Parente
Uma das coisas mais fáceis do mundo é ser visita. Vc chega na casa do outro, alheio a rotina daquela casa, é bem recebido, acha que a imagem que vê corresponde ao dia a dia, aos problemas, as dores, as superações (sim, porque a convivência diária é uma superacão constante). Aí vc julga internamente cada movimento, cada ação de uns e exalta outros. Acha que sabe de tudo que se passa ali porque sentou à mesa e tomou um café. Não se sabe não. É preciso muito mais que conveniência sentimental, afinidade parental e pedestais pré determinados para saber como vive e convive os moradores de um lar.
São imensuráveis os tipos de amores: há o amor por um filho(a); por um irmão(ã); por um(a) pai(mãe); por um parente ou amigo(a); há o amor por lugares e até coisas; há também o amor conjugal e o amor infantil. Ainda que sejam muitas as faces do amor, amor mesmo só é quando se quer perto, junto ou apenas ter a certeza de que se está bem, pois se for para ter para si, para mais que cuidar, se para dominar ou como objeto de amostra, não é amor.
