ideia
Pelas palavras não vai
Pelas palavras está tranquilo
Pelas palavras prestou atenção
Pelas palavras olhou...
Pelas palavras se ouve o que a boca cala

Para trazer uma palavra para um poema
é preciso conhecer bem o sabor dela;
ela é o pé de alguém na situação...

Alguns dizem que o fruto não cai longe do pé.
Mas a semente voa.

Vai com o vento,
vai no bico dos pássaros,
vai rolando sem saber exatamente onde vai parar.

Às vezes encontra um chão bom.
Outras vezes, não.
E está tudo certo.

Quando encontra, nasce.
Vira broto, depois árvore.
Dá flor, dá fruto.
E o ciclo segue, quietinho, fazendo o que sabe fazer.

A vida é assim.
Simples.
Delicada.
Tentativa.

Nem toda chuva ajuda.
Tem chuva que cuida.
Tem chuva que leva embora.

Nem todo vento espalha.
Tem vento que só passa.
Tem vento que machuca.

Talvez a gente não precise ser grande demais.
Nem forte demais.
Nem certo demais.

Talvez baste ser um pouco mais suave.
Um pouco mais atento.
Um pouco mais presente.

Ser como a chuva boa.
Que molha sem machucar.
Como o vento leve.
Que passa e deixa espaço.

E deixar a vida fazer o resto.

Aqui


No pé da serra eu construí o meu barraco
Fugi da correria,
Da selva
De concreto e cimento armado,
De valores forjados,
Onde animais indomados se corroem,
Se autodestroem
E morrem aos poucos.


No pé da serra eu vou viver em harmonia
Vou ver brotar a luz do dia,
Sem cortina de fumaça,
Sem medo de arruaça,
Sem essa de internacionalizar.


Aqui o viver é bem melhor,
Os animais se respeitam,
Não respeitam horários
Nem têm regras para seguir.


Aqui tem cheiro de mato,
Flor no regato,
Tem lírio e colibri.
Aqui tem vida, sim.
A língua falada é o viver,
Viver melhor,
Viver melhor.


Aqui não tem televisão,
Nem globalização,
Morte no asfalto,
Mãos para o alto,
“Isso é um assalto”,
Dá-me o teu dinheiro e a tua roupa,
És um prisioneiro nessa vida louca,
Na selva,
De concreto e cimento armado,
De valores forjados,
Vive condenado a vegetar.


Marcos Decliê