Para uma Pobre e Coitada
Marcos Lisboa disse:
“O Brasil não é pobre à toa.
Isso aqui é trabalho de profissional!
A gente faz um esforço imensopara ser um país pobre.”
Da linha de frente, eu digo:
“A educação não falha por acaso.
É incompetência profissional organizada.
Faz-se um esforço enorme para manter o fracasso, da ponta ao topo.”
O pobre precisa do rico,
O rico precisa do pobre,
O pobre por costume, adaptação, consegue sobreviver sem o rico
O rico, por costume, para sobreviver precisa do pobre, inclusive para continuar sendo rico.
Ser pobre não impede o amor.
Quem acolhe um animal só precisa de humanidade.
Status não aquece, não cuida, não ama.
A classe pobre nada quer. Acostumou a contentar-se com o que tem. Ali, a fé em Deus é o importante, pois quem não tem Deus não tem ninguém.
Não duvides da força que te pode mover para além deste pobre mundo visível!
Quantas vezes não percebeste donde surgiu a ajuda certa, aquela que te tirou do fundo do poço, de um mau caminho, de um vício ou mesmo te livrou de uma má pessoa...
Deus mostra a verdade e nos livra tantas e tantas vezes da ilusão!
E nós choramos em vez de lhe agradecer!
Tantos anjos nos acompanham e ajudam a ultrapassar as provas que temos que passar. Para nosso bem, não nos podem livrar de evoluir e muitas vezes só pela dor alcançamos a sabedoria precisa , para pôr fim a ciclos de vida, mas eles se mantém ao nosso lado para dar força.
O Abismo da Justiça e do Trabalho
Num país marcado pela desigualdade, o trabalhador pobre carrega nas costas o peso de um salário mínimo que mal sustenta sua família. Ele acorda cedo, enfrenta transporte precário, cumpre longas jornadas e volta para casa exausto, apenas para descobrir que o fruto de seu esforço não lhe garante dignidade.
Enquanto isso, uma elite togada desfruta de privilégios que beiram o escárnio. Juízes, em sua maioria, recebem salários e benefícios que multiplicam por dezenas o que ganha um trabalhador honesto. A contradição é gritante: quem produz riqueza, quem mantém o país funcionando, é tratado como descartável; quem deveria zelar pela justiça, muitas vezes se acomoda em um pedestal de privilégios.
A semelhança entre o trabalhador e o juiz deveria estar na honra do serviço prestado à sociedade. Mas a realidade é vergonhosa: de um lado, suor e sacrifício; do outro, pompa e ostentação. O contraste não é apenas econômico, é moral. É a prova de um sistema que valoriza mais o poder do que o esforço, mais o status do que a dignidade.
Esse abismo não é apenas uma injustiça social — é uma ferida aberta na consciência nacional. Enquanto o trabalhador é esmagado pela sobrevivência, a classe privilegiada se afasta cada vez mais da realidade, perpetuando um modelo que humilha quem realmente sustenta o país.
O socialismo é a maneira mais formal de transformar um pobre trabalhador honesto em pobre dependente de assistencialismo. É a má intenção política escancarada para o necessitado, que nem sequer tem para onde correr.
O Rico faz tudo que tem que fazer, com as ferramentas e ações que tem em mão, o Pobre deixa tudo para Última hora e ainda sim quer alta performance.
Eu não sei por que é que pobre tem cachorro, se mal dá conta de cuidar de si mesmo, morro de pena dos cachorros comendo comidas indevidas, ou passando fome.
Ví hoje, 20/03/2021, às 12:30h, no ESG1, da TV, um repórter mostrando a situação financeira, depois da pandemia, dos moradores de uma favela, da Grande Vitória, e, segundo a reportagem, lá tem gente comendo água com fubá, porque perderam suas rendas e ficaram sem o dinheiro pra sobreviver.
Aí, enquanto a câmera acompanhava uma das moradoras subindo a escadaria com sacolas de mantimentos, doados, nas mãos, um cachorrinho, vira-lata, de porte físico médio, de pelo dourado, com a barriga lá nas costas, de tão magro que está, ia rapidamente, atrás e do lado dela, olhando pras sacolas, isso me cortou o coração.
Tá todo mundo doando comida de gente, mas será que alguém está doando ração pros cachorros, ou eles estão largados à própria sorte?
Embalada em amor
Sou um pobre sofredor
No âmago de mais sede de amor
Sou anjo, sou sonhador !
A vida me ensinou
A não questionar a dor
A dor vem como aprendizado
Uma lição!
Em um futuro incerto
Repleto de indagação!
De tudo que me restou
Restou-me vestes de dignidade
Do passado já não tenho saudade
Se algum crime eu cometi
Foi amar demais !
Meus antecedentes criminais
Irão relevar
Que são anos de pena
Por te amar
Hoje carrego no peito as cicatrizes que restaram
Apenas um coração estraçalhado
Nenhum sinal de infarto!
Dayane Cunha 01 de janeiro 23:32
Hoje em dia, o medo e o mundo viraram uma coisa só.
Medo de ficar pobre;
Medo de perder alguém;
Medo de arriscar;
Medo de sentir dor;
Medo de se magoar;
Medo de ficar sozinho;
Medo de confiar;
Medo de amar;
Medo de ser julgado;
Medo de ser criticado;
Medo de causar má impressão;
Medo de ser mal visto;
Medo de ser a si mesmo;
Medo de andar por aí;
Medo de ser assaltado;
Medo das pessoas;
Medo de morrer;
Medo de viver...!
O medo tomou conta do mundo de tal forma que virou parte da nossa vida. Ele guia nossas escolhas, limita o que fazemos, nos impede de agir. Está em todas as partes, e muitas vezes nem percebemos, mas ele está lá, afetando nossas decisões e, muitas vezes, nos paralisando.
Esse medo, que se disfarça de proteção, nos impede de arriscar, de confiar, de viver de verdade. Ele nos faz viver em um estado constante de preocupação, pensando no que pode dar errado, nos fazendo focar no medo ao invés de aproveitar o momento. A insegurança nos faz esconder quem somos, seguir o que os outros esperam de nós, e nos afasta de nossa verdadeira essência.
Quando não enfrentamos esse medo, ele nos prende em uma rotina de cautela, onde a vida se torna uma série de passos pequenos e seguros, mas sem realmente vivermos. O maior medo que podemos ter é o de não viver, de deixar a vida passar enquanto tentamos evitar o medo. Ao encará-lo, podemos viver com mais autonomia, confiança e espontaneidade.
“Ser pobre é ser vencido pelo sistema antes mesmo de ser atendido: a dor sangra, a fila congela a vida, e a esperança aprende a pedir desculpas por existir — enquanto a cura continua sendo privilégio de quem pode comprar pressa.”
