Para que Tanta Mentira Magoa e Dor
E doidamente me apodero dos desvãos de mim, meus desvarios me sufocam de tanta beleza. Eu sou antes, eu sou quase, eu sou nunca.
É tanta coisa boa acontecendo, tanta gente boa se aproximando que tá na hora de acordar. Enxergar. Receber.
Obrigado por ter se mandado.
Ter me condenado a tanta liberdade.
Pelas tardes, nunca foi tão tarde.
Teus abraços, tuas ameaças.
Obrigado
Por eu ter te amado com a fidelidade de um bicho amestrado.
Obrigado pela frase feita.
Por esculhambar meu coração
Antiquado e careta.
Muito obrigado por ter me acordado pra realidade,
Por não ter voltado
Pra buscar as coisas que se acabaram.
E também por não ter dito obrigado.
Ter levado a ingratidão bem guardada.
E o amor, o amor, cara. O que eu faço com isso? — Você esquece, sei lá. Não tem tanta importância assim.
Quando a gente conversa
Contando casos, besteiras,
Tanta coisa em comum
Deixando escapar segredos
E eu não sei que hora dizer
Me dá um medo, que medo...
É que eu preciso dizer que eu te amo
Te ganhar ou perder sem engano
É, eu preciso dizer que eu te amo tanto
Se não estamos diante dos homens, estamos sempre diante de Deus e temos tanta necessidade de nossa própria estima quanto da do mundo.
Tanta gente quer fórmulas de amor eterno ...
Não acredito em fórmulas, mas, por via das dúvidas,
não fale, não conte detalhes, não satisfaça a curiosidade
alheia. A imaginação dos outros já é difamatória que chegue.
Os sonhos, estas manifestações noturnas, possuem, sem dúvida, tanta realidade quanto as têm aquelas imagens mais grosseiras do dia, nas quais podemos tocar com as mãos e as quais, não é raro, nós sujamos
Tanta vontade de viajar para bem longe, romper todos os laços, sem deixar endereço. Um dia mandará um cartão-postal de algum lugar improvável. Bali, Madagascar, Sumatra. Escreverá: penso em você.
Você sabe, a vida sem uma pitada de drama e outra de complicações não teria tanta graça. Mas convenhamos, é só uma pitada, não a panela cheia.
Mas penso ser tanta coisa! E há tantos que pensam ser a mesma coisa que eu penso que sou que não pode haver tantos.
Tanta gente nasce e morre sem dialogar com a vida. Contam coisas, falam por falar, mas não conversam, não usam a palavra como elemento de troca.
"Seria até um pecado não dar valor a vida, não é mesmo? Com tanta gente pior por aí, não é mesmo? Seria um pecado não ser absolutamente feliz. E sorrir o tempo todo. E seguir a vida em pé."
Estes sonhos, de tanta interioridade, eram vazios porque lhes faltava o núcleo essencial de uma prévia experiência de – de êxtase, digamos.
Sem pressa. Sem vírgulas. Sem ponto final. Sem brigas. Sem separação. Sem mágoa. Sem dor. Somente amor, por favor.
