Pátria epígrafes
ENCONTRO
Considerava-me um deserdado da sorte!
Por que tinha eu de correr atrás
da minha própria sorte?
pondo-se ela cada vez mais distante,
cada vez mais inalcançável.
Um dia, não por cansaço,
nem por desengano,
- pura determinação simples -
parei e fiquei a contemplar paisagens.
Pois não é que a minha sorte estava
sentada
junto a mim.
Sem arrogância ia dizendo-lhe:
- não quero mais nada!
Calei supresso:
EU TENHO TUDO!
Brasília, 2-3-93
O FUTURO
Sempre fiz um esforço tremendo
para desvendar o meu futuro.
Ciganas leram minhas mãos.
Cartomantes deitaram cartas.
Espíritas fizeram sessões.
Pais-de-santo jogaram búzios.
Astrólogos traçaram mapas.
Disseram coisas inacreditáveis
sobre o presente, o passado e o futuro.
Alguma coisa, porém, de mistério
ficava a ser desvendada.
Uma simples sinusite
levara-me ao hospital
e aí sim, eu vi o meu futuro,
estampado de modo insofismável,
na radiografia da minha face.
(Brasília, 4.3.93)
TESSITURA PARA VIOLA
-Ida-
Resgataste-me ao sol do anonimato
Em PRISMAL tessitura de bondade
Gerando amor e medo com este ato:
Inseguro tateio a claridade
No caminho tão longo que te assiste
Alumiar a certeza e a verdade.
Ir é o gesto exato que resiste
Germinando ao tempo no meu ser,
Embora quede, às vezes, quase triste!
Levanta-o a voz mais alta do saber
-Volta-
Levanta-o a voz mais alta do saber
Enquanto a ternura debruçada
Geme a triste certeza de não ser
Incluída também por esta alçada
Antes confiada somente a seu impulso
Na missão desta gente estraçalhada.
Imbuir-se, porém, de outro recurso
Gritando a gesta voz exatamente
É o primeiro passo nesse percurso,
Reapontado, por ti, tão claramente.
(Recife, 10 e 29/07/79)
A SOBREVIVÊNCIA - MANGUE
- Recife -
POEMA I
E a ponte esvai-se pelo rio
trêmula navegante nula;
nas suas cáries residimos
logicamente crustáceos.
Bípedes arquitetando sombras,
planos rostos refletidos: nunca,
no aquático espelho dos sobrados
sustém o eco dos sentidos desusados
que mordem das impegadas mãos o tato.
Incerta lama convivida:
alma lama reanscida ao sol.
Anfíbio (caranguejos, siris, meninos)
o peito ereto, as mãos para cima,
trazem as bandeiras de medalhas-lama.
Do céu ganhou a armação
em ossos; um nato esquife.
E o recheio, que lhe desse o rio.
Lá na Ponte Giratória, por mais que gire:
ossos que vivem a sobreviver de ossos!
(Publicado na antologia Presença Poética do Recife, de Edilberto Coutinho, Arquimedes Edições, SP, 1969 e 2ª edição, UFPE, 1977.)
Soldado Desconhecido.
Sou um soldado, um soldado desconhecido, sem uniforme ou coisa do tipo.
Estou cercado pelo medo e pelas sombras do mal.
Apenas a morte pode me livrar do sagrado dever.
Mesmo nós dias vermelhos de sangue.
Nas noites frias e negras com dor e desespero.
Sobre as capitais, levantarei a nossa bandeira.
E nela estará escrita:
“Ordem é progresso!”
Não nasci como um escravo vira-lata.
Para derramar meu sangue por terras alienígenas
Meu sonho é que meu povo viva livre para sempre
O que mais desejo é morrer pelo meu povo em batalha
De todas as direções, dezenas de obstáculos
Um triste destino foi emposto em meu caminho
Inimigos, traidores, nem mesmo as prisões
Serão capazes de me parar.
Minhas lágrimas sob minha bandeira
Meu sangue de criança inocente
Me ajudem a levantar a parede
Pois devemos reerguer a estrutura de nossa pátria
Como gostaria que chegasse o dia em que o ZÉ CARIOCA não fosse mais do que um personagem fictício a nos divertir, e que em nada nos identifiquemos mais com ele, e nem o mundo faça a ligação dele conosco.
O ativismo exagerado conduz inexoravelmente um modelo preestabelecido numa atrofia sem limites e sem tamanho. É preciso romper validades, obstar invasões, afastar usurpações e agressões de Instituições que se intitulam de salvadores da Pária, palatinos da Ética, do Direito, modelos de honra, sendo certo afirmar que atualmente não existe nenhuma Instituição totalmente consolidada no Brasil, todas sofrem do mal do desvio e da exuberância do gasto público, todas ou a grande maioria querem assumir o papel de Santidade numa sociedade quebrada, defeituosa, egoísta e mal acostumada, arriscando a soltar a parêmia popular segundo a qual a primeira regra para se viver bem no meio social é calçar as sandálias da humildade, vestir as indumentárias da sensatez, tudo isso para usufruir-se da paz social, do conforto da realidade, isso para não indagar sobre aquela pergunta chave, que se faz mister questionar, em que mundo você vive?
Buscamos Deus nos templos, mas somos incapazes de encontrar o Criador ao tomar um café com a família.
"Adormecidos na própria ignorância, não conhecem a verdadeira história, fazem dos seus devaneios um canto fabuloso que ecoa pela servidão do seu inconsciente."
Altruísmo e igualdade, todo governo tem que lutar a favor, para o bem do seu povo, isso nunca significou colocar incompetentes para governar uma nação;
O Brasil é um país povoado de imigrantes, quer sejam Alemães, Italianos, Portugueses, Holandeses, Palestinos, Coreanos,... Ou, como no presente momento, Haitianos. Somos uma nação de muitos povos.
As pátrias fazem grandes homens, quando já estão definitivamente constituídas.
Pelotão 01/85: Quarenta Anos de Glória
Canta, ó guerreiros, a história heroica e imortal,
Do Pelotão 01/85, baluarte triunfal,
Quarenta anos de luta e bravura,
Onde a honra caminha firme e segura.
Em Teófilo Otoni, terras de Minas Gerais,
Formaram heróis anônimos, porém reais.
Superação, resiliência e galhardia,
Denodo que à vitória sempre se guia.
A disciplina os moldou aguerridos,
Espelho de ética, jamais esquecidos.
Lealdade forjada em aço e suor,
Seriedade e valores, seu maior dossel de cor.
Obstinados, marcham com altivez,
Heróis que a glória jamais desfez.
Exemplo de nobreza e determinação,
Pilares eternos desta nação.
Com amor à Pátria e atitude honrada,
São paradigmas de força jamais quebrada.
Sua eficiência brilha com esplendor,
Guiados sempre pelo mais puro valor.
Cumplicidade une seus bravos corações,
Em cada vitória, em todas as missões.
Imortais na história, guardiões da verdade,
Pelotão 01/85: símbolo de lealdade.
Quando você entender a diferença entre o ideal e o real, você estará pronto para servir à sua Pátria.
Brasil, Terra Abençoada
Moro em um lugar de imensa perfeição,
Chamado Brasil, terra sem comparação.
Tem praias deslumbrantes, florestas encantadas,
E uma culinária que dá gosto de provar.
Ó terra abençoada, de paz e amor,
Brasil querido, de imenso valor.
Mas o maior tesouro não é ouro nem prata,
É o povo brasileiro, isso eu não troco por nada.
Para eles, não há tempo ruim, Sempre
disposto a te ajudar. E pode ter certeza que
se você precisar, com eles pode contar,
pois mesmo sem ter muito, fazem questão de ajudar.
Generosidade aqui não falta,
Um Brasil que pulsa em cada coração.
Ó meu Deus, muito obrigado,
Por ter nascido neste solo tão sagrado.
Uma terra tão querida, tão cheia de luz,
Onde a maior riqueza é o coração de cada vida.
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