Para uma Pessoa Perdida
Na era da memória digital, a própria perda está perdida.
Veja
Não diga que a canção está perdida
Tenha fé em Deus, tenha fé na vida
Tente outra vez
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Você tem dois pés para cruzar a ponte
Nada acabou, não, não, não, oh
Tente
Levante sua mão sedenta e recomece a andar
Não pense que a cabeça aguenta se você parar
Não, não, não, não, não, não
Há uma voz que canta, há uma voz que dança
Uma voz que gira (gira) bailando no ar
Alma perdida
Às vezes sinto-me tão vazia
Como se nada mais pudesse sair de mim
Eu abro e fecho portas
Acendo e apago cigarros
Abro e fecho as mãos
Acendo e apago desejos
Nada mais sai de mim
Nem mesmo essas palavras
Elas saem do vazio
Que tomou posse do que fui
E quando é assim e nada sai de mim
Não vejo o início, não vejo o meio
E isso me acende o desejo do fim
Talvez eu tenha saído ou sido retirada
Por isso nada mais sai de mim
Seria um anjo caído?
Um andarilho sem rumo na estrada?
Alguém viu minha alma?
Acho que ela foi roubada
Quero senti-la de novo
Mesmo se estiver quebrada
Uma criança perdida na aduana
Na fila fria da aduana vazia,
um carimbo ecoa, corta a nostalgia,
luz fluorescente, cheiro de papel,
e um mundo adulto que nunca foi céu.
Pequenos passos num piso riscado,
um nome trocado, um visto negado,
o guichê não olha, só pede razão,
mas a infância não cabe em formulário e mão.
Há bandeiras cansadas no vidro embaçado,
México distante num sonho quebrado,
Uruguai sussurra num vento lateral,
Colômbia sangra num mapa postal.
E a criança pergunta sem ter voz alta,
por que a fronteira sempre falta e assalta?
Se o mundo é um só, por que dividir?
Se o peito é caminho, por que impedir?
Um rádio distante fala em espanhol,
mistura de ordem, de medo e farol,
e o agente carimba sem nem perceber
que ali tem um universo tentando crescer.
Tem cheiro de estrada, de ônibus antigo,
de alguém que perdeu o próprio abrigo,
de um Renault velho cruzando a serra,
levando saudade que nunca se encerra.
E a criança espera — não sabe o quê,
talvez um abraço que o mundo esqueceu de ter,
talvez um sinal, uma mão no ar,
dizendo “pode ir, você pode passar”.
Mas a aduana é feita de tempo e parede,
de quem não entende a sede da rede,
e a infância ali vira só suspensão,
entre o “fica” e o “vai” sem tradução.
No fim, só restam selos no olhar,
e um mapa que aprende a não voltar,
mas mesmo perdida, insiste em sonhar:
que toda fronteira um dia vai respirar.
Sentir-se perdida é um inferno.
Quando a única coisa que te faz fugir da realidade, por mais curto que seja o tempo, é também o que você não pode ter.
Tão perto dos olhos,
tão longe das mãos.
Estar perdida em minha própria mente deixou de ser uma confusão passageira.
Passou a ser o peso de não saber qual o meu lugar no mundo.
A sensação de estar viva, mas sem um destino exato. Onde cada escolha parece errada ou vazia.
O futuro é inconsistente e assustador.
Inverno implacável
No inverno que se estende, frio e implacável,
minha alma vagueia, perdida e sem abrigo.
Procuro a poesia, mas a esperança é frágil,
as palavras escapam por entre meus dedos, como o vento pelas frestas da janela... gelando completamente meu lar, meu abrigo.
Desiludida, caminho por ruas de sombra,
onde o eco do silêncio grita ardorosamente.
A beleza se esconde, a luz já não assombra,
e em cada estrofe, sinto o peso da vida... meus pés dormentes.
Mesmo na noite mais sombria e profunda, porém,
a chama do sonho não se pode apagar.
Pois mesmo cansada, a busca é fecunda,
e um dia, quem sabe, renasça a esperança de recomeçar.
Assim, a dor se transforma em verso,
e o inverno cede espaço ao calor que amana do universo.
A pior guerra é a que travamos diariamente conosco mesmos! Aquela que, se for perdida, destruirá absolutamente o mais importante: nossa consciência! Isso acontecendo, o humano estará perdido e nos restará tão somente o ser!
Da noite
A noite vem às vezes tão perdida,
um véu silencioso que abraça o peito,
onde sombras se insinuam com a alma ferida, dorida...
e o tempo se perde em seu leito meio desfeito.
Quase nada parece bater certo,
as horas escapam, fugazes, incertas,
há qualquer coisa em nós, um deserto,
inquieta, lesão, entre portas abertas.
O que era fundo torna-se tão perto,
segredos antigos ecoam no escuro,
o coração pulsa um ritmo aberto,
um sussurro calmo, leve e puro.
Na penumbra, a dor encontra abrigo,
e a esperança nasce na ferida aberta,
pois, mesmo a noite, no seu perigo,
traz a promessa de uma manhã certa.
Assim, na noite perdida e silente,
floresce a alma, livre e presente.
Noite, soturna noite
A noite vem às vezes tão perdida,
um véu silencioso que abraça o peito,
onde sombras dançam com a alma ferida,
e o tempo se perde em seu leito.
Sussurros tristes do vento, tão distante,
têm segredos que a lua sabe contar,
em cada estrela um sonho que se esconde...
memórias que insistem em ficar... tatuadas neste lugar.
No silêncio, o coração se revela,
entre suspiros e saudades trêmulas,
a esperança, ainda que singela,
pinta de luz as horas mais nubladas.
Assim, a noite, com sua calma profunda,
envolve a alma em suave poesia,
transformando a dor que às vezes inunda
em serenidade e melodia.
A última lembrança que tenho de você foi naquela rodovia, perdida entre curvas e névoa. Vi sua imagem desaparecer lentamente diante dos meus olhos, como se a própria estrada estivesse levando você para longe. Depois, restou apenas o silêncio, a neblina e a dolorosa certeza de que algumas pessoas desaparecem da nossa frente, mas nunca da nossa memória.
@ivomendesmorais
" Dura verdade
Olá,vim aqui a te falar
O verdadeiro significar das coisas,
Perdida ou decidida você si diz estar
O Amor não é bonitinho
Não é um conto
Muito menos apenas paixão
Não é sentimento
Muito menos atração
Não é compromisso
Muito menos um alívio
Não é uma doçura
Muito menos um sonho
O que nos falam
Ou o que vemos
É apenas a ilusão do pensar de alguém
O Amor é fé
É sofrer pelo o que vier
É não pensar em você
É esquecer do mundo
É esquecer do prazer
É esquecer do descanso
É esquecer do mundo
É esquecer e viver em outro mundo
É esquecer e aceitar o Perdão
Muitos ainda procuram esse amor
Fictício e eternizado como bom
O Amor é sobre se humilhar e esquecer
Seu orgulho seu querer
Responsabilidades e muitas a ter
É aceitar os erros de um outro alguém
É decidir fazer isso
Amar é uma decisão
E muitos confundem isso
O mundo se corrompe
No amor de aceitar todas as coisas
De aceitar o errado e transformar no certo
Não escrevo para vocês
Escrevo para mim também
Quando saberem a dura verdade.
Não só amor
Não falo por palavras
Ou cantos
Poesia é minha espada
E a escrita é a forjada por caráter
Não sou melhor que ninguém.
Me amo,faz parte do meu odiar
A dura verdade é entender
Que as coisas boas doem
E ruins dão prazer
Com Amor...
~Claudio I. "
Espelhem essa mensagem para todos e reflitam na verdade, tenham um bom dia,tarde ou uma boa noite,
muito obrigado por lerem,enfim me despeço
A felicidade pode ser conquistada ou perdida, partindo do princípio de que cada deve cultivar e escolher como quer. onde e como plantar as as suas virtudes morais e espirituais.
Responsório
Santo Antônio,
procurai para mim a carteira perdida,
vós que estais desafadigado,
gozando junto de Deus a recompensa dos justos.
Estão nela a paga do meu trabalho por um mês,
documentos e um retrato
onde apareço cansada, com uma cara
que ninguém olhará mais de uma vez
a não ser vós, que já em vida
vos apiedáveis dos tormentos humanos:
sumiu a agulha da bordadeira,
sumiu o namorado,
o navio no alto-mar,
sumiu o dinheiro no ar.
Tenho que comprar coisas, pagar contas,
dívidas de existir neste planeta convulso.
Prometo-vos uma vela de cera,
um terço do meu salário
e outro que rezarei
pra entoar vossos louvores, ó Martelo dos Hereges,
cuja língua restou fresca
entre vossos ossos, intacta.
Servo do Senhor, procurai para mim a carteira perdida
e, se tal não aprouver a Deus para a salvação da minha
[alma,
procurai antes me ensinar
a viver como vós,
como um pobre de Deus.
Amém!
Me sinto uma alma perdida
Neste planeta, vagando a esmo
Em busca de alguma pista
Que me leve de volta para casa.
Que mundo cruel esse a que vim
De homens que creem em inferno
Mas daqui o fazem um;
De homens que culpam a demônios
Por todos os males
Mas são eles o próprio mal.
São da mais alta raça de imbecis,
Destruindo a casa que lhes dá abrigo.
Olho para tudo isso e meu coração
Guiado pela lógica e pela razão
Não consegue sequer compreender
E se sente disperso e distante.
Nem mesmo o amor escapou ileso
Da frivolidade desses homens.
Amam a sensação de serem amados.
Amam ao que o outro lhe proporciona .
Amam a tudo menos a pessoa que a ama.
Amar é um ato de coragem,
Pois você se torna vulnerável
Ao expor seus sentimentos
A pessoas que tendem ao egoísmo,
Que aceitam eles apenas com intuito
De se sentirem bem consigo mesmas,
Os descartando quando não mais lhes agrada.
Queria acreditar que, nós, poetas,
Somos diferentes, mas até nós
Estamos sendo arrastados para a escuridão,
Nos corrompendo e sendo transformados
Nessas criaturas horrendas que aqui vivem.
E assim sigo, perdido, sem saber
Em quem posso confiar meus sentimentos,
Fingindo mentir quando falo a verdade;
Jurando ser verdade o que nunca vivi.
Eu tenho mil faces e, de tanto mudá-las,
Já por tanto tempo, já não lembro mais
Do meu verdadeiro rosto.
Eu vivo numa busca constante
De encontrar a mim mesmo
E de um lugar para chamar de lar.
Nos sonhos repetitivos ela já fez seu abrigo,
Na noite perdida dos goles de vinho seco, ela chega fazendo companhia mesmo não estando fisicamente ali,
Doces lamúrias são ouvidas pelo vazio da madrugada que só responde com o seu silêncio,
Pensamentos vagabundos, chegam sem pedir licença, vêm aos berros e sem pena de dizer adeus,
Atingindo a frequência certa eu tenho a opção de desligar tudo e reiniciar.
