Passar
J-S,Bach foi um gênio de tão grande categoria e tão rara qualidade que hão de passar séculos antes de aparecer umoutro que se lhe possa comparar.
sfj,caracteres
É melhor passar um período desanimado do que viver saturado, porque o desânimo pode se transformar em ânimo dependendo das circunstâncias do dia, mas o saturado nem mesmo nas melhores circunstâncias se animará.
A cruz de Cristo de maneira nenhuma tornou-se antiquada com o passar do tempo. É tão cheia de frescor e nova hoje como era quando ele foi crucificado, e será assim por toda a eternidade.
Não há jeito mais medonho de perder Tempo do que passar Tempo longe do Dono do Tempo.
Há os que erroneamente acreditam que o Tempo só se perde nas distrações, nos atrasos, nos desvios da vida…
Mas, na verdade, não há forma mais sombria de desperdiçá-lo do que tentar vivê-lo longe Daquele que o sustenta.
Distante Daquele que até dele é Senhor.
Tempo sem sentido é aquele que tentamos carregar sozinhos — como quem tenta segurar água nas mãos.
Esse é o Tempo que inevitavelmente escorre, some e evapora.
Estar longe do Dono do Tempo é caminhar com pressa, mas sem destino; é preencher os dias, mas não a alma; é envelhecer por fora sem amadurecer por dentro.
Quando nos afastamos da Fonte, até os minutos pesam.
Mas quando nos reaproximamos, até o silêncio floresce.
O Tempo ganha outra textura quando lembramos que não somos seu dono, apenas passageiros.
E que sentido maior existe do que entregar essa travessia a quem conhece todos os portos?
No fim, o maior desperdício não é o Tempo perdido — é a vida não vivida na presença de quem a criou.
É ali, e apenas ali, que os dias se encaixam, que as horas respiram e que o Tempo, enfim, encontra propósito.
Tempo bom é aquele vivido nos braços de seu Dono!
Pai, se não puderes passar de mim esse cálice, poupe-me ao menos dos amantes da espetacularização.
Não temo os tropeços, as tempestades ou a morte — nem minha, nem dos meus — pois nenhum destes barulhos consegue ser mais ensurdecedor que o espetáculo feito deles.
Há cálices que não doem pelo amargor do conteúdo, mas pelo coro que se forma ao redor deles.
O tropeço ensina, a tempestade depura, a morte silencia — todas cumprem um papel sagrado no trato da alma.
O que fere é o aplauso, o holofote aceso sobre a dor alheia, a pressa em transformar cruz em palco e lágrima em argumento.
Quem caminha com fé não pede a ausência da noite, mas a dignidade do escuro.
Não implora pela fuga da provação, mas pelo recolhimento necessário para atravessá-la.
Há dores que só frutificam no segredo, há processos que se perdem quando exibidos.
O espetáculo rouba o sentido; o silêncio, ao contrário, devolve profundidade.
Por isso, minha súplica parece-me justa: se o cálice não puder ser afastado, que ao menos não venha acompanhado da plateia.
Que a dor seja escola, não vitrine.
E que o barulho venha do céu, não dos que confundem compaixão com curiosidade e fé com entretenimento.
Amém!
Pai, se não puderes passar de mim esse cálice, permita-me ao menos cuidar dos meus antes de sucumbir-me ao cansaço da alma.
Há momentos em que a fé não implora o milagre da retirada do cálice, mas a misericórdia de adiá-lo por amor.
Não é a negação do sofrimento, mas o reconhecimento de que há responsabilidades que ainda pesam mais do que a própria dor.
Quando a alma se vê exausta, não é rebeldia suplicar por tempo; é humanidade.
É dizer: Pai, eu aceito o peso, mas deixa que minhas mãos ainda sirvam, que meu olhar ainda proteja, que minha presença ainda seja abrigo.
Pois, há dores que não escolhem hora, mas há amores que não aceitam partir sem antes cumprir o cuidado.
Cuidar dos seus, mesmo à beira do esgotamento, também é uma forma silenciosa de oração.
É fé traduzida em gesto, em permanência e renúncia…
Não se trata de heroísmo, mas de fidelidade: a fidelidade de quem sabe que o fim pode esperar alguns instantes quando o amor ainda precisa ficar.
E talvez seja nesse intervalo — entre o cálice e a rendição — que Deus mais se revele.
Não como quem afasta a dor, mas como quem sustenta o coração para que ele não se torne empedernido.
Porque às vezes, a maior graça não é ser poupado do sofrimento, mas não deixar de amar enquanto se sofre.
Haja Humanidade para ter empatia com os cegos — Haja Idiotice para passar pano para os que acham que enxergam.
É preciso muita humanidade para estender a mão aos que não enxergam — não apenas aos cegos dos olhos, mas aos que a vida cegou por dentro: pela dor, pela falta de oportunidade, pelo medo e pela ignorância involuntária.
Ter empatia é reconhecer que ninguém escolhe tropeçar na própria escuridão.
É compreender que há sombras que não são opções, mas circunstâncias.
Outra coisa, bem diferente, é passar pano para quem acha que enxerga tudo com nitidez absoluta.
Há uma cegueira mais perigosa do que a ausência de visão: a arrogância de quem acredita possuir toda a luz.
Esses não tropeçam por falta de claridade, mas por excesso de soberba.
Não precisam de compaixão indulgente, precisam de confronto honesto — porque a falsa lucidez costuma ferir mais do que a própria escuridão.
Ser humano é saber distinguir fragilidade de presunção.
É acolher o erro de quem tenta aprender e questionar a postura de quem recusa aprendizado.
Empatia não é cumplicidade com o engano deliberado; é solidariedade com a limitação sincera.
No fim, a maturidade moral talvez esteja nisso: abraçar os que caminham no escuro sem escolha e desafiar os que, mesmo sob o sol, insistem em fechar os olhos — mas juram, com convicção quase agressiva, que são os únicos capazes de ver qualquer coisa.
Deus removeu o mar para você passar, mas manteve os gigantes para você crescer. O milagre te tira da servidão, mas a batalha te tira da mediocridade.
Aurora
Passar oito horas na frente do piano todo dia se exercitando é uma boa maneira de não aprender música. Ficar uma eternidade desenhando objetos é uma forma de engessar a mão e não aprender o que é desenhar. Escrever com uma meta e reduzir a escrita a contos, romances e poesias é deixar de ser escritor. Essas práticas produzem artistas robôs. Na verdade, operários da arte. Vendem o seu esforço inútil pela sua sobrevivência. A arte vem do nada, não da repetição e cópia do trabalho de outros artistas. É uma forma de nos descobrirmos, aí é que está o seu valor. A arte não é um aprendizado, é uma descoberta.
Se não estamos cientes do passar do tempo, o senhor das horas nos rouba a noção de movimento e nos subtrai a medida do que passou.
"E eu poderia passar horas falando sobre cada detalhe seu que eu amo. Poderia passar dias só te beijando e abraçando. Ou semanas te agarrando. Poderia passar meses com você. Só com você. Te mimando, te agradando, te querendo. Mas a verdade é que eu poderia passar vidas, só te amando."
O Tempo Vai passar
"O tempo vai passar, você vai envelhecer, pessoas vão entrar e sair de sua vida constantemente, seus pais vão envelhecer e se vão. Você vai lembrar de quando odiava acordar cedo, vai lembrar que odiava aquele professor, aquela matéria, vai lembrar também daqueles bom momentos que já não voltam mais, vai lembrar dos colegas, das brincadeiras e dos momentos de risada, vai lembrar de sua melhor amiga ou amigo que tiveram de seguir um caminho diferente do seu e hoje não esta mais ao seu lado daquela garota que você se apaixonou, aquele romance que acabou sem um ponto final, que lhe deixou esperanças, mas os caminhos foram diferentes e não teve um recomeço. Você vai lembrar das festas em família, dos tios, dos primos, daquele domingo na casa da sua avó. Vai lembrar também daquele primeiro beijo, da primeira vez, da primeira namorada ou daquele amor que fazia suas mãos suarem, sentir aquele friozinho na barriga. Vai lembrar da risada do seu pai, do abraço dele, daqueles conselhos que ele te dava e você não ligavam, fazia questão de pensar que ele estava desatualizado ou pensava como um velho, vai lembrar daquele se cuida ou aquele toma cuidado que na verdade era um eu te amo disfarçado. Vai lembrar do sorriso da sua mãe e de quanto ela insistia em cuidar de você.
E vão ser tantas lembranças, tantos momentos que você vai lembrar e querer voltar. Mais não dá mais, passou, foi, vamos viver hoje para no futuro termos mais lembranças para poder recordar."
Jogar as coisas na minha cara é fácil ne? Quero ver ser eu e passar pelo que eu passo. Estou cheia das pessoas querendo mandar em meus passos e dar opinião no que não as diz respeito. Chegaa!
Eu vi ela a passar ao meu lado.
Com o seu cabelo encaracolado.
Com os seus lábios brilhantes.
Com o seu cheiro encantador.
Vi-lhe a sorrir com a sua aptidão de sempre.
Carregando uma voz estrelante.
Com o seu corpo frouxo.
Vou ornar-te nas minhas paredes.
Eu vi-lhe gira como sempre.
O seu modo de bambolear a sua cintura.
Ai como é bom estar ao teu lado.
Prometo que dar-te-ei um anel.
Leva-me nas profundezas da paixão.
Quero acordar todos os dias ao teu lado.
Vem ser a minha cara-metade.
Preciso dos teus ósculos.
Porque o teu modo de ser e tua beleza despertam a atenção de qualquer homem.
Este é o motivo da minha perseverança.
Linda que tu és vem completar a minha felicidade.
Fazendo-me navegar nas profundezas do amor.
Enrolha-me.
Enrolha-me com a tua língua.
E com os teus dentes mastiga-me.
O tempo pode passar, as coisas podem mudar, pessoas podem envelhecer, crianças nascer, mas eu tenho certeza, uma coisa nunca vai mudar: Meu amor você.
Algumas dores nunca irão passar, por mais que se esqueça delas por algum tempo, elas nunca passam, nem adianta tentar. É como aquela alergia maldita; ou aquele ossinho que quebrou caindo da cama. No começo doeu, depois a dor passou e você esqueceu, mas quando veem aqueles dias ruins, fechados e chuvosos o seu ossinho sempre dói. É como se colassem seu coração e as rachaduras continuassem a doer. É como se eu ainda escutassem o som dos seus últimos passos ressoarem sobre cada um dos meus nervos. Eu costumava te ter, costumava me entregar para você e agora sei que nunca será capaz de voltar. Você morreu. E eu simplesmente tenho que acostumar com dorzinha de não poder mais te ter.
