Passar

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catching lightning


Eles não avisam quando vem.


Você pode passar uma vida inteira olhando para o céu e nunca estar no lugar certo, na hora certa, com os olhos voltados para cima. Pode ouvir trovões de longe, assistir tempestades pela janela, ver o céu se partir em luz durante alguns segundos e ainda assim nunca tocar naquilo. Porque ser atingido por um raio não é apenas difícil. É quase absurdo.


E talvez seja por isso que algumas pessoas parecem tempestades.


Elas chegam sem pedir licença, iluminam alguma coisa dentro da gente que estava há muito tempo no escuro e, quando a gente percebe, já não sabe mais se estava procurando por elas ou se apenas teve a sorte improvável de estar olhando para o céu no instante certo.


Foi assim que algumas histórias começaram.


Não com grandes promessas. Não com a certeza de que durariam para sempre. Às vezes começaram apenas com dois desconhecidos em uma festa aleatória, numa química absurda descobrindo que conseguiam conversar por horas, rir das mesmas coisas, encontrar abrigo um no outro e, sem perceber, transformar dias comuns em lembranças que o tempo teria dificuldade de apagar.


E então veio a parte que ninguém conta nas histórias de amor.


O futuro.


Porque amar alguém enquanto tudo está dando certo é quase fácil. Difícil é continuar acreditando quando a vida começa a colocar quilômetros, silêncio, mudanças e versões diferentes de vocês mesmos no caminho.


É aí que a dança começa.


Não aquela dança perfeita dos filmes, em que ninguém erra o passo e os dois sabem exatamente para onde ir.


A verdadeira.


Aquela em que um avança enquanto o outro hesita.


Em que às vezes alguém pisa no pé.


Em que uma mão se solta por alguns segundos e, ainda assim, existe alguma coisa dentro dos dois procurando o caminho de volta.


Então te pergunto


“Can I have this dance?”


Nunca foi apenas sobre uma dança.


É quase como perguntar


Você ainda segura minha mão mesmo sem saber onde isso termina?


Você ainda confia em mim quando a música muda?


Se eu tropeçar, você fica?


E talvez a resposta mais bonita não seja uma promessa de eternidade.


Talvez seja simplesmente:


eu não sei.


Mas ainda quero dançar.


Porque ninguém sabe.


Ninguém que ama de verdade recebe um mapa mostrando onde aquela história vai terminar. Não existe garantia de que duas pessoas permanecerão iguais enquanto a vida acontece ao redor delas. Não existe contrato contra a distância, contra o tempo, contra os erros ou contra aquilo que cada um ainda precisa aprender sozinho.


Existe apenas a escolha de continuar dando um passo.


Depois outro.


E outro.


Até perceber que, de alguma maneira, os dois já atravessaram uma parte enorme da música.


Talvez por isso encontrar alguém seja tão raro.


Não raro como encontrar alguém bonito.


Não raro como encontrar alguém que goste das mesmas músicas, tenha os mesmos planos ou consiga preencher perfeitamente os espaços vazios.


Raro como um raio.


Porque existem bilhões de pessoas.


Milhares de encontros possíveis.


Centenas de histórias que poderiam ter acontecido.


E, entre todas essas possibilidades, duas pessoas específicas precisam nascer na mesmo época(4 ANOS NÃO É NADA), cruzar os mesmos caminhos, dizer certas palavras, estar disponíveis naquele instante, olhar uma para a outra de determinada maneira e reconhecer alguma coisa que talvez nem saibam explicar.


A probabilidade de ser atingido por um raio é pequena.


Mas menor ainda talvez seja a chance de encontrar alguém que, depois de tudo, ainda consiga fazer você olhar para trás e pensar


“Como é que, entre tanta gente no mundo, foi justamente você?”


E é aí que a história deixa de parecer coincidência.


Não porque o destino tenha garantido um final.


Mas porque algumas pessoas são importantes demais para serem explicadas apenas pela estatística.


Talvez algumas apareçam para ficar.


Talvez outras apareçam para ensinar.


Talvez algumas precisem ir embora para que a gente compreenda o tamanho do espaço que ocupavam.


E talvez existam aquelas histórias que não cabem em nenhuma dessas categorias.


Histórias que terminam sem realmente parecer terminadas.


Que continuam existindo em pequenas coisas: uma música, uma lembrança, uma frase, uma cidade distante, uma noite qualquer em que o passado bate a porta sem avisar, você sabe que eu não mordo, né?


E então a gente entende que o tempo não apaga tudo.


Às vezes ele apenas muda a maneira como carregamos.


Eu não sei onde essa música termina.


Talvez ninguém saiba.


Mas existe alguma beleza em admitir isso.


Porque talvez amar alguém nunca tenha sido sobre saber se chegaremos ao último acorde.


Talvez tenha sido sobre olhar para a pessoa ao lado, estender a mão e perguntar novamente, mesmo depois de tudo:


“Can I have this dance?”


E se ela aceitar, não importa quantos passos já foram errados.


Não importa quantas vezes a música tenha parado.


Não importa quantos quilômetros existam entre um lugar e outro.


A gente começa de novo.


Devagar.


Sem prometer que nunca vamos cair.


Apenas lembrando que, quando duas pessoas realmente querem continuar dançando, elas não precisam conhecer o próximo passo.


Precisam apenas confiar que, quando ele chegar, haverá uma mão esperando pela outra.


E talvez seja isso que torna algumas histórias tão improváveis.


Não o fato de terem acontecido.


Mas o fato de, entre todos os raios que poderiam nunca ter caído, um ter escolhido exatamente aquele pedaço do céu.

Deus removeu o mar para você passar, mas manteve os gigantes para você crescer. O milagre te tira da servidão, mas a batalha te tira da mediocridade.⁠

Observe com carinho onde foi o erro. Refaça sua caminhada. Resolva nunca mais passar por isso. Sua vida, sua escolha. Ninguém pode se intrometer nisso.

Quando se é jovem o tempo parece não passar, quando se é velho o tempo parece passar rápido demais.

O tempo passa sem dor se dermos ao tempo uma estrada desimpedida. Levará ele mais tempo a passar na nossa ilusão de tempo, quando paramos tempo demais para pensarmos na vida.

⁠Tem abraços que são como um porto seguro.
Abraços que deveríamos passar o resto da vida, abraços que são tão apertados que conseguimos sentir o bater do coração da outra pessoa, e por um momento tudo parece tão calmo e seguro como se nada pudesse nos atingir.

💕✨️"...hoje me perdi na velocidade do tempo...o tempo não para...e com o passar dos anos...parece que o tempo acelera...cada vez mais rápido...veloz...e assim...me perco...de mim mesmo...já que não posso...não consigo...acompanhar o tempo...sempre a minha frente...sempre a frente...sempre."✨️💕

"Se você quer brilhar, primeiro precisa passar pela escuridão. Não tenha medo das dificuldades, elas te moldam"
– Han Jisung

Prefiro conviver com o risco constante de uma ideia mirabolante dar errado do que passar um único minuto cercado por essa gentalha falsa que sorri na sua cara e apunhala pelas costas só porque tem medo de gente que pensa grande.

"O maior risco da sua vida não é apostar em uma ideia mirabolante; é passar o resto dos seus dias imaginando onde ela poderia ter te levado."

⁠Se não dê o melhor de si por onde passar, jamais experimentará o melhor dos outros.

TELA GRANDE


Toda gente tem sua história,
e toda história merece passar em tela grande.


A luta de cada um é um enredo único,
embora muitas histórias permaneçam ignoradas.
Quem nunca se sentiu invisível por um instante?
Quem nunca desejou que alguém enxergasse
a batalha que travava em silêncio?


Certamente, assim como para respirar
é preciso inspirar e expirar,
para viver também se derramam lágrimas.
Todo mundo sabe o quanto já chorou,
mesmo que nem todos conheçam os motivos.


Todo mundo vive seus momentos
de altos e baixos,
de risos e de choros.
Hoje se ganha,
amanhã se perde.
Mas sempre encanta
quem se levanta e segue.
Aliás, é assim que a vida acontece.


O sentido de tudo,
por mais deslumbrante que seja a tela grande
pela qual se paga para apreciar,
está na mente de quem busca viver
e escrever a própria história no tempo.


Imitar a vida encanta;
viver a própria, porém,
de vez em quando complica.


Nas telas e nas páginas,
é na cabeça que nascem a música e as cores.
É lá que os sonhos ganham voz,
que os medos encontram forma
e que as lembranças permanecem vivas.


Senão,
tudo é cinza,
preto e branco.

No dia a dia, o nosso desafio ativo é não deixar pensamento virar palavra, sem passar pelo crivo da sabedoria.

Pensamento para todo dia, não deixar pensamento virar palavra, sem passar pelo filtro da sabedoria.

Estiagem é lição, a fertilidade só é visível quando a roseira floresce ao passar da chuva.

Quase todos continuam a dieta depois de passar pela porta estreita.

Um belo dia avistei o horizonte e vi a vida passar diante dos meus olhos.
Percebi o quanto a vida passa tão rápido que nem sempre conseguimos acompanhar o tempo.

Como o rio


“Ser como o rio que deflui.”
Passar na agulheta do tempo.
Contornar tudo como um fio.
Saber que a vida é só e somente só um momento.
Ser como o rio... água que desce, contorna qualquer obstáculo que aparece...
Às vezes ser corrente traiçoeira, despencar como cachoeira,
Fazer curvas,
e num piscar de olhos, na última curva, desaparece.
Escorregar sonolento no leito.
Não levar mágoas no peito.
Lavar as pedras roladas.
Deixar para trás o passado...
Saber que dessa vida não se leva nada.
Rio... da vida, rio.


Rosangela Calza

Leiam sempre o dicionário, e verifique a palavra certa no Google, para não passar vergonha na Internet.

Colecionar memórias é a forma mais bonita de viver. A vida é boa demais para passar despercebida, então eu escolho guardar momentos: risadas simples, conversas inesperadas, pequenos instantes que aquecem o coração. No fim, são essas lembranças que contam a verdadeira história de quem somos e do caminho que percorremos.