Partida

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RASTRO
Queria poder dizer o quanto me orgulho de você.
Queria poder correr pros teus braços toda vez que te ver…
Queria poder compartilhar contigo todos os meus pensamentos...
Queria poder não só te olhar de longe, mas te ter sempre perto, seria meu contentamento…
Queria poder não chorar mais pela angústia em meu peito que tua ausência traz...
Queria poder dizer que está tudo bem, mas não está, porque você já não se encontra...
Queria poder dizer que meu coração já é de outro alguém...
Queria poder não relembrar todas as memórias de nós dois que aliviam um pouco a tua falta, mas maltratam-me ao trazer à tona tua saudade...
Queria poder reafirmar o quanto te amo em cada abraço que faço morada...
Queria poder não precisar dizer adeus!
Mas o que posso fazer se nossos universos de pensamentos são duas linhas retas que nunca se entenderão?
O que posso fazer se o nosso eu é maior que nós?
O que posso fazer se todo o amor em comum não destituiu tantos porquês?
O que posso fazer, é deixar-me sentir, viver, sofrer, chorar.
Todos os dias o que a mente lembrar, o que a saudade bater, o que no peito doer.
Faço das minhas lágrimas um rastro de um amor vívido, um ponto sem fim, um adeus sem partida.

É PRECISO IR EMBORA

Ir embora é importante para que você entenda que você não é tão importante assim, que a vida segue, com ou sem você por perto. Pessoas nascem, morrem, casam, separam e resolvem os problemas que antes você acreditava só você resolver. É chocante e libertador – ninguém precisa de você pra seguir vivendo.

Nem sua mãe, nem seu pai, nem seu ex-patrão, nem sua empregada, nem ninguém. Parece besteira, mas a maioria de nós tem uma noção bem distorcida da importância do próprio umbigo – novidade para quem sofre deste mal: ninguém é insubstituível ou imprescindível. Lide com isso. É preciso ir embora.

Ir embora é importante para que você veja que você é muito importante sim! Seja por 2 minutos, seja por 2 anos, quem sente sua falta não sente menos ou mais porque você foi embora – apenas sente por mais tempo! O sentimento não muda. Algumas pessoas nunca vão esquecer do seu aniversário, você estando aqui ou na Austrália.

Esse papo de “que saudades de você, vamos nos ver uma hora” é politicagem. Quem sente sua falta vai sempre sentir e agir. E não se preocupe, pois o filtro é natural. Vai ter sempre aquele seleto e especial grupo que vai terminar a frase “Que saudade de você…” com “por isso tô te mandando esse áudio”; ou “porque tá tocando a nossa música” ou “então comprei uma passagem” ou ainda “desce agora que tô passando aí”.

Então vá embora. Vá embora do trabalho que te atormenta. Daquela relação que você sabe não vai dar certo. Vá embora “da galera” que está presente quando convém. Vá embora da casa dos teus pais. Do teu país. Da sala. Vá embora. Por minutos, por anos ou pra vida. Se ausente, nem que seja pra encontrar com você mesmo. Quanto voltar – e se voltar – vai ver as coisas de outra perspectiva, lá de cima do avião.

As desculpas e pré-ocupações sempre vão existir. Basta você decidir encarar as mesmas como elas realmente são – do tamanho de formigas.

Voltar a viver antigas ideias não é uma opção quando se está bem agora. Se ficou para trás, significa que houve um motivo para não fazer parte do seu presente!

⁠Que Deus lhe dê sabedoria e discernimento em suas decisões,
que lhe dê força e conforto nos momentos difíceis,
que ilumine e guie seus passos nesta sua jornada,
que abençoe todos os seus projetos de futuro,
que lhe capacite e estruture para que seus filhos cresçam, tendo você como exemplo de bom homem e excelente pai,
que lhe retire do coração e da alma todos os traumas do passado,
que lhe conceda o dom de perdoar para que você se liberte das mágoas que o atormentam,
que afaste de você as más influências, que lhe dê confiança para que você nunca se sinta só,
que lhe dê muita saúde, proteção, paz, amor e felicidades!
Desejo ainda, que você aprenda e evolua com as adversidades.
Lembre-se de pensar sempre positivo!
E se sobrar um tempinho, pense em mim...

Eu prometi que ficaria. E então fiquei. Mesmo depois do adeus. Permaneci, inerte. Como se em mim ainda houvesse nós.

tudo começou nos seus lábios
no primeiro beijo
e na forma como você disse que me amava pela última vez. e aí me avisou que estava indo

tudo começou nos seus lábios
e na forma como eles disseram adeus

uma linha reta
monótona
(o amor pode acabar)

Queria tanto ir te encontrar, mas nessa vida há uma missão a ser cumprida. Você cumpriu a sua, e eu estou a realizar a minha. Já aprendi que a morte dói, a saudade dilacera, o amor fica, que o sorriso pode ser superficial.
Aprendi que nem todos te amavam, e que alguns já até te esqueceram. Não os culpo... é preciso amor verdadeiro pra depois da partida permanecer.
Algo que já aprendi e levo até o fim da vida é que foi fácil te amar e é impossível te esquecer...

Não fujas

Tão tarde te vais, que agora já me perdi nos Momentos mais lindos, quase esquecei me da hora
Tu lembras quando nos conhecemos ?
Era tarde e já passava das onze mas onde tu mora era nascer do sol...
E antes que te vás deixe me lembrar do beijo que trocamos tão rapidamente, aquele dia estava um trânsito infernal, e quase perdi nosso encontro...
Foi tão especial e logo tu fostes e me deixaste no embarque aguardando os sonhos os planos os beijos os abraços, estarei aqui te esperando não fujas . Linda Vênus

Ele partiu.
E eu?
Parti-me.

Não quero relacionamentos mornos ou amores duvidosos, não sou metade para que me destrate, sua ausência me causou uma profunda saudade, mas também recordo da sua mediocridade.
É fácil admirarmos quem é intenso, mas não sabemos lidar com o imenso, é mais cômodo então dizer:
“eu ti dispenso”.
Você não soube lidar com minha complexidade mas eu amo minha intensidade.
É ela o que me faz encarar o mundo mais profundo, eu sou o acumulado de grandes variações de mim mesmo.
Sou amor, sou caos, sou o tudo.

Estou indo agora. Voltarei quando tudo estiver terminado.
(Aerith)

⁠Ninguém percebe quando partimos. Quero dizer, o momento em que realmente escolhemos partir. Na melhor das hipóteses você pode sentir um sussurro ou uma onda de sussurros ondulando subitamente.

⁠Eu estive aqui por um momento e depois parti. Eu desejo a todos uma vida longa e feliz.

Hoje, estou só.
E este estar só estava sendo solidão... mas hoje, transformei em solitude.
Estou só na posição do sentir, e do ir.
Do ir, e do sentir este ir, e irei só, e sinto... e este sentir, não é compartilhado. E este ir, tão menos.
Busquei, no outro, uma identificação, um sentir igual ao que eu estava sentindo, mas ao contrário.
E aí, encontrei solidão.
Eu tive frio, medo, e insegurança. Neste lugar de buscar, no outro, alguma semelhança e equivalência. Alguma aproximação, suporte e assistência.
Mas percebi que, assim como eu, o outro também está só. E se ele está indo, ou se está ficando, ele também está desacompanhado. Todos estamos.
Portanto, a identificação que tanto almejamos, está justamente em raciocinar e entender que, apesar das inúmeras histórias diferentes que estamos a construir,
Estamos todos nós e sem exceção, indo, vindo, ficando, ou partindo, a sós.
E, dentro deste raciocínio e consciência, encontrei-me com minha solitude.
E a solidão, pode então, partir de mim.
Estar a sós com a solidão é se sentir desabrigado de si e de todos.
Estar a sós com a solitude é estar desabrigado de todos, mas agasalhar-se a si mesmo.
É poder se abraçar e se compreender, e se acolher... é se aconchegar.
E para partir, foi preciso, algum dia, chegar.
E esta chegada também foi, anteriormente, partida de algum outro lugar.
E em todos estes movimentos, ir e vir, chegar e partir, ficar ou sair,
Nos encontraremos, primeiramente, com a solidão.
É como se, entre o lugar de partida e o lugar de chegada, houvesse sempre um deserto para atravessar.
Mas hoje, encontrei-me com a solitude deste momento. A solitude que mora em mim...
A solitude não é um oásis, pois é fonte interior.
É como ser cacto neste deserto a se atravessar.
O cacto, que simboliza resistência, força e adaptação,
É capaz de sobreviver a ecossistemas muito áridos e quentes,
como desertos, caatingas e cerrados.
O cacto representa proteção, além de ser um guardião.
Com seu exterior forte e um interior belo,
possui uma simbologia de fortaleza e persistência.
E um dia, quando possui água interior suficiente,
E forte luz exterior correspondente,
O cacto, finalmente, floresce.

A flor dele é a insígnia da sabedoria,
da prosperidade e da perseverança.
Representa a capacidade de enfrentar desafios
e a força interna para lidar com a solidão.
Para mim, é a mais fina expressão
Da beleza de uma sólida
solitude.⁠

Foi com ele que eu revisitei todo o meu baú de músicas.

O caminho é o mesmo
E os passos diferentes
Uns caminham devagar
outros apressadamente
o caminho tem vida
na terra batida
Hora encontro
Hora partida

⁠"A morte é a partida de um, enquanto em vida um outro indivíduo gera, a espera da sua partida."

Inserida por flaviopimentel2020

⁠Aos que um dia me magoaram e partiram, agradeço. Abriram vagas em minha mente e em meu coração. Aos que um dia eu magoei, peço perdão. Todavia, que as vagas também ocorram na mesma proporção. Afinal, atitudes humanas carecem de equilíbrio.

Inserida por JOAODOLYVEIRA

⁠Dois de novembro

No silêncio íntimo que invade o Dia de Finados, a saudade se debruça. Ela não tem pressa, é senhora do seu próprio compasso. É o dia em que a ausência brinca de ser presença, quando os que partiram voltam, não em carne, mas em sopro, como se sempre estivessem apenas a um afago de distância.

Os túmulos não mentem. São declarações sem palavras de que o que foi vivido realmente existiu, confessando com a solidez do mármore que a vida é frágil e que o tempo é um rascunho rabiscado à pressa. Cada nome entalhado ascende, não como uma mera inscrição, mas como um feitiço sussurrado entre as frestas do esquecimento.

Nem toda ausência é tratada pelo tempo. O tempo não se compromete com permanências. Passa por nós sem desculpas, sem aviso, sem oferecer alívio. Quando alguém que amamos morre, morre também uma versão nossa. Deixamos de existir daquele jeito. É como ter sua casa assaltada por uma ausência. Por isso, não se deve apressar a dor de ninguém. No luto, não se questiona o amor por quem partiu. No luto, deixamos de nos amar, e voltar ao amor próprio demora. Deixe a pessoa doer.

O luto não passa; somos nós que passamos por ele. É um caminho de fragilidades. Não há como sair de uma dor caminhando. Precisamos engatinhar até voltar a firmar os pés novamente. E demora até que essa dor vire saudade. Demora até que essa saudade vire gratidão. A dor é solitária, e você tem todo o direito ao seu luto, mesmo depois da licença do outro acabar. Cada um tem seu tempo de digestão.

No murmúrio de uma prece, na chama vacilante de uma vela, reside a certeza de que, do outro lado do mistério, alguém sorri — os eternos hóspedes da eternidade. Hoje, flores são depositadas por mãos trêmulas de emoção. Mas não é o frescor das pétalas que importa, e sim o gesto. É flor de ir embora. É uma homenagem ao laço que nem a morte é capaz de desfazer.

Inserida por Epifaniasurbanas

Magoamos o outro quando partimos sem explicação, talvez porque não haja explicação para a partida.