Passado

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Fazer as pazes com o passado é a única forma de garantir que os fantasmas de ontem não assombrem os sonhos de amanhã.

Meu coração ainda sabe o seu nome, mas minha mente já entendeu que você é passado. Adeus.

A saudade é o que fica de um amor que decidiu morar no passado.

você não é apenas um passado que eu lembro, é o presente que eu escolho viver todos os dias e o único futuro que eu consigo imaginar.

você não é apenas um passado que eu lembro, é a saudade que virou morada e o sonho que finalmente decidiu ficar.

você não é apenas um passado que eu lembro, é a marca que o tempo não apaga e o motivo de cada um dos meus sorrisos de hoje.

Olhe para nós agora, tentando reviver o passado em corações que ainda se procuram. Eu disse que estávamos terminados, mas a vida me mostrou que não sei viver sem você. O que restou foi esse sonho de te ter de volta.

A verdade é que eu não enterrei o meu passado; ele se mudou para dentro das minhas costelas. Quando a mulher que desenhou o meu destino decidiu ir embora, recolhendo os pertences e deixando apenas o vazio no apartamento, algo em mim quebrou de maneira definitiva. Não houve gritos ou portas batendo. Apenas o estalo seco de uma engrenagem vital que parava de funcionar.
Durante quase uma década, tornei-me um vigia de túmulos.
Habitei a solidão da cama de casal como quem protege um solo sagrado. Desenvolvi um pânico visceral diante de qualquer aproximação humana. Se alguém demonstrava um interesse sutil, meu estômago contraía. A simples ideia de compartilhar a rotina com outra fisionomia parecia uma heresia, um insulto à memória daquela que ainda governava os meus pensamentos. Eu me convenci de que a capacidade de entrega era um recurso finito, totalmente esgotado naquela despedida. Sentia-me um náufrago confortável na própria ilha de amargura.
Até que a vida, soberana e imprevisível, cansou do meu isolamento voluntário.
Aconteceu numa livraria de bairro, num fim de tarde cinzento. Eu procurava um título qualquer para preencher as horas mortas, quando uma desconhecida esbarrou na estante ao lado, derrubando uma fileira inteira de volumes no assoalho. O estrondo quebrou a solenidade do ambiente. Instintivamente, abaixei-me para recolher as obras espalhadas.
Quando nossos dedos se cruzaram na tentativa mútua de resgatar o mesmo exemplar, ergui as pálpebras.
Aquela senhorita de pele morena possuía traços completamente distintos, uma voz mansa e um aroma fresco de lavanda que nada lembrava o perfume antigo que passei anos tentando esquecer. Contudo, ao fitar a profundeza das suas pupilas castanhas, percebi um brilho familiar de vulnerabilidade e resiliência. Foi um impacto mudo, um solavanco térmico que atravessou minha espinha. A couraça que cultivei com tanto zelo rachou de cima a baixo.
Ela esboçou um sorriso tímido, sem cobranças, que parecia compreender a bagunça que eu carregava na alma.
Pela primeira vez em milhares de dias solitários, o fantasma da rejeição retrocedeu um passo. O peito, antes congelado, ardeu com uma eletricidade esquecida, quase juvenil. Não era a cura imediata da dor crônica, mas a percepção nítida de que o mundo continuava girando lá fora, oferecendo novas estradas para quem ousasse caminhar.
A jovem senhorita agradeceu a ajuda, recolheu seus pertences e caminhou em direção à saída do estabelecimento. Pouco antes de cruzar o portal, deteve o passo. Girou o corpo, sustentou meu olhar fixamente por alguns segundos cruciais e acenou positivamente, num convite implícito que dispensava vocábulos.
Permaneci estático, assimilando o milagre daquele instante. A marca da perda segue cravada na minha pele, indelével. Todavia, compreendi que carregar uma cicatriz não significa permanecer sangrando. O pavor ainda sussurra no meu ouvido, mas o desejo de experimentar o calor do sol novamente tornou-se, finalmente, muito maior.
A grande lição que a dor me ensinou é que o luto não deve ser uma sentença de prisão perpétua, mas um processo de transformação. Fechar as portas para o mundo com medo de sofrer novamente não protege o coração; apenas o sepulta em vida. Amar exige coragem exatamente porque envolve o risco da perda, e a verdadeira superação não consiste em esquecer quem partiu, mas em ter a generosidade de permitir que novas histórias sejam escritas nas páginas que restam.

Guardar velhas conversas serve apenas como um retrato manchado, mostrando um passado que não existe mais.

Lembre-se do passado
sem carregar o peso,
Ninguém esteve ao seu
lado quando o fogo
atravessava a existência,
Manter a memória acesa
é questão de inteligência.


Quem não te apoiou ontem
mesmo que tu hoje conceda
o seu apoio heroico --
pouco garante ou mantém
a fidelidade do outro intocada,
O vício alheio por domínio
é algo que não permite-se
esquecer por causa deste
veneno quase o ter sucumbido.


Caso irá apoiá-lo não se esqueça
de quem trai uma única vez,
o trairá milhões de vezes -'
Apoie desde que ele retribua
de imediato os seus interesses,


O Deus Doador de Fé, Protetor,
Poderoso, Irresistível e Majestoso
que te sustentou e sustenta
agora na paz te sustentará;
na sua paz com direito aos oásis
e o seu celeste caravançará.


Por tua escolha ou onde quer
que fique ou pela vida passe,
será cercado por serenidade
tulipas vermelhas e pinheiros
em floração sempre na direção
do teu tranquilo e verdadeiro amor.

Rua Chamada Passado

Estou andando pela rua chamada passado.
Às vezes, penso que sempre amei estar lá, não por querer permanecer presa a ele, mas porque foi uma época muito boa.

Não estou vivendo lá; estou apenas a passeio.
É um passeio que me faz bem. A gente sempre retorna, ainda que em pensamentos, aos lugares que amamos.

A gente ri e gargalha.
A gente suspira e sorri.

É um toque acolhedor.
Lá, confiamos em quem amamos. Lá existe o amor, esse poder que o mundo, tantas vezes, tenta nos ensinar a perder, mas que jamais deveríamos abandonar.

Há lugares que não voltamos com os pés, mas com a alma.

Vestida de Passado

Estou vestida de passado, mas meu corpo pertence ao meu presente, e você o conhece bem.

Todos precisam ser livres.
Perdoe-me.

Há mentes que não têm permissão para dedilhar corações, até porque a vida não é um truque.

Eu a chamo de “bem maior”, porque o bem, em qualquer circunstância — tanto nos momentos bons quanto nos maus — continua sendo um bem e carrega seu próprio valor.

Bem sei que existem bens cujo valor se torna inexistente, invisível e oculto. E aqui, talvez seja um caso… ou talvez não.

Às vezes, o tempo engana; veste-se com máscaras que até eu desconheço.

Por estratégias da vida, há bens que são exilados e males aclamados.

O tempo é o verdadeiro lobo mau!

Em um passado próximo pela pedagogia tradicional, todas as crianças recebiam um conjunto de ensinamentos padrão, igual para todas, para que no futuro pudessem optar por uma personalíssima formação. Com isto, muitos dos saberes aplicados eram desperdiçados pois nunca mais iam ver e nem aplicá-los para nada. Resultando em confusão. Hoje na pedagogia integral, o ensinamento básico comum a todos, não devem ultrapassar a vinte por cento e deixando oitenta por cento, individualmente de conhecimentos que a criança tem maior afinidade, interesse, facilidade e predisposição natural para mais se desenvolver tanto no campo profissional, pesquisador e no âmbito acadêmico cientifico.

No passado, digo no século XX, existia toda uma sismologia, loteamento e organização padrão de obras de arte para os tradicionais leiloes nacionais e internacionais. No intuito de serem iniciados com obras de menores valores e sendo acompanhadas de obras de valores médios e deixavam as melhores obras e mais importantes com valores quase milionários para perto do fim, do pregão. Desta forma dava um ritmo próprio de oferta e lances entre obras oferecidas como oportunidades e valores. No entanto hoje não é mais assim, aboliram está organização por que o loteamento, não é feito mais pelo organizador e sim pelo sistema computacional, que mesmo com a IA, não tem a capacidade de qualificar a importância das obras.

Qualquer lugar que não preserva e honra sua historia e seus grandes personagens do passado, nunca poderá ter futuro e perde todo o aprendizado social, politico e religioso contra os graves erros. Vive toscamente a deriva da própria sorte, por que nada aprendeu com o tempo e distancia se cada vez mais, de ser chamada de soberana, viva e civilizada.

O verdadeiro futuro do passado para a ciência como um todo, só existe realmente pelo estudo freqüente e pelas pesquisas constantes no ambiente prolixo das academias, mas provida com uma mente livre e novas opções abertas para possíveis reformulação de antigos conceitos, que podem hoje estar errados, equivocados, ultrapassados ou não visto pelo viés dos atuais novos saberes.

O aprendizado cura o erro. Cada tropeço constrói sua maturidade. O passado serve de bússola, não de âncora.

Quem esquece o passado provavelmente poderá repeti-lo .

Agora já não faz mais diferença. Não faço mais questão. Eu queria antes, no passado. Mas agora? Não mais! Sabe, eu tenho pena de você. Te vejo por aí, com alguns amigos, cerveja na mão e olhar perdido. Foi pra isso que você escolheu a liberdade? Sei lá, eu pensei que você ia curtir um monte, ir pras baladas, beijar outras bocas. Pensei que você iria aparecer com uma mulher diferente por semana. Mas não. Sempre te vejo parado em algum barzinho, rodeado de amigos, sem nenhuma mulher. Lembro quando você me disse que não queria se envolver, não queria dar satisfações de onde ia, com quem ia e, que horas voltava. Bela escolha você fez. Mas eu te entendo, é completamente compreensível; mulher dá muito trabalho né? Os amigos não! Os amigos você paga uma cerveja pra eles e, eles ficam felizes. Mulher é diferente, você tem que dar carinho, tem que cuidar, tem que dar atenção mesmo que esteja passando futebol na televisão. Ah não! Ter uma mulher cansa demais, né? tudo bem, só não me venha agora com essa conversa mole, essas palavras fáceis; porque eu não acredito mais. Eu acreditei muito que você iria desapegar da liberdade, que iria dar valor em tudo o que éramos juntos. Esperei por muito tempo por isso. E você o que fez por nós? Nada! Só ganhou tempo em cima de mim. Não me deixava ir embora, mas também não me pedia pra ficar. Dava um passo na minha direção e recuava dois. Eu ficava esperando que você me desse um sinal de fumaça, enquanto eu soltava rojões pra quem sabe, você me notar. Te dei trocentos avisos. Se eu fosse embora, eu não voltava mais. Você não botou fé em nenhum deles, e pagou pra ver. As vezes vocês aparecia, me fazia feliz por um dia e, depois eu tinha que sobreviver à semanas de saudade. Parei. Pensei. Comparei. Definitivamente não compensava. Foi quando eu percebi, pra me dar valor, você teria que me perder. Você me perdeu e eu finalmente me encontrei. Não é maldade minha, foi você quem escolheu que fosse assim. Só não me venha agora com esse arrependimento barato, que não dura nenhuma semana. Eu te falei que eu não voltava, você não quis me ouvir. Por falta de aviso não foi.

Inserida por amandasanchees

Já que eu não tenho como voltar no passado, vou fechar meus, e tentar lembrar os momentos que não voltam mais.

Inserida por PamellaFerracini