Parabéns pelo Casamento
O amor nasce da liberdade do encontro; o casamento, quando mal compreendido, pode convertê-la na liturgia silenciosa da obrigação.
O amor deseja a presença do outro; o casamento pode transformar esse desejo em uma gramática de pertencimento.
O romantismo sonhou com a eternidade; o casamento tentou dar-lhe forma, testemunhas, assinatura e reconhecimento civil.
O casamento não necessariamente extingue o amor; às vezes apenas substitui o mistério que o alimentava pela familiaridade que o administra.
O casamento tenta domesticar o acaso; o desejo, porém, conserva sempre uma parcela de sua antiga e indisciplinada natureza.
O amor pode suportar a distância porque pertence à liberdade; o casamento, quando reduzido à posse, passa a temê-la como se toda ausência fosse uma sentença.
Talvez o casamento seja uma das mais sofisticadas invenções humanas: a tentativa de conceder permanência institucional a uma experiência cuja beleza reside precisamente em sua incerteza.
O casamento tenta transformar uma emoção imprevisível em instituição permanente. A burocracia sempre teve uma relação curiosa com o amor.
“A beleza á passageira, por isso que o casamento é temporário, mas quem se casa pela janela da alma sabe o que é a eternidade”.
“A Morte do Amor”
Dizem que o casamento deve durar
até que a morte os separe.
Mas ninguém nos preparou
para a morte que acontece antes do funeral.
A morte do amor.
Há sepultamentos que nunca encontram um cemitério.
Porque existem corpos que morrem.
E existem sentimentos
condenados a permanecer vivos debaixo da própria lápide.
O amor raramente morre de uma vez.
Ele agoniza.
Morre em pequenas hemorragias invisíveis.
Sangra no silêncio das palavras
que deixaram de ser ditas.
Na ausência do abraço
que já não encontra morada.
Na indiferença que lentamente substitui o encantamento.
Descobri que o oposto do amor
não é o ódio.
O ódio ainda olha.
Ainda reage.
Ainda se importa.
O verdadeiro coveiro do amor
chama-se indiferença.
Mas há uma morte ainda mais cruel.
O dia em que o respeito. Abandona a casa.
Porque quando o respeito parte, o amor perde o endereço.
Onde o respeito morre,
o amor apenas sobrevive por aparelhos.
E aquilo que continua sendo chamado de casamento
muitas vezes já é apenas
a convivência de duas solidões
dividindo o mesmo teto.
Sem respeito, o carinho torna-se obrigação.
O toque transforma-se em protocolo.
O diálogo converte-se em disputa.
E os olhos, que antes eram janelas, passam a ser muros.
Poucos percebem que a violência começa muito antes do grito.
Ela nasce quando deixamos de enxergar a humanidade do outro.
Quando a compaixão é substituída pela razão.
Quando vencer uma discussão
se torna mais importante
do que preservar um coração.
É nesse instante que a alma começa a ser aprisionada.
Porque não existe prisão maior
do que permanecer onde o amor já partiu, mas a esperança insiste em vestir suas roupas.
A alma deixa de viver.
Passa apenas a sobreviver.
Respira.
Mas já não floresce.
Sorri.
Mas já não habita o próprio sorriso.
Existe.
Mas já não encontra sentido
na própria existência.
E então compreendi que a pior solidão não é dormir sozinho.
É deitar ao lado de alguém
que deixou de nos encontrar.
Há mãos que se tocam sem jamais se alcançarem.
Há beijos que nunca chegam à alma.
Há alianças que unem os dedos, mas jamais os destinos.
Talvez seja por isso que tantas pessoas permaneçam presas
não por amor, mas pelo medo.
Medo do julgamento.
Medo da culpa.
Medo da mudança.
Esquecem-se de que o amor nunca aprisionou ninguém.
Quem aprisiona é a ausência dele.
O amor verdadeiro sempre foi liberdade.
Nunca cárcere.
Nunca sentença.
Nunca sobrevivência.
No fim, descobri que a promessa não era permanecer
ao lado de alguém até que a morte os separasse.
Era impedir, todos os dias, que o amor morresse antes da vida.
Porque, quando o amor morre,
não são apenas duas pessoas
que deixam de se amar.
Morre a delicadeza.
Morre a empatia.
Morre a compaixão.
Morre o respeito.
E quando o respeito morre,
a alma continua respirando…
mas deixa, lentamente, de viver.
Carlos EDUARDO Balcarse
O casamento é a união entre duas pessoas que supostamente se amam, e que permitirá ao casal descobrir que o amor é muito maior que o sentimento da carne ou a beleza da juventude.
O que nutre de verdade?
Amor, num casamento,
não é o prato cheio
quando a mesa está vazia de olhar.
Não é o teto firme
se o silêncio cai pesado
sobre os corpos que dormem longe
mesmo deitados juntos.
Amor é o gesto pequeno
que não pede aplausos:
a mão que procura a outra
no meio da noite,
como quem diz
“estou aqui, você não caiu sozinho”.
É presença que não disputa,
é escuta sem pressa,
é riso que nasce do nada
e faz o dia caber melhor no peito.
Amor nutre
quando toca sem ferir,
quando acolhe sem invadir,
quando cuida sem controlar.
É alimento invisível:
olhar que aquece,
voz que acalma,
corpo que oferece abrigo
sem exigir senha, desempenho ou prova.
Num casamento,
amor não pesa,
ele alivia.
Não cobra ,
ele compartilha.
Não substitui a fome do corpo,
mas alimenta a alma
para que o corpo também queira viver.
Porque pão sustenta a carne,
mas é o afeto que sustenta a vida.
E onde há amor assim,
a casa respira,
o coração descansa,
e viver junto
deixa de ser sobrevivência
para virar caminho.
"Nosso casamento fracassou por causa daquele homem e daquela mulher que surgiram em nossas vidas, ou seja: eu e você; você e eu!"
Frase Minha 0110, Criada em 2007
USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com
"Meu casamento só resiste porque moro em casa grande. Fico semanas sem ver minha mulher!"
Frase Minha 0159, Criada no Ano 2007
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"O ruim do casamento não é a sogra, mas os cunhados... Que vêm chegando, vão ficando, comendo, bebendo, pedindo dinheiro emprestado e jamais pagando!"
Frase Minha 0167, Criada no Ano 2007
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" 'Casamento Aberto' é a mais recente moda entre os modernos. Meu casamento, contudo, tem que continuar mais fechado do que boca de ventríloquo. E estamos conversados!"
Frase Minha 0287, Criada no Ano 2008
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"Minha cunhada disse que para salvar o casamento dela só mesmo ela casando comigo. Puxa, é bom ser lembrado, apesar do inusitado desejo!"
Frase Minha 0584, Criada no Ano 2012
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"O casamento fracassou, mas ele, não! Ficou com a casa de praia, com a cobertura na Zona Sul e com o carrão. A 'Bruxa Veia', disse ele, 'ficou com a ex-sogra (dele), com os ex-cunhados (dele) e com a Kombi 66.' "
Frase Minha 0645, Criada no Ano 2013
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"Por causa de um relacionamento ínfimo (que nem íntimo foi) ela exigiu casamento! Ele respondeu: 'Oh, raios! Aproveitadeira é o que tu és! Uma letrinha muda tudo, minha Senhôra!' "
Texto Meu No.1120, Criado em 2022
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1631
"Para Algumas, Casamento é igual a Rostinho Bonito: como não conseguiram um nem outro, então põem defeito, em ambos, e tentam diminuir ambos, até com chantagem religiosa: aquilo de que 'Rostinho Bonito (e Casamento) não Duram pra Sempre'. Ô Desfaçatez!"
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