Passar

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Ah como o tempo é sagaz.
Não te permite vê-lo passar.


Mas em breves momentos de lucidez te mostra tudo aquilo que você já viveu.


Não como um filme roteirizado.
Mas sim como um teatro de improvisos onde cada escolha foi decisiva para te mostrar aonde chegou hoje.

O maior teste da sua vida não será passar na universidade, mas permanecer firme depois dela. O diploma abre portas; a perseverança realiza sonhos. Não desista.

Cuidado para não dar as chaves da sua casa interna para quem só quer passar uma noite e ir embora. Você é lar, não é um quarto de hotel de beira de estrada

Ondas de luz


Seja luz por onde passar,


Antes do fim podemos aproveitar intensamente os vários começos,


A gratidão pode ser explorada todos os dias com abundância através de nossos abraços, sorrisos, exposição declarada de nossos melhores sentimentos e porque não também ser notada com maestria e empatia por intermédio da nossa reciprocidade.

O eclipse


Um eclipse veio e demorou a passar, desta forma elevou as ondas do mar, quando a lua reascendeu procurei mil motivos para fugir do meu castelo de areia,


Um coração foi entregue sem arrependimentos, porém a economia nos cuidados, nos valores e nos esforços não foram suficientes para superar o instante da escuridão na passagem do eclipse da lua,


Uma barragem de emoções foi levantada, no entanto ondas oceânicas de razões enormes se movimentavam com intensidade atingindo-a por diversos ângulos,


A água bateu incontáveis vezes no castelo de areia e o destruiu, ainda assim os sentimentos resistem bravamente procurando terra seca.

Não te esqueci


Em cada esquina que eu passar nas madrugadas vou continuar te encontrando sejam através das músicas, sejam em cada copo de cachaça ou sejam em cada abraço de saudades dados nas mulheres sem rostos.


As noites tem se tornado por vezes frias e demoradas, ou densas e cheias de narrativas vazias, mas em nenhuma delas posso dizer que esqueci de você.

Sinto sua falta.
Sinto sua falta
em cada minuto,
em cada segundo
que insiste em passar sem você.
Dois dias sem te ver
parecem uma eternidade,
como se dois anos
morassem dentro da saudade.
É estranho...
O tempo corre como um piscar de olhos,
mas, quando você está longe,
cada instante pesa no peito.
Se a saudade pudesse falar,
ela diria o seu nome.
E, se o meu coração pudesse escolher,
escolheria encontrar você
todos os dias.
(Jefa Medeiros)

Com o passar do tempo, o ser humano se transformou em um defensor de baboseiras. Os fatos se tornaram opiniões e sem perceber, extinguimos o inquestionável do mundo.

O paraíso deve ser um lugar insuportável. Imagine passar a eternidade cercado por pessoas que passaram a vida inteira sendo chatas o suficiente para merecerem entrar lá.

Penso por preguiça, pra passar o tempo, não espero lucrar, não espero fama, não espero resolver o mistério da vida, não quero evoluir, amo a vida sem destino

O maior milagre não foi o cego passar a ver, foi alguém reconhecer que estava cego.

⁠O tempo, subjetivo que é, passa tão depressa!
E demora tanto a passar ...

Sou livre


Sou livre como o vento que aprende teu nome ao passar entre janelas abertas do peito;
não me prendo ao medo, faço do silêncio um céu onde teu riso pousa sem receio.


Sou livre como o rio que aceita suas curvas, beija pedras, sangra margens e segue inteiro; teu amor é ponte, não prisão — nele atravesso sem perder-me.


Sou livre porque amar não é jaula,
é asa confiada ao próprio voo;
se fico, é escolha do coração
que encontra em ti um horizonte,
não um nó.

até que o tempo esqueça de passar,
e tudo o que fomos, somos e tememos
se resuma a esse instante em que fico inteiro em teus braços.

Te vejo passar
entre os corredores silenciosos,
e um sorriso tímido floresce sem avisar.
Enquanto o mundo segue seu caminho apressado,
meu coração desacelera apenas para te admirar,
como quem encontra o verso perfeito em meio às páginas da vida.


Entre estantes repletas
de histórias e sonhos,
encontrei a mais bela narrativa que já li.
Atrás do caixa, com teu olhar iluminado,
você transformou simples visitas em capítulos inesquecíveis,
e cada encontro tornou-se uma
nova página do meu sentir.


À noite, escrevo cartas
para a lua contando sobre você,
pedindo que guarde em seu brilho aquilo que ainda não consigo dizer.
Pois entre livros, sorrisos e olhares discretos,
nasceu um amor
tão sereno quanto as estrelas,
e tão eterno quanto as histórias que jamais chegam ao fim.

Titulo: Garota


Garota...
Quando te vejo passar,
Meu coração acelera,
Como se quisesse,
Por um instante,
Admirar você um pouco mais.


A gente nem conversa tanto.
Tudo se resume a um simples:
"Oi... cê tá bem?"


Mesmo sendo apenas amigos,
Ontem eu percebi...
Havia um clima entre nós.


Naquela escada,
Senti que você queria um abraço.
E eu também queria sentir o seu.


O seu sorriso foi suficiente
Para transformar o meu dia,
Mesmo quando eu não encontrava
As palavras certas para dizer.


E, no outro dia,
Senti a mesma coisa.


Você parecia querer
Me cumprimentar com um beijo...
Mas o tempo parou,
O silêncio falou por nós,
E ficou apenas aquele clima
Que nenhum dos dois teve
Coragem de quebrar.

É difícil né, mas nós temos que passar.

"Certas 'personalidades' parecem passar a noite na privada sem dar descarga, guardando tudo para despejar depois através de suas palavras e atitudes."

Depois de passar cerca de três meses parado, gastando muito e sem ganhar nada, surgiu uma oportunidade de voltar a trabalhar na área energética.

Tudo começou numa conversa com um amigo que trabalhava em uma empresa de equipamentos de segurança. Como seus clientes eram empresas do setor elétrico, ele comentou sobre uma fábrica em São Bernardo do Campo que produzia escadas para concessionárias de energia e tinha a intenção de entrar no mercado de linha viva, justamente a minha especialidade.

Ainda decepcionado com a experiência da empresa anterior, ouvi a proposta com certa desconfiança. Porém, como precisava urgentemente voltar ao mercado de trabalho, resolvi conhecer a empresa e conversar com seu proprietário.

O dono era o Sr. João, um homem de aproximadamente sessenta anos, cheio de ideias e entusiasmo, embora com poucos recursos financeiros para investir. Os equipamentos utilizados na fabricação de ferramentas para linha viva eram caríssimos e, pior, não eram produzidos no Brasil.

Passamos algumas horas conversando. Ele me mostrou a fábrica de escadas para o setor energético e, ao lado dela, um enorme galpão onde eram fabricadas escadas domésticas, bancos-escada e tábuas de passar roupa, produtos destinados ao mercado residencial.

Como eu já estava há algum tempo sem trabalhar, acertamos uma experiência voltada aos setores elétrico e telefônico. O salário era bem inferior ao que eu recebia na empresa anterior, mas minha situação não permitia muitas exigências.

Comecei realizando um trabalho de divulgação das escadas junto às companhias elétricas. Como eu já conhecia muitos clientes daquele segmento, o desenvolvimento do trabalho foi relativamente fácil. Em seguida, passei a atuar também no setor telefônico.

Atendendo a solicitações das concessionárias de energia, desenvolvemos algumas escadas especiais montadas sobre veículos. Com esses equipamentos voltei a viajar, embora em uma frequência muito menor do que nos tempos anteriores.

Com o passar do tempo, após a saída do gerente da área doméstica, acabei assumindo a parte comercial das duas fábricas.

Foi nessa época que vivi um episódio que jamais esqueci.

Certo dia, eu conversava em minha sala com minha esposa sobre a situação da minha sogra. Ela estava muito doente e internada em um hospital de Osasco. Seu estado de saúde se agravava a cada dia, e o atendimento que recebia nos preocupava muito.

O Sr. João entrou na sala e ouviu parte da conversa. Ao entender o que estava acontecendo, pegou o telefone e ligou para um amigo que era diretor do Hospital de São Caetano.

— Qual é o nome da sua sogra? Em qual hospital ela está internada?

Passei as informações.

Ele falou com o amigo, explicou a situação e, ao desligar, disse apenas:

— Vamos tirar ela de lá.

E foi exatamente o que aconteceu.

Minha sogra foi transferida para o Hospital de São Caetano, onde permaneceu internada por cerca de trinta dias. Recebeu um atendimento excelente e saiu de lá recuperada.

Naturalmente, minha preocupação seguinte foi com os custos.

— E a conta, Sr. João? Como vamos pagar?

Ele respondeu com a maior tranquilidade:

— Não se preocupe. Quando ela chegar, a gente dá um jeito.

Algum tempo depois a conta chegou. Eu nunca soube o valor. O Sr. João não deixou que eu a visse.

Mais tarde fiquei sabendo que ele ligou para o diretor do hospital e fez um acordo. Em seguida, carregou um caminhão com uma grande quantidade de tábuas de passar roupa, bancos-escada, escadas metálicas e escadas de alumínio, enviando tudo para o bazar beneficente do hospital.

O assunto morreu ali. Ele nunca mais comentou sobre isso.

Os anos seguiram seu curso. Continuávamos trabalhando e, de vez em quando, viajávamos juntos para visitar clientes, principalmente no Rio Grande do Sul, estado pelo qual ele tinha uma admiração especial. Adorava ir a Caxias do Sul.

Até que um dia a telefonista transferiu uma ligação para minha sala.

Do outro lado da linha estava o diretor de uma empreiteira que prestava serviços para a CESP — Centrais Elétricas de São Paulo. Chamava-se Dr. Rubens.

Ele disse que precisava tratar de um assunto confidencial e perguntou se eu poderia encontrá-lo no dia seguinte.

Conversei com o Sr. João e expliquei que uma empresa havia me procurado, mas que eu não fazia ideia do motivo.

Na manhã seguinte fui ao endereço combinado.

Ao chegar à portaria da empreiteira, me identifiquei e pedi para falar com o Dr. Rubens.

O porteiro respondeu:

— Aqui não tem nenhum Dr. Rubens.

Estranhei.

— Claro que tem. Ele marcou uma reunião comigo.

Nesse momento o telefone interno tocou. Após atender, o porteiro mudou imediatamente de atitude.

— Desculpe, eu me enganei. Ele vai recebê-lo.

A conversa foi cordial, mas algo me chamou a atenção. De cada dez palavras que o Dr. Rubens dizia, oito eram sobre a Munck.

A Munck era, naquela época, a maior fabricante de guindastes da América do Sul. Tinha sua principal fábrica em São Paulo, filiais no México e na Argentina, distribuidores espalhados por toda a América do Sul e uma operação em Londres que atendia o Oriente Médio.

Era uma gigante do setor.

Ao final da reunião ficou evidente para mim que alguém queria me contratar, mas não era aquela empreiteira.

Apesar da insistência, deixei claro que não tinha interesse imediato na proposta. Mesmo assim, prometi pensar e dar uma resposta no dia seguinte.

Saí dali e segui para o trabalho.

Durante o caminho, uma conclusão se formou naturalmente na minha cabeça: quem realmente estava tentando me contratar era a Munck.

Assim que cheguei à empresa, peguei o telefone e liguei diretamente para a fábrica da Munck.

— Gostaria de falar com o Dr. Rubens.

A telefonista perguntou quem estava ligando. Eu me identifiquei.

Poucos segundos depois ele atendeu.

Não fez apresentações nem rodeios.

Perguntou apenas:

— Quando você pode vir conversar aqui na Munck?

Foi naquele momento que percebi que minha vida estava prestes a mudar mais uma vez.

E mudou.

Há dois riscos em plantar:
1º — não ter garantia de colheita;
2º — optar por passar a vida toda debruçado sobre colheitas alheias.