Para Falar de Si Mesmo
Mesmo sem você aqui, eu estou esperando você aqui; mesmo que não volte, eu estou com saudade aqui; quando me sinto só, eu descrevo você aqui; quando não acho palavras, eu choro aqui; quando durmo, te faço mais presente aqui.
Nas palavras que eu não disse: se descreveu no tempo, no tempo sem você; mas a saudade tem sobrescrito o tempo; isso é o amor, que não passou com o tempo; me fez poeta além do tempo; não há ódio, não há rancor; o amor que descrevo descreve a oração que implora você comigo.
Nosso romance, em cálice de amor tinto, descreve a cor do amor; nossa relação, bordada a graça do celestial; na linha do tempo, um presente é passado; anjos observam você e eu, e celebram o amor, cuidam da saudade e da gratidão por nós e por amor.
Posso lembrar dos beijos doces como mel; sentir você sem tocar, fazendo meu coração voar como beija-flor; não vivo sem minha flor; quando me deixa sem você, sinto tanto medo e sofro na dor bela de amor, por amor de quem não está e está no coração que dói.
É você, sempre será você; me leve onde você está; me deixe onde você está; sua ausência me torna poeta, descrevo saudade, sempre por amor e por você; não precisam entender; não há mais ninguém; só você precisa saber: como eu te vivo, te respiro, te desejo e te amo, vida minha.
A sensação que me vem quando descrevo você é como se estivesse do meu lado e talvez esteja; eu não posso toca-lá, mas meu coração é abraçado; talvez eu comece chorar e até posso sorrir; dá a impressão que vai me chamar e, mesmo só, te imagino no altar, na saúde ou na doença, diz que me ama.
Eu quis parar as muitas palavras que descrevi você por não ter você e mesmo sem você, eu não pude negar, não há lugar sem você; eu me esqueço, mas não esqueço você, me perdi e sem ar eu vou me sufocando na depressão.
Permaneço sem ar numa cama de hospital, perdi a razão de existir e quero me entregar, não quero mais viver; é tão difícil, tão frio essa vida; numa crise sou dopado e você é o nome que escutam, mas não souberam o tanto que eu amo você.
Eu quis parar e por semanas eu não escrevi; mas você é tudo pra mim, somente palavras ameniza a falta que você me faz; preciso escrever o amor por você que me abraça forte e me faz viver, não me deixa morrer sem você.
Se tivéssemos o amor que sentimos de quem não está; talvez, tudo virasse flor e pudesse florescer por nós; mas não é fácil como sentimos, e se fosse, ainda seria amor ou mais dor e solidão, num vazio sem significado.
Pela última vez, antes do adeus, eu queria num pôr do sol, me deitar na grama e do teu lado, segurar tua mão e pela última vez, sorrir ti ouvindo me chamar; como na primeira vez e você me diz: você é tudo pra mim, não me deixe.
Eu tento mais palavras de amor e trago depois de quase parar, o poeta que quase morreu; mas emocionado eu me lembro de quem nunca vou esquecer e por uma promessa de amor, eu não parei, eu abracei meu amor por você.
Vou pensar em você, descrever você e pedir perdão sem qualquer erro, por medo, por precaução; e antes de ir, me deixa explicar, eu te amo tanto e deve saber, as vezes eu choro, por não achar palavras que descreva meu amor por você.
Me perdoa se quis parar e se por um momento eu me desespero, o amor é dor e luz; sentimentos que não posso evitar e como explico a razão de sentir e não sei parar; é por amor, que meu coração e minha alma escreve e ti descreve como meu amor e minha vida.
Eu tive vergonha de mim mesmo
por ter pensado que estava traindo meu parceiro(a), e descoberto que trai a mim mesmo
Às vezes tenho a sensação de viver alguns passos atrás de mim mesmo. Caminho, falo, tomo decisões… mas meus pensamentos parecem observar tudo de longe, como se não reconhecessem totalmente as minhas próprias ações. Há um desencontro silencioso entre quem pensa e quem age dentro de mim.
Sou impulsivo. Sei exatamente os caminhos que deveria evitar, mas, ainda assim, meus pés parecem escolhê-los primeiro. É como assistir a mim mesmo atravessando portas que já sei, de antemão, que não deveriam ser abertas.
Também não sei se amo como os outros amam. Eu cuido, me preocupo, assumo responsabilidades, tento proteger quem está por perto. Faço tudo aquilo que dizem que o amor faz… mas o sentimento dentro de mim é estranho, deslocado, como se estivesse escrito em um idioma que todos entendem menos eu.
Às vezes choro em silêncio. Não por grandes tragédias, mas por pequenas falhas repetidas, por erros que eu mesmo construo com as minhas próprias mãos. Existe uma parte de mim que gostaria profundamente de ser melhor, mais claro, mais correto, mais inteiro.
E, ainda assim, carrego um peso que talvez nem seja meu. Sinto-me responsável por tudo que chega até mim: pelos problemas, pelas pessoas, pelos desencontros. Mesmo aquilo que claramente pertence ao mundo dos outros acaba encontrando um lugar dentro de mim.
Talvez por isso eu viva assim, um pouco perdido, um pouco atento demais, tentando, no meio da banalidade dos dias, encontrar algum ponto onde meus pensamentos e minhas ações finalmente decidam caminhar lado a lado.
Eu te vejo tão de perto
Mesmo você estando tão distante...
Na história em que um cavaleiro enfrenta um dragão para salvar a princesa, será que ele era forte e corajoso ou só um medroso que decidiu arriscar?
Não sei dizer, mas o importante é que a existência do dragão não o foi suficiente para impedir o príncipe de tentar salvar a princesa...
Não seria uma má ideia seguir o exemplo desse cavaleiro imaginário...
De: Kauan
Para: A.J.
É complicado ser um balão
Porque vão enchendo
Enchendo...
E quando o mesmo explode
"A culpa é dele"
Quem o encheu
É a "vítima"
Isso não é sobre balões
No ponto em que toda referência colapsa, nem mesmo o “é” pode ser afirmado com precisão. Qualquer tentativa de declarar existência ou não-existência já é um movimento tardio da linguagem tentando capturar o que não se submete a categorias. O absoluto não confirma nem nega - ele não entra no jogo das definições.
No ponto mais profundo, não há nem mesmo liberdade, porque nunca houve aprisionamento. A noção de libertação só faz sentido enquanto há alguém que se percebe preso. Quando essa base desaparece, não resta conquista, nem estado, nem realização - apenas o que nunca começou e nunca terminará.
Nem mesmo o silêncio permanece como referência quando a dissolução é completa. O silêncio ainda é percebido em contraste com o som, ainda pertence ao campo da experiência. O que está além disso não pode ser qualificado nem como silêncio nem como ruído - é anterior a qualquer distinção.
Há um ponto em que até mesmo a noção de presença se revela como um conceito sutil sustentado pela mente. Enquanto houver alguém tentando “estar presente”, ainda existe uma divisão silenciosa. O que se revela além disso não pode ser praticado nem mantido — é anterior a qualquer esforço, é aquilo que já é, antes mesmo da ideia de ser.
Em um nível extremo de clareza, até mesmo a noção de “experiência” colapsa. Não há algo acontecendo para alguém — há apenas o acontecer sem centro, sem direção e sem testemunha separada. Tudo o que antes parecia real se revela como uma sobreposição conceitual sobre o indizível. E, ainda assim, nada precisa ser removido.
Mesmo a ideia de “consciência” pode se tornar um refúgio sutil, uma nova identidade mais refinada onde o ego se abriga. Quando isso é visto, até essa identificação começa a perder sustentação. O que resta não pode ser nomeado, não pode ser possuído, e justamente por isso não pode ser perdido.
"Duvido de pessoas, duvido de fatos,
duvido até de mim mesmo.
Mas sou incapaz de duvidar quando meus olhos encontram o dela.
É nos olhos dela que eu tenho certeza
A gratidão é o mais nobre sentimento que podemos compartilhar com aquelas pessoas, que mesmo sem nos conhecer pessoalmente, nos trata com respeito e muito amor!
Triste estar se sentindo abandonada e só, mesmo rodeada de pessoas. "Não fale de seus sentimentos, vc tem que ser forte"...
Pior é não ter com quem falar... e as palavras se tornam lágrimas, pois não cabem mais no peito...
O Querer que Dissolve em Nada
Eu queria mesmo ser diferente. Mais focado, com passos claros. Mas a realidade é outra, Sou só confusão. Quero abraçar o mundo inteiro, Fazer tudo ao mesmo tempo. Mas minha vontade, essa que me engana, Se desfaz em inércia.
O resumo da minha vida, no fim: A intenção de fazer tudo, E o resultado: absolutamente nada. Paralisia por análise, Tantas escolhas, tanto medo. O cérebro ansioso, Pensando demais, fazendo de menos. Perfeccionismo, essa armadilha, Transforma cada decisão num fardo.
Procrastinação. Não é preguiça, eu sei. É falha em me regular, Em lidar com o desconforto. Crenças tortas sobre mim, Sobre as tarefas, sobre a dor.
Mas a inércia não sou eu. Não sou um "nada". Sou a luta. O querer abraçar o mundo, Esse grito, É a prova do que sou. A pessoa confusa, É um estado, não um destino. Há potencial. Há valor. Eu do futuro, que você saiba disso.
Mesmo diante de todos os desafios diários e a certeza de que faz o seu melhor, o tempo de alegria é sempre ao lado dos que mais amamos nesta vida.
Aqui parado olhando pro nada,
mas na mente vendo meu tudo.
Sentado no mesmo lugar
onde senti seus beijos, seus abraços
e o amor mais profundo.
Como esquecer um amor tão forte?
Como não pensar que te amar é minha sorte?
Sinto seu cheiro no ar,
fecho os olhos e finjo te abraçar.
Um misto de dor e alegria:
dor da saudade,
alegria de lembrar
dos beijos e abraços que recebi um dia.
Acredito nesse amor apesar dos pesares,
sei que é você a minha metade.
Te conheci de um jeito tão aleatório
entre bilhões no mundo…
e de repente
você virou meu tudo!!
ÁG
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